Nossos votos | Dela para ele

14370193_1742354612696624_6015580735023684667_n“Há mais de 12 anos atrás decidimos caminhar juntos. Mesmo tão jovens e sem entender o peso que essa decisão teria em nossas vidas embarcamos nessa linda jornada que nos trouxe até aqui.

E não é que aquele jovem casal de adolescentes estava certo?
Passamos por muitas fases juntos, amadurecemos e vimos o nosso amor florescer.
A ansiedade e intensidade da adolescência deu lugar a um amor tranquilo e sólido e fomos percebendo que já não fazia sentido caminhar sem o outro.
Eu desejo que sejamos sempre melhores juntos, que a paciência, respeito e amor reine em nosso lar. Que tenha leveza, que o amor nos transborde e nos transforme.
Que eu possa ser para você seu porto-seguro, sua melhor amiga, seu amparo nos momentos difíceis, sua alegria ao voltar para casa e ser seu eterno amor.
E se eu pudesse voltar há 12 anos atrás eu faria tudo novamente e escolheria você todas as vezes para ser meu par.
Amo muito você.
Lu”

Enfim, casados!

Nosso tão aguardado dia chegou! E só podemos dizer que foi lindo! Problemas aparecem, decepções acontecem, mas o amor, carinho e a aura de energia positiva que cobre o lugar supera tudo. Foi a celebração de um momento único em nossas vidas e que só faz sentido quando vem envolto pelo amor das pessoas que nos querem bem e que estavam conosco, seja presencialmente, ou de longe, enviando boas energias. E temos certeza que aqui, no Estilo a dois, temos milhares de corações amorosos e que torcem por nós, por isso, nada mais natural do que compartilhar esse momento com todos vocês.

Abaixo algumas das fotos que nosso querido e talentoso fotógrafo Daniel Henrique e equipe já nos enviou. As outras, só daqui há 50 dias, mas já da pra sentir o gostinho de como foi.

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Namore com alguém que olhe pra você como eu olho pro Padre. rs

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Nossos queridos padrinhos!

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Não podia faltar!

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Achamos nosso apê! E ele é tudo o que a gente quer

Sabe aquele amor a primeira vista? A sensação de que aquele cantinho nasceu pra ser sua morada, que faz seu coração bater mais forte, suas mãos suarem de emoção e você dizer, MEU DEUS, É ESSE?! Então, ela não acontece. Pelo menos não assim, com todo esse show pirotécnico, porque você pode até se apaixonar de cara, mas é a construção paulatina e a perspectiva de dar cor e forma a um sonho imaterial que vai deixando tudo mais empolgante. É como uma tela em branco. Ela pode ser ótima, ter as dimensões certas, o material perfeito, mas é quando você começa a pintar que aquela obra realmente toma corpo e te fascina. Acho que é por isso que nossos pais nunca “terminam” suas casas. Há sempre uma pincelada a mais a dar. E a verdade é que a medida que você visita novos apartamentos seu cérebro começa a fazer uma rápida perspectiva mental de como sua vida se encaixaria nesse novo espaço, como você pintaria o quadro de sua vida nessa tela encontrada. É como um tour virtual do futuro e é aí que você se vê, de fato, morando ali ou não.

Para nós, a sensação mais próxima a isso aconteceu logo em nosso primeiro apartamento visitado. Depois de uma vasta pesquisa na internê, selecionamos uns 3 ou 4 e fomos ligando para agendar. Marcamos dois para um sábado pela manhã e logo no primeiro que entramos, pimba! Curtimos! Nos vimos morando lá. Frequentando aquela vizinhança, cortando os poucos quarteirões e indo a pé para o trabalho, decorando nossa sala de estar, cozinhando na cozinha apertadinha. Numa escala de pontos que começa do “incrível!”, passa pelo “ok” e vai até o “não rola”, nada ficou abaixo do tolerável. Bom começo. Mas era só o primeiro. Não podíamos sair fechando com o primeiro que achamos. Então deixamos ele em stand by e fomos procurar por novos.

Em outras visitas, outros argumentos. Uns bons, outros ok. Um muito bom, mas também muito acima de nosso orçamento. E sempre com a referência do primeiro. Depois de quase uma dezena e de dias varrendo os zapmóveis da vida decidimos pelo que vimos lá no início da procura. Incrível. O primeiro. Gostamos de pensar que era pra ser o nosso.

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Depois da papelada regularizada (manda documento, preenche contrato, colhe assinatura, pede certidão, registra no cartório…!) pegamos a chave. A ansiedade já era grande e no último sábado, enfim, enchemos o carro de badulaque, uns presentinhos aqui, uns negocinhos ali e fomos pela primeira vez ao nosso apartamento, vendo-o, finalmente, como nosso lar pelo próximo período de nossa vida. E essa sensação é indescritível.

A estrutura ainda é mínima (só tem a cama e hoje chega o sofá \o/), o eco ainda ressoa pelas paredes de cômodos completamente vazios, o chuveiro e o armário ainda precisam de um reparo, mas tudo isso é diminuído pelo sentimento forte de construção de um sonho em conjunto. De algo completamente seu. Mas totalmente nosso.

E de repente, nosso eixo de rotação mudou 180 graus. Lojas de arquitetura e decoração entraram em nosso radar, de modo que se antes meu Facebook era lotado de anúncios distintos, agora o algoritmo do Tio Mark só mostra promoções da Etna, Magazine Luiza e afins. É um novo universo, que assume a prioridade de um lugar que nunca existiu. E estamos adorando descobri-lo juntos.

Quem casa quer casa | Em busca do apartamento perfeito

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Quem casa quer casa, já dizia mamãe Ana. E agora, faltando pouco mais de 30 dias pro casório esse tem sido nosso principal ponto de discussão. Confesso que esperávamos que fosse mais fácil, até pelo cenário econômico no qual a oferta é gigante e os preços tendem a diminuir, mas a verdade é que aliar a expectativa de tudo que sonhamos com a realidade do que encontramos é um desafio importante a superar. E olha que nosso perfil nem é tão difícil assim.

Desde muito cedo havíamos decidido pelo aluguel ao invés da compra. E por mais que seja difícil explicar pra quem sempre achou que “quem compra terra não erra” e que “alugar é dar dinheiro pros outros”, para nós parecia óbvio. Razões não faltam: primeiro por não nos agradar a possibilidade de acordar todo dia sabendo que temos a dívida de um financiamento altíssimo para pagar por 20 anos ou mais! É uma sentença pesadíssima! Sem contar o momento de alto juros do mercado. O aluguel, se passarmos por um período de desemprego ou coisa do tipo nos da a flexibilidade de buscar algo mais acessível sem um vínculo grandioso desses. Ah, a flexibilidade, inclusive, é o principal atrativo. Somos jovens de modo que não há nada perto do definitivo em nossas vidas. Se amanhã aparecer um emprego legal em outro canto do país ou do mundo simplesmente entregamos o apê e partimos pra outra. Sem estresse de parcela ou ter que procurar vender. Hoje valorizamos em absoluto nossa qualidade de vida, e isso inclui passar menos tempo no trânsito e mais tempo entre a gente. Então procuramos por um apê pequenininho, ajeitado e bem próximo do nosso trabalho, de modo que possamos ir a pé ou de bike. Já pensou no que isso representa? Poder acordar mais tarde, chegar do serviço mais cedo, não passar aperto com busão lotado na hora do rush e até almoçar em casa. É tudo o que queremos. E se amanhã tivermos um filhote, beleza, mudamos de um apê de 2 quartos pra um de 3, talvez mais distante, mas até lá vamos acumulando uma gordurinha para quando criar patrimônio for de fato uma real necessidade. Hoje, definitivamente, não é o caso. Entendemos quem pensa diferente, mas para nós essa é uma decisão felizmente acordada.

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Como amamos essa vista!

Com base em tudo isso juntamos os principais sites de aluguel da cidade e partimos a procura de um lar para chamar de nosso. A princípio, os itens imprescindíveis eram poucos: apartamento pequeno (já que seremos só nós 2 e passamos o dia todo fora), na região centro-sul (perto do trabalho), armários e pelo menos uma vaga de garagem livre e coberta. Só isso! Moleza, certo? Nem tanto. Já visitamos quase 10. Gostamos de uns 4 e apaixonamos por 2. Muitos são bonitos na foto, mas não tem nem uma Araújo por perto (se você mora em BH sabe que Araújo tem até no fim do mundo). Outros têm uma vista legal, mas o prédio por fora é meio caidão. E tem os lindos apaixonantes que geralmente são os mais caros e nos fazem repensar a verba disponível para moradia. Esses são f***, porque visitamos e amamos, de modo que já começamos a varrer o Pinterest pensando nas possibilidades de decoração até a imobiliária nos dar o retorno da proposta e fazer o sonho desmoronar. #triste

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Mas a saga continua! Com mais duas visitas agendadas seguimos atrás do nosso recanto do guerreiro. Afinal, semana que vem a cama já chega e ainda não temos um quarto para colocá-la.

 

Leia também: O primeiro móvel a gente nunca esquece

TENSÃO PRÉ- CASAMENTO | Por uma noiva ansiosa

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Teste de cabelo e maquiagem, reunião com decorador, contraprova de degustação, cerimonial, chá de panela, prova de vestido, escolha de acessórios… A lista de coisas para fazer parece interminável e realmente é. Só não parece tão monstruosa quanto para nossos queridos noivos que ficam com a “seleção da seleção”, aquele filtro dos últimos 3 fornecedores de uma lista com 40, afinal, quem vai confiar tarefas tão detalhistas a eles, os reis da praticidade?

Confesso, sou aloka da planilha do check list. Passo e repasso mil vezes o que ainda falta, mas fui tão prática em fechar diversos fornecedores só por Whatsapp que fico até espantada. Não conheço a cara de vários e espero que tudo saia conforme combinado! #OREMOS

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Imagino que as noivas sejam 98% iguais (Bridezillas kkkk). Todas nós queremos um casamento que saia como meticulosamente planejado, igualzinho os das princesas Disney (tirando o fato de que elas não devem contar com uma queda de energia em seus Castelos ou um buffet de salgadinhos frios e cervejas quentes). Seria muito  mais fácil se tivéssemos uma fada madrinha como elas. As vezes até temos (o que seria de nós sem um cerimonial atencioso?), mas como elas ainda não vêm com varinha encantada incluso no pacote, fico eu aqui, estressada e controladora.

Acho que isso é resquício de minha época como coordenadora de eventos, em que confiar em fornecedores nunca era fácil. Sei que muitas coisas podem e vão dar errado. A ansiedade aumenta, mas já estou tentando me preparar psicologicamente para isso e deixar mil planos B traçados. Será que existe um Santo das Noivas??

Diferentemente do Patrick, coloquei mais energia na comemoração do casamento e não no pós, na vida a dois. Não que eu não ache legal e nem queira muito isso, mas meu sonho de casar de véu, grinalda e uma festança já faz parte do meu imaginário desde sempre e acompanhar esse sonho se tornando realidade é uma satisfação muito grande. Quanto ao pós casório? Isso a gente vai construindo depois, lado a lado, focando no carinho, na paciência, no respeito e na parceria. Já fazemos isso há 12 anos, não é possível que seja tão difícil. Então, por ora, que venha a festança!

 

Tensão Pré-Casamento – por um noivo limitado

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Não sei como é para os outros noivos, mas para mim, o casamento é dividido em duas frentes. A primeira e tão celebrada é a cerimônia, com toda a sua festa, pompa e diversão. A segunda é o pós-cerimônia, com a mobília do apartamento e todo seu planejamento para uma vida diferente, casado, em uma nova família fora da casa dos pais. E dentre as duas, confesso, sempre me preocupei muito mais com a segunda.

A festa deve ser linda, afinal, está sendo preparada há mais de 18 meses e independente das coisas saírem ou não como esperado, deverá ser ótima. Ora, estaremos rodeados por pessoas que amamos, sentindo o carinho e a boa energia de amigos especiais, tomando Whisky, sorrindo, dançando e celebrando como nunca.

Já a vida de casado envolve algo que eu nunca vivi. Muito distante da minha realidade. Com novas responsabilidades administrativas que vão de lavar minha própria meia a ter de trocar o gás da cozinha (ou será que não troca? É encanado ou botijão?). O relacionamento também atinge uma nova escala, agora muito mais íntimo, físico e emocional. Isso parece o máximo, mas como toda grande mudança gera incertezas, cria dúvidas e motiva expectativas.

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Feira de noivos!

Por tudo isso e somado pelo fato de ter uma leonina ex-coordenadora de projetos ao meu lado, admito, até agora grande parte do trampo ficou com ela. Também pudera. Imbuída por esse sentimento arrebatador que contamina toda mulher em período pré-casamento, ela conseguia focar em 10 coisas diferentes ao mesmo tempo, enquanto eu, coitado, fazia de tudo para parecer entender aquela única função que ela tinha me passado. Mesmo porque, se não entendesse, tudo bem, ainda faltava tanto tempo para o evento.

Mas agora, faltando apenas 3 meses, finalmente me sinto próximo do casório. Ainda não ando com tantos checklists quanto ela, mas a TPC (tensão pré-casamento) está batendo. De modo que por mais que tenhamos feito tanto, ainda parece muito a se fazer. É reunião com fornecedor, tirar certidão de nascimento no cartório (por que, Deus?), reservar hotel, comprar as últimas bebidas, escolher o terno, fechar a lista de convidados (ah, a lista de convidados!!!). Pus, não vim com o modo noivo inserido em meu hardware como toda mulher parece vir. Isso porque ela, profissional do matrimônio, ainda absorve boa parte dos preparativos. Fico imaginando como seria um casamento meu comigo mesmo. É certo que seria um churrasco, no sábado, organizado na sexta, com um checklist de carne, carvão, cerveja, refri, um bom churrasqueiro e uma bandinha pra animar a rapaziada.

De todo modo, vamos tocando em frente. Com o foco agora quase que absoluto na maridança. Com a minha programação anotada, vou eliminando um item por vez, não com a destreza multitarefa dela, mas com a limitação mundana de um noivo em pré-pânico. E saiba, se alguma coisa não der certo no grande dia, muito provavelmente a culpa é desse reles mortal que vos escreve.

 

#FICAADICA BH | A Pão de Queijaria

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Fala sério. Quem não ama pão de queijo? Nós, mineiros de alma e coração, amamos. Seja o da sogra, da mame, da padaria, da lanchonete ou acompanhado de suco, café ou refri, é sempre o quitute número 1. Mas o que não sabíamos é que temos em BH uma casa especializada nesse trenzinho tão danado de bom. É a Pão de Queijaria, localizada na R. Antônio de Albuquerque, 856, Funcionários.

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O ambiente é moderninho, pequeno, mas aconchegante. Tem uma decoração descolada na parte interna e também mesinhas externas na calçada.

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Como o próprio nome já diz o lugar possui pão de queijo de todo tipo. Do pãozinho simples até os mais variados recheios, com ingredientes exóticos e tradicionais. E tem aqueles feitos com todo tipo de queijo, como o Canastra, Salitre, Parmesão d’Alagoa, Gruyére, cada um mais gostoso que o outro.

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Para começar pedimos dois pães de queijo recheados com o nome de Hambúrguer Mineiro. Hambúrguer de verdade, com carne de boi, porco, salaminho, pétalas de cebola na cerveja preta, queijo Minas e alface americana.

Depois o Patrick pediu o Pernil do Chovinista, pão de queijo recheado com lâminas de pernil, bacon, couve frita e queijo Minas. Provei um pedacinho e concordamos que esse era ainda melhor.

pdq5Os valores vão de R$3 do pãozinho de queijo simples até R$26, sendo esses os recheados com 2 acompanhamentos. Tem para todos os gostos, bolsos e pedidas, afinal fomos em um sábado à noite pra conhecer, mas bem que poderia ter sido para um cafézinho da tarde também.

OMG! Tinha um ketchup delicioso feito por eles com goiabada. Saímos viciados.

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R. Antônio de Albuquerque, 856 – Funcionários, Belo Horizonte | Telefone:(31) 3244-2738

Filhos, interrogação.

Nascer, crescer, multiplicar e morrer. Desde que o mundo é mundo esse é o percurso natural da vida e da forma como ela é compreendida em sua maioria. Sim, maioria, mas não sua totalidade pois dessa equação um elemento ainda é facultativo, o multiplicar.

Giovana: afilhada de coração <3

Giovana: afilhada de coração <3

Casais que tomam a decisão de não terem filhos formam uma parcela cada vez maior da população. Um fenômeno mundial de pessoas que optam por não colocar uma criança no mundo. E se essa era uma escolha até então impensável para nós, hoje é totalmente compreensível. Os motivos são os mais variados e todos eles muito pertinentes.

Falta de segurança: as manchetes diárias dos jornais nos assustam. Todo dia um novo exemplo de violência, injustiça e intolerância ganha destaque na imprensa. O mundo não parece melhorar e colocar uma criança nesse ambiente truculento, poluído e viciado parece mesmo amedrontador.

Custo: um filho é fofo, mas também é caro. A cada ano surge um novo estudo com números que revelam o alto gasto com uma criança do nascimento até seus 18 anos. “Ah, mas não é assim, onde come um, comem dois”. Bem, pode até ser. Mas é certo que todo pai busca dar o máximo ao seu filho, tentando oferecer a ele mais do que teve quando criança. Dividir o pouco que tem e ter um bebê sem a consciência de que poderá dar a ele o que merece pode muitas vezes parecer irresponsável.

Tempo: sem dúvida para nós, hoje, o maior problema disparado! Em uma vida atribulada de compromissos que preenchem nossas agendas e que fazem da geração Y o maior exemplo de workaholic, é bastante difícil conciliar as variáveis “vida profissional bem sucedida” e “pais presentes e engajados com a criação do filho”. Um desafio para essa geração e um impacto grande para as próximas.

Escolha de vida: o casal tem dinheiro, tempo, não se preocupa com a violência, mas ainda sim não pensa em ser pai/mãe. Não querem acordar de madrugada com bebê chorando, não querem deixar de viajar a dois, não querem dividir o que conquistaram ou abrir mão de uma liberdade/autonomia que a vida em casal permite. Ou ainda, não gostam de crianças. Escolha. Pura e simples. E totalmente lícita e justa.

Em nosso caso, contudo, crianças complementam o imaginário de uma vida feliz. Somos filhos de famílias com casas cheias, com pai, mãe, irmãos (no plural), cachorro, gato, periquito. Talvez por isso nossa concepção de lar seja o formato “tradicional”, de modo que esperamos sim num futuro ter um par de guris correndo atrás da gente, puxando pela calça e pedindo um punhado de balas ou um brinquedo da loja.

Leia também: Eu namoro, tu casas, eles engravidam

Ainda é cedo. Tanto eu quanto a Lu adoramos crianças e ela sempre fala que acredita que só veio ao mundo mulher com o objetivo de ser mãe, e isso é algo que eu adoro nela, pois não vejo ninguém melhor para ser mãe dos filhos que eu espero ter. Mas a vida é uma caixinha de surpresas. Coisas acontecem, cenários se alteram e opiniões mudam. Filhos para nós é algo esperado, mas a ideia de não tê-los é também cada vez mais coerente de modo que nenhuma decisão seja irreversível. Como sempre, vamos vivendo por etapas. Planejando, mas também esperando o que a vida tem para nós.

Se 12 anos fossem 12 meses

Tempo. Talvez seja esse o recurso mais importante da vida. Aquele que ao final, independente de raça, credo ou gênero, independente do que ficou de saldo em sua conta corrente, será, sem dúvida, o remédio pelo qual clamaremos. Mais tempo. Nem que sejam alguns minutinhos. Apenas para realizar o que faltou em nossa lista de prioridades, ou para fazer de novo aquilo que nos marcou a ponto de querer repetir.

De todas as invenções humanas, a ideia de dividir um determinado período em horas, depois dias, meses e anos provavelmente foi a melhor forma de criar ciclos e marcar recomeços, nos dando a oportunidade de reiniciar sempre, com novas expectativas, interesses e objetivos. Independente do caminho que tomou, você sempre poderá recomeçar e tentar novamente, pois um novo dia se inicia.

E hoje, ao completar 12 anos de namoro, um novo ciclo está para começar. É o nosso último aniversário que comemoramos “solteiros”. A partir do próximo ano começamos uma nova contagem, uma experiência diferente, marcada como tempo de casado. Zeramos uma volta no ponteiro e começamos outra. Só possível por causa de 12 anos de entrega que deixaram marcas e nos prepararam para essa nova jornada.

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12 anos. 12 anos não são 12 meses, pensamos. Mas e se fossem? Se fossem, estaríamos hoje marcando o fim de um ciclo, mas já comemorando o início de outro. E não é exatamente isso o que estamos fazendo?

Se fossem, teríamos vivido os primeiros anos de relacionamento na temperatura dos primeiros meses do ano. Um verão incandescente de maravilhosas descobertas a dois. Tempo onde a diversão era o nosso único e maior objetivo. De uma vida adolescente, sem trabalho ou grandes preocupações. Um período de férias na praia, de carnaval, descompromissado e por isso tão gostoso e ainda vivo em nossa memória. (Afinal não é sempre nas férias onde tiramos a maior quantidade de fotos?). Um trimestre que forjou nossa relação, selando almas tão diferentes a ponto das duas escolherem caminharem juntas. O início. Até que as águas de março fecharam o verão.

Se 12 anos fossem 12 meses, abril marcaria justamente uma fase de amadurecimento do relacionamento que passou a conviver com novas prioridades. A escola dava lugar a faculdade. O ócio dava lugar ao compromisso profissional. Outono começava com dias cinzentos ainda não vistos, mas com sua beleza “desabrochante” de algo que recomeça. Agora mais maduro, mas nem por isso menos intenso. Abril, maio e junho representaram a transição entre um namoro adolescente e a expectativa de uma vida a dois adulta. Brigas aconteceram. Algumas sérias. Mas serviram para cimentar o lugar que o relacionamento levaria em nossa vida. Nem excessivamente sufocante, nem como um mero coadjuvante. A busca pelo equilíbrio em um caminho no qual folhas e excessos se perdem, para renascerem mais belos na frente.

Junho começou tempestuoso. Quem não conhece a fatídica briga dos sete anos? O relacionamento estava consolidado, ao mesmo tempo em que a fase das grandes descobertas já se fora. O novo só é novo quando acontece pela primeira vez e depois disso, já não é mais tão fácil se impressionar. O inverno trouxe outros questionamentos. Mas foi também a época que nos exigiu buscar razões para continuar. E elas estavam lá. Por trás da crosta de amenidades a essência se mantinha a mesma do verão de outrora. Duas almas que eram só uma e que apesar de buscarem coisas diferentes, queriam buscar juntas. Alguns chamariam isso de amor. Provavelmente era. Muito maior do que a paixão, foi esse o sentimento que nos deu fôlego para buscar a primavera.

E assim ela surgiu. Chegamos a um amor sereno. Redescoberto. Com a beleza do carinho da primavera. Nem tudo são flores, é verdade, mas do 9º até hoje, quando completamos o décimo segundo ano, foi quando nos sentimos mais conectados. Máscaras não existem mais. A cobrança já não vem se não tiver importância. E nada é mais importante do que nós, em plenitude. Todos os nossos interesses, desejos e emoções buscam caminhar juntos e só dessa forma fazem algum sentido. Meu Deus, como isso é claro agora.

E hoje, nesse 12 anos, vivemos um período de festas. Superamos o renascimento do Natal e estamos vivendo o foguetório de réveillon, nos despedindo de um ano velho e especial, e nos preparando para novos 12 meses de uma fase encantadora. Talvez ela sofra das mesmas adversidades de dias passados. Mas se assim for, eu aceito de corpo e alma.  Porque ao seu lado todo o tempo do mundo será sempre pouco tempo. E eu não posso deixar de apreciá-lo.

Feliz 12 anos.

Com amor.

 

Patrick