#FICAADICA BH | Ateliê Wals

No início do mês fomos conhecer o recém inaugurado Ateliê da Wals. Os irmãos donos da Cervejaria Wals, já conhecida em BH, conseguiram lançar uma proposta diferente que alia design, arquitetura e tecnologia em um ambiente descolado e ao mesmo tempo elegante.

Após o impacto inicial da bela fachada do bar, fomos convidados a descer até o espaço de convivência, que se divide entre uma grande área de espera ao ar livre com DJ, a área do balcão onde as bebidas são servidas e as mesas de atendimento. O DJ anima a galera que aguarda por um SMS em seu celular avisando da liberação de sua mesa. Esperamos por 1 hora junto com um casal de amigos, mas pareceu passar um pouco mais rápido por causa desse diferencial. No espaço você pode consumir normalmente e como é aberto, vá bem agasalhado pois venta e faz bastante frio.

Ao chegar o lugar já causa um efeito UAU. Uma linda cortina de rolhas de vinho no teto, uma área de balcão enorme e bastante chamativa no centro, lustres de bolas de vidro e tonéis de madeira por todos os lados. Nossa mesa ficou um pouco escondida e achamos os garçons apesar de simpáticos, ainda se adaptando ao lançamento do espaço.

O cardápio é salgado. Drinks simples como caipirinhas custam R$25,00 e não entregam o que prometem. Tomei uma que apesar de boa, não pagaria novamente e minha amiga tomou o Petroleum Bomb que era muito amargo (feito de cerveja e portanto boa pra quem gosta – não era o meu caso).

Os chopes são variados, com preço médio de R$ 13 e tem o DNA da cervejaria que se tornou famosa para o público mineiro, com sabores mais cítricos e exóticos.

Para comer pedimos para 4 pessoas dois pratos: um torresmo de barriga e uma porção de filet mignon com fritas. O torresmo estava muito gostoso, porém mais uma vez muito caro pelo custo/benefício. Já o filet veio com uma apresentação tão simples (em um prato branco sem nada) que em botecos já comemos mais bem apresentado, mas estava gostoso. Por último uma sobremesa boa, exceto o sorvete de cerveja. Não que fosse ruim, mas em um lugar que se presta por um atendimento premium, de alto valor agregado, deveria entregar mais e melhor para justificar o custo e a experiência.

No geral gostamos. O visual do espaço chama atenção, mas peca por ainda não entregar a experiência que se propõe de um produto como esse. Acredito até que com o tempo os preços e os serviços sofrerão ajustes (porque a Backer, por exemplo, lá do ladinho oferece opções de valor mais razoáveis). Descolado, bonito, lojinha de conveniência com produtos da marca, diferente e legal para conhecer algo novo em Belory Hills.

 

Fica a Dica: O espaço tem estacionamento gratuito, mas é limitado a quantidade de carros. Chegue cedo e não sofra com os flanelinhas.

ONDE FICA?
R. Gabriela de Melo, 566 – Olhos D’Água, Belo Horizonte – MG

Dia dos Namorados | E do amor íntimo

Dias atrás refletindo sobre que escrever para o dia dos namorados pensei: depois de treze ocasiões da mesma data juntos, o que dizer que já não tenha sido dito em tanto tempo?

Comecei, como de costume, por pensar em assuntos relacionados que já teria usado. Metáforas, citações, alusões. Depois, após buscar por situações de nosso convívio – fonte de pauta diária – busquei definições conceituais sobre dois termos.

“Namorar”, segundo o dicionário dicio.com.br é:

  • Procurar inspirar amor a; requestar, cortejar; fazer a corte a; arrastar a asa para.
  • Cobiçar, desejar vivamente possuir.
  • Andar em galanteios.

Já “Íntimo” para o Priberam significa:

  • Que está muito dentro; muito interno.
  • Que existe no ânimo ou no coração.
  • Tranquilo ou aconchegante.
  • Que está muito próximo de ou tem relações estreitas com.

Foi aí que uma ficha caiu. Ai de mim de querer definir o que é “namorar”, já que existem tantas formas diferentes de amor, mas se essas são conceituações válidas então é hoje, 13 anos após nosso primeiro sim, e a primeira vez que passamos pela data sendo na verdade “casados”, em que nos sentimos mais namorados.

Parece paradoxal, eu sei. Mas faz sentido, porque casados desfrutamos de um novo tipo de namoro. O namoro íntimo. Esse ilustre desconhecido que tem muita coisa a nos mostrar todos os dias.

Tem manhãs de abraços na cama, tem cafés na padaria aos sábados, tem caminhadas de mãos dadas à feira, tem deliciosos almoços com o que sobrou na geladeira, tem tardes vazias de tarefas e repletas de carinho, tem quilos de pipoca nos cinemas de casa, tem edredom com Nat Geo, Home Health ou ESPN, tem jantares especiais (e também aqueles com mais vinho e menos vergonha), tem parceria na tarefa diária, tem a nossa casa aberta aos nossos amigos. Tem a nossa cara em cada canto da nossa casa, tem cumplicidade, tem vida e tem novas histórias.

Não faltou amor nesses anos. Tampouco sedução ou galanteio. Mas hoje o amor tem um sabor diferente, salpicado por novas emoções que mesmo após uma década de relacionamento, deixa um gosto diferente na boca, e um sorriso sereno no rosto.

P.S.: Um dia desses voltando no carro perguntei à Lu se ela se sentia íntima a mim. E ela, cerrando os olhinhos e afrouxando o sorriso disse, afundando em meu ombro: sim. E eu, naquele momento, soube que nosso amor mudou. E é o amor que celebramos nesse novo 12/06. Um amor íntimo, como todo amor nasceu pra ser.

11 pequenas descobertas da vida a dois

Passados pouco mais de 7 meses desde o “sim” definitivo, estamos experimentando um mar de descobertas a cada novo dia. Viver a dois dividindo uma casa é também dividir momentos de extrema felicidade, algumas frustrações e outras coisas menores que serão parte fundamental de sua vida sem que ao menos se dê conta, como tirar o lixo e fazer as compras no sábado. E isso definitivamente não é ruim (pelo menos a maior parte, as vasilhas da pia são ruim sim). É uma nova rotina, diferente e simples, mas com detalhes nos quais estão escondidas as pequenas alegrias de uma vida a dois.

Por isso, abaixo listamos algumas dos detalhes que percebemos nesse pouco tempo, desde que nos mudamos da casa dos nossos pais para o nosso novo home sweet home. Alguém se identifica?

1- A velocidade bizarra que uma geladeira se esvazia depois de fazer supermercado.

 

 


2- Tirar o lixo é bem importante, mas ainda nos esquecemos dele várias vezes. (E infelizmente a quantidade de lixo que um simples casal é capaz de produzir!)

 

 

3- Se o parceiro não entrar na dieta, você não vai emagrecer. (Um salve pra batata recheada do último domingo a noite com Neflix).

 

 

4- Acordar e dormir ao lado de quem se ama é uma das melhores coisas do MUNDO. Fato!

 

 

5- As contas nunca param de chegar, por mais que você as pague todos os meses.

 

 

6- A liberdade de não ter de dividir a TV com a novela da sua mãe é mágica (mas ainda sim às vezes tem o tal canal de futebol do marido. P.S.: alguém me explica a necessidade de ver um jogo repetido que você já sabe o resultado? )

 

 

7- Dar faxina não é tão romântico como nos filmes do cinema.

 

 

8- A personalidade do casal não muda. Somos exatamente iguais a antes do casamento, só que mais próximos, mais companheiros e mais apaixonados.

 

 

9- É difícil guardar dinheiro com tantos sonhos e possibilidades a realizar.

 

 

10- A saudade dos seus pais é um temperinho maravilhoso para os encontros com eles.

 

 

11- A sujeira das vasilhas é exponencial, nunca acaba. Pior do que as contas.

 

 

12- As plantas morrem se não regá-las. Essa descoberta foi bem triste na verdade.

#FICAADICA BH | 68 La Pizzeria

Quer um lugar legal para sair em casal ou curtir com a família? A 68 La Pizzeria é uma boa dica! No coração do bairro de Lourdes, a 68 possui uma decoração elegante, moderna e diferenciada. O espaço possui pequenos lounges, um salão principal, outros menores, uma adega e um lindo espaço aberto nos fundos, que pode ser fechado para festas particulares. O atendimento é bom e as opções do cardápio que honram a verdadeira pizza de Nápoles são de dar água na boca.

Escolhemos um dos sabores de pizzas mais famosos da casa: La Premiata: Muçarela especial, queijo parmesão, champignon trifolati, brie, presunto de Parma e basílico. E olha, que boa escolha, viu?!  É divina! Massa crocante, recheio delicioso.

Não é um lugar dos mais baratos, mas não achamos nada absurdo. A casa possui ainda várias cervejas artesanais, vinhos dos mais variados tipos e sobremesas divinas. Com certeza valeu a pena a visita.

RUA FELIPE SANTOS 68   .   LOURDES  T:  31 3291-7466  BH.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

RELATO DE VIAGEM | Barcelona

Saindo de Lisboa e seus tesouros da coroa, partimos para uma das cidades mais badaladas da Europa. Barcelona é um universo de cores, sabores e humores variados que se misturam e dão forma a um dos espaços mais cosmopolitas do mundo e que nos reservou diferentes sensações.

Por ela:

Barcelona é uma cidade incrível! Muito cosmopolita, turistas de vários países, muitos jovens nas ruas e agitação.
Com o passar dos dias fomos conhecendo partes da cidade muito diferentes, que nem pareciam ser a mesma cidade. O antigo e o novo se misturam em uma combinação fascinante. O bairro gótico, o mais antigo da cidade, parece ter saído dos contos de fadas. Medieval com ar bucólico, tem lojinhas e igrejas antigas, além de um pedaço da antiga muralha que circundava a cidade no passado.
Os monumentos estão por todas as partes da cidade, além do modernismo de Gaudí que domina boa parte de Barcelona, igrejas, catedrais e antigos prédios encantam.
Na maior parte dos pontos turísticos se chega de metrô e aqui, como Lisboa, é um meio de transporte fácil de entender e muito útil. Por isso, em ambas a cidade, sugerimos ficar próximo de uma estação, mesmo que mais afastado do centro, pois esse problema seria facilmente contornado.
A culinária é bem diferente, os famosos tapas (petiscos diferentes) estão por toda parte, assim como os frutos do mar. Nos forçamos a comer diferentes mariscos e tivemos ótimas surpresas!
Barcelona é uma cidade mais cara do que Lisboa, então é preciso se planejar melhor. Compramos alguns ingressos online (Sagrada Família, Park Guell e Casa Batló) para não perder também tempo na fila e foi muito eficiente.
E para deixar ainda mais interessante resolvemos ir ao Vale de Núria, 3h de trem da cidade. Lá funciona uma estação de esqui em um vale maravilhoso, com um lago congelado e uma paisagem de tirar o fôlego. A sensação de estar na neve chega a ser emocionante. Uma experiência inesquecível e já deixou muita saudade.

 

Por ele:

Cara, o que falar sobre Barcelona? Na verdade, tudo que eu disser sobre Barcelona será pouco. A pérola catalã é uma cidade que deve ser sentida. É um lugar que pulsa energia de pessoas vindas das partes mais diferentes do mundo. Como megalópole que é, representa a multicultura, com ares distintos dentro do mesmo espaço. Diferentemente de Lisboa, que tem toda uma característica bucólica e intimista, Barcelona são várias cidades dentro de uma só. Tem o ar praiano de La Barceloneta, a viagem ao mundo medieval do bairro Gótico, com suas ruelas esmagadas por cortiços, cafés, lojinhas e igrejas, a modernidade e nobreza da Passeig de Gràcia  e da Plaça de Catalunya, o charme das Las Ramblas, enfim. É incrível a quantidade de opções de entretenimento que todo o complexo esbanja. Há sempre muitas coisas para fazer e 6 dias foram bons, mas poderiam ter sido mais, por isso, uma dica, não deixe apenas 2 ou 3 dias para desfrutar na cidade. Para um amante de futebol e design como eu, visitar o Camp Nou, palco do maior time do mundo e as obras de Gaudí, grande arquiteto modernista como Casa Bartló e Parque Guell, foi um deleite. Um sonho realizado, mas que espero que possa se realizar mais vezes ao longo da vida.

Relato de viagem | Lisboa

No final do ano passado tivemos a oportunidade de conhecer dois lindos lugares que já estavam em nosso roteiro faz tempo: Lisboa e Barcelona. E pra não deixar passar batido, vamos dividir em dois posts o que nós achamos das duas cidades. Não é nossa pretensão falar aqui sobre os pontos ou dicas de cada uma, já que isso você acharia facilmente em blogs e veículos especializados em viagens, e cujos quais usamos bastante. Mas apenas um relato do que foram Lisboa e Barcelona na visão DELA e na visão DELE. Já adianto: 1) a cidade preferida de cada um foi diferente. 2) Está planejando uma viagem à Europa? Não pule Lisboa. Seria um grande pecado. Venha ler porquê.

 

Lisboa por ela

A primeira impressão foi um UAU! Tudo nessa cidade é grande, tem história, detalhes cuidadosos e preparada para o turista.

A facilidade do idioma de cara já deixa tudo mais familiar. A comida é próxima do que gostamos então foi delicioso experimentar sempre que podíamos um prato novo de bacalhau, doces típicos feitos de nata, vinhos portugueses excelentes… Ah os vinhos! Estes foram um capítulo à parte da viagem, pois queríamos trazer tantos, mas tantos para casa que tivemos problemas com o excesso de bagagem.

Utilizamos muito os meios de transporte público como ônibus, trens e metrôs subterrâneos. É muito fácil entender como funciona o eficiente e onipresente sistema de metrô, com ele era possível chegar em praticamente todos os principais pontos turísticos da cidade em pouco tempo e gastando muito pouco.

Conhecemos os principais pontos turísticos da cidade como o Mosteiro dos Jerônimos, os famosos Pastéis de Belém, Castelo de São Jorge, a Praça do Comércio, o lindo Oceanário de Lisboa, além de fazer dois bate-volta incríveis para Sintra e Óbidos.

Lisboa, assim como suas localidades próximas, é uma cidade limpa, organizada, barata e maravilhosa com suas belas ladeiras cheias de histórias.

 

Lisboa por ele

Quando planejamos a viagem o meu foco principal era conhecer Barcelona. Linda, cosmopolita e pulsante, a cidade espanhola sempre esteve em meus sonhos. Mas ao chegar a Lisboa percebi a injustiça de não ter sonhado com a capital portuguesa também. Absolutamente surpreendente, com suas ruelas estreitas em calçamento, subidas e descidas com uma vista mais linda do que a outra, bondinhos, tuk-tuks e restaurantes com apenas 5 ou 6 mesas extremamente aconchegantes. Lisboa é, diferente de outras metrópoles globais, intimista e encantadora e de longe a cidade mais charmosa que já conheci.

Há ainda o contraste entre a atmosfera sedutora pelos detalhes e a grandiosidade de obras que refletem a nobreza de uma nação que foi centro do mundo por quase dois séculos, no qual seus castelos, palácios e monumentos enfeitam diferentes cantos da cidade e das zonas vizinhas. É possível perceber a nobreza e a elegância de uma forte senhora, que já desfrutou dos maiores sucessos em seus tempos de glória. Lisboa é ainda um museu a céu aberto, repleta de história e de nossa história, e que nos faz sentir, ao final, também um pouco lisboeta.

Em breve um novo relato sobre nossas impressões de Barça!

Treinamento para filhos | Ter ou não ter um cãozinho?

Desde que eu me entendo por gente lembro-me de ter um cachorro em casa. Tinha vira-lata, cachorro de raça, filhotes e mais filhotes para doar. Com um quintal grande era fácil convencer meu pai de que eu queria mais um filhote. A Luna, nossa Poodle que hoje tem 18 anos, eu mesma escolhi. Se for pensar bem, ela fez parte de mais da metade da minha vida, e em praticamente todos os momentos ela estava presente.

Luna: velhinha cãopanheira.

Com o Patrick não foi diferente. Quintal grande, cachorros e mais cachorros: Vira-lata, Pastores (Belga, Alemão, Malinois), Dobermann, Rottweiler e uma infinidade de Nero e Nilo (não sei porque repetiam tanto os nomes, rsrs), de modo que crescer e viver na companhia de um amigão de 4 patas não é só normal, como faz parte da concepção de família dele.

Jolie, quanta delicadeza! Quem vê assim até pensa.

E foi assim, até nos casarmos. Antes de sairmos da casa dos pais eu vivia cercada pela onipresença da Luna com seus passinhos minúsculos ao lado da minha janela toda manhã e com a molecagem da nova habitante Jolie, nossa linda pastora alemão de energia interminável (sério, sabe o Marley do filme? Ela é 10x mais agitada, acredite). Já ele não desgarrava da doce Luna (sim, o mesmo nome da minha, eles tem esse probleminha), também pastora, mas uma lady totalmente diferente da Jolie e a Serena, vira-lata fofinha e peluda que não cansa de pular na gente.

Luna sendo Luna. Serena sendo Serena.

Quando nos casamos, toda essa ninhada ficou na casa dos pais. Afinal, é impossível conceber dois pastores dividindo espaço com a gente em um apê de 70 metros quadrados, enclausurados sozinhos durante o dia. Foi triste. Acho que até mais pra ele, já que sempre foi muito apegado. De modo que conversamos sobre, um dia, quem sabe, adotarmos um filhote.

Era uma vez um jardim. A verdadeira face da Jolie.

Esse é sempre um assunto em pauta. Ele sonha com um Beagle, eu penso em alguns mais dóceis e tranquilos. Mas a verdade é que decidimos, por ora, adiar esse sonho. Com 4 meses de casados estamos, enfim, se adaptando à nossa rotina e por mais que gostaríamos, não cabe um cachorrinho em nossas vidas agora. Não é só a falta de espaço/estrutura. É a falta de tempo de qualidade para ficar com ele. É a falta de humanidade em deixá-lo preso todo dia em um lugar em que ele mal terá como gastar sua energia, na solidão por 10, 12 horas. E é abrir mão de um estilo de vida que pela primeira vez estamos tendo um gostinho, de sermos livres, mesmo estando casados. De sermos desimpedidos para pegarmos o carro e viajar sem ter que avisar a ninguém ou conciliar com a família para ficar com ele. É não se ver obrigado a nenhuma responsabilidade que tire o nosso tempo de estar junto, uma das coisas que mais prezamos (porque é óbvio que se dedicar a cuidar de uma vida como a deles exige extrema responsabilidade). É querer não ter rotina dentro da própria rotina. (É também preservar todos os móveis novinhos de um lar recém-criado – Ai meu sofá branquinho!). Enfim, é aceitar que hoje precisamos priorizar, e priorizar significa abrir mão. Corta o coração vê-lo se despedir da Luna e tem horas que adoraria levar a Jolie pra casa, mas no momento escolhemos nos curtir e aproveitar a delícia de um período novo em nossas vidas, deixando o terceiro membro da família para daqui alguns anos. Quando isso acontecer, talvez nossa família seja mais completa (estilo a três?), e será um caminho natural percorrido com paciência e aceitação daquilo que podemos oferecer.

E você? Tem um animalzinho na família (gato, cachorro, periquito)? Casou e levou o cãozinho? Deu certo? Pensa em levá-lo se casar? Conta aí!

 

 

Personalizando o apê | Como fazer uma composição de quadros

Desde muito antes de sequer escolhermos nossa casa, ou onde ela seria e como seria, uma definição nós já tínhamos: queríamos encher ela de quadros, com elementos que pudessem nos representar de alguma forma. Não era só ir em um lugar, escolher um layout e levar pra casa, mas sim de forma que pudéssemos montá-la, com a nossa cara. E assim tem sido. Como decidimos por uma decoração entre o preto e branco, com detalhes geométricos, os quadros seguiram essa linha também.

Assim, tiramos uma fotografia da parede em que os quadros seriam colocados, levamos ela pro programa e começamos a escolher uma composição com alguns quadrinhos. Testamos várias, buscando algo harmonioso, mas assimétrico, que sempre proporciona um certo dinamismo pra área. Algumas opções de encaixe:quadros-pc

Ao. longo desse processo, fomos produzindo os quadros. Os layouts foram produzidos em gráfica e as molduras, em uma loja do bairro, dessas que se encontra sem dificuldade. Até agora, para esse painel da sala, são 6 quadros, 2 de 22×22, 2 panorâmicos de 65×25 e 2 de 30×40 cm. Todos com a moldura preta, entre 2 e 3 cm.quadros-comp

Já. com os quadros prontos e a combinação escolhida o desafio foi montar a composição na parede evitando que ficassem tortos ou o alinhamento desigual entre eles. Essa foi a parte mais difícil. Medimos as dimensões, buscando manter 5 cm entre cada um (nós escolhemos o tamanho, você pode colocar como quiser).1

Por fim, o resultado:

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Ainda faltam alguns em outra parede, mas já deu pra ter ideia. Gosta de inventar moda também? Conta aí.

Diário de bordo | primeiros 60 dias de casados

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Não sei como é para as mulheres, mas entre os homens é quase consenso:

– Casou? Puts! Prepare-se.

– Tenha calma e haja paciência!

– Sua vida será outra. Muda completamente!!

– Namorar é uma coisa, casar é ooooutraaa! Totalmente diferente.

– Prepare-se pra conhecer uma nova Luiza!

– Dormir sob o mesmo teto é muito diferente!! Bem mais difícil!

– Antes vocês discutiam e bastava deixá-la em casa. Agora tem que dormir com o inimigo. É complicado…

– Aproveita, meu amigo. Aproveita enquanto está namorando, porque no dia seguinte ao casamento, tudo começa a mudar.

E passados exatos dois meses do dia em que subimos ao altar, devo dizer: nada disso ainda foi verdade. Pelo contrário. Talvez esses tenham sido os dois meses mais divertidos de nosso relacionamento, pelo menos para mim.

Sim, algumas coisas mudam. É uma nova rotina, um novo lugar onde morar, uma nova forma de fazer as coisas, novas despesas, cozinhar, lavar, faxinar.

Sim, alguns conflitos existem. Ela não gosta que eu deixe as gavetas abertas e eu não gosto que ela ande descalça.

Mas tudo isso é totalmente solucionável, com pequenas adaptações valiosas para uma convivência em harmonia. Além disso, são parte interessante de encaixe e que discutimos, refletimos, corrigimos, policiamos e vamos vivendo em frente. Sem o mínimo estresse.

Novos prazeres são descobertos a partir de novos hábitos e formas de se fazer velhas situações tem uma nova cara. Muito mais empática. Dar faxina? Ok, não é meu hobby preferido para um sábado de manhã. Mas limpar a sua casa e os móveis que você escolheu com carinho para receber seus pais em um almoço junto de sua esposa, ouvindo música, já não parece um monstro tão grande, pelo contrário. Cozinhar a dois? Pode ser também muito divertido. Lavar a roupa (a máquina lava) enquanto o outro tira o lixo e arruma a cama? Tudo certo também. Lavar o banhei… (não, esse tópico ainda estamos em fase de negociação). Mas o certo é que uma divisão de tarefas equilibrada deixa tudo mais fácil, sem que nenhum possa jogar alguma coisa na cara do outro.

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E aquele papo de que você não conhece a pessoa até morar junto é a maior balela do mundo. Acho que é muito mais o fato de você não conhecê-la bem enquanto namoram, aí, naturalmente, quando se casarem vocês perceberão as diferenças, porque não se conheceram mesmo ora. Mas para nós, ainda mais depois de tanto tempo de namoro, cada defeito e virtude do outro são muito íntimos a nós. Reconhecemos aquilo que deixa o outro feliz; aquilo que o chateia; aquilo que simplesmente não importa; aquilo que importa muito. Então não há muito porque ter conflito de convivência. Para nós, por ora, o que temos é uma profunda afinidade reforçada pela proximidade e relação diária. Vivemos evitando os conflitos e buscando os momentos de felicidade, que muitas vezes são os mais simples, como acordar junto e fazer uma hora até levantar, esperar o outro para escovar os dentes dançando e, até, (pasmem) dar a terrível faxina.

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Por enquanto é isso. Como disse acima, são apenas 2 meses. O universo é pequeno para qualquer pesquisa mais profunda, mas sobrevivemos bem e seguimos adaptando da melhor forma como conseguimos. O casamento não é o monstro que as vezes tentam nos vender. Principalmente se você escolher a pessoa certa, como eu felizmente escolhi. Câmbio, desligo.

 

 

Personalizando o apê | Como pintar sua parede

Desde que nos casamos nossa atenção focou exclusivamente em um novo brinquedo que tínhamos em mãos: um apartamento inteirinho, todo branco pra gente fazer o que quiser (pelo menos até o período da locação). Então, nesse último final de semana demos um novo passo que já vínhamos namorando há algum tempo: pintar a parede da nossa sala.

No sábado de manhã acordamos, tomamos café e fomos a uma loja de tintas em busca de um tom de cinza que pudesse manter o estilo da nossa nova morada. O resultado você pode ver abaixo, junto com algumas dicas caso queira inventar moda em seu cafofo também.

VAI PINTAR? ENTÃO NÃO SE ESQUEÇA DE TER EM MÃOS PELO MENOS :

  • 1 pincel para parede de uns 5 cm e um rolo grande de 23 cm. O pincel é bom para as quinas e o rolo é melhor para o corpo da parede.
  • Um balde de plástico para misturar a tinta. Tem umas bandejas mais propícias, mas o balde segura a onda.
  • Uma fita crepe espessa de 5 cm para cobrir os cantos, os batentes de porta e os rodapés.
  • Muito papel ou papelão para cobrir o chão.

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Felizmente, todos os utensílios acima conseguimos emprestado com nosso querido casal Paulindy, então não tivemos esse gasto. Mas para quem quiser comprar, existem uns “kits pintura” que são vendidos na internet por menos de R$ 100 e vem com tudo isso.

A tinta: Compramos a Coral Decora Premium – cor Cultura Grega. Uma latinha de 800 ml foi suficiente para aplicarmos duas mãos de tinta na parede. Importante: não se esqueça de medir toda a superfície a ser pintada. Você vai precisar fazer o cálculo de quanta tinta precisará a partir dessas dimensões. Leve as medidas. O vendedor saberá te ajudar.

Antes: parede branca de 2,70 x 2,80 menos a medida da porta (não se esqueça de tirar as tampas das tomadas e adesivá-las com fita).

14798853_1103702566346353_1203265543_nFaça seu desenho. Em nosso caso pensamos em além de pintar, criar uma trama geométrica com fundo cinza. Nossa decoração da sala é quase toda em preto e branco, por isso pensamos em explorar uma das paredes com um grande painel geométrico. Caso vá fazer alguma interferência na área, lembre-se de calcular bem o tamanho de cada elemento. Uma dica é usar uma escala e fazer leves marcações de lápis na parede, indicando onde será o vértice de cada elemento.14793972_1103702569679686_1398552005_n14826257_1103702556346354_1013754765_n

Pinte primeiro os cantos e quinas. Em nosso caso dividimos: enquanto um ia pintando as laterais com pincel o outro foi pintando a parede com o rolo.14804787_1103702559679687_1855558159_n14794211_1103702576346352_1069450406_n

Primeira demão: é quando você termina de pintar e acha que vai dar tudo errado, porque a pintura não fica uniforme como o ideal. Nesse ponto, espere 4 horas até dar a segunda aplicação de tinta. Momento de tensão.

14826267_1103710509678892_1201230138_nSegunda demão: o resultado já é muito mais homogêneo. Em alguns casos pode ser necessário mais uma demão, mas no nosso não foi. A cor ficou boa e uniforme. Por isso, se possível, compre uma tinta premium, fica um pouquinho mais caro mas o resultado e menor esforço compensam.

14805369_1103702589679684_1503026356_nHora de começar a tirar as fitas: Primeiro paciência para puxar com calma, principalmente nos cantinhos. Depois com jeito para não deixar a fita partir enquanto é retirada. Apreensão e o medo de ficar uma m*.14793769_1103702599679683_186981239_n14813709_1103702643013012_378282307_n

10 horas depois, o resultado:
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14794166_1103702653013011_552239240_n Dá um trabalhinho e a sujeira acompanha o tempo todo (do corpo ao chão), mas ficamos muito felizes. Encontramos a identidade que queríamos para deixar um espaço importante da casa com a nossa cara. Ainda estamos aprendendo, mas valeu para o primeiro teste. E o custo da brincadeira? R$ 37,51 (R$ 31,51 da tinta mais R$ 6,00 da fita crepe). Vale a ou não vale a pena?