A incrível geração das mulheres que imaginam conhecer mais os homens do que eles mesmos

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Nos últimos dias vi a timeline do FB e Twitter ser invadida pelo compartilhamento de dois textos, um do Estadão e outro da Folha de São Paulo, com autoras abordando, embora sob perspectivas diferentes, o papel da “nova mulher” e sua maneira de ser vista e compreendida (ou não) pelos homens. Sem entrar no mérito do que concordo ou não, mesmo porque os dois possuem argumentos que considero factíveis e outros nem tanto, o que mais me chamou a atenção foi a capacidade que ambas possuem de “compreender” e, consequentemente, enquadrar os homens em padrões pré-definidos de comportamento. É como se tivessem um catálogo da espécie com vários perfis e em cada um uma legenda que trazia abaixo suas descrições, gostos e características. Me senti como um eletrônico qualquer, uma TV, por exemplo, que possuía marca, cor, tamanho e qualidades definidas. Porém, cujo manual em coreano estava sendo lido por uma brasileira sem acesso nem ao português primário.

E assim sendo, pego por um momento de vácuo mental, onde os olhos olham, mas nada veem, tentei imaginar em qual perfil eu, apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco, entraria? Sou homem. Sim. Hétero, com certeza. Adoro churrasco e cerveja. Não abro mão da minha peladinha aos sábados com os amigos. Tenho mais de 10 camisas de meu time do coração. Falo palavrão. Mas, adoro moda. Passo minhas camisas. Passeio aos shoppings com a minha Lu não é um martírio, mas um entretenimento agradável. Lavar a louça do almoço é algo natural. Varrer o quintal, também. Tanto quanto assistir às comédias românticas ou criar apelidos fofinhos. No mundo de estereótipos em que somos escalados, considerando o “homem atrasado”, o “machão comedor”, o “moderninho” e o “fresco demais”, em qual deveria mergulhar? Honestamente? Acho que nenhum. Não sou esses caras. Assim como os outros mortais da espécie também não. Cada ser humano é único, logo ninguém nunca poderá discriminá-lo antes de conhecê-lo. Sabe quando vocês mulheres saberão o que nós homens esperamos de vocês? Nunca. Porque para essa questão não existe o nós, mas sim o Patrick, o Fernando, o Felipe, o Paulo, o Rodrigo… e cada um de nós esperará algo diferente de vocês. Não perca tempo com essa pergunta idiota, porque a resposta para ela não existe. Pelo menos a resposta absoluta.

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Acho a capacidade do ser humano em rotular os outros uma atividade não muito confiável. Tanto para o rotulado quanto para o “rotulador”. Isso, por experiência própria, após quebrar a cara esperando que as pessoas agissem como eu achava que elas devessem agir. E adivinha? Muitas vezes elas não agiam, simplesmente porque todo o conjunto social, cultural, físico e psicológico delas era, invariavelmente, diferente do meu. Agora, se nos enganamos traçando pseudoperfis de familiares, como poderemos ter tanta certeza sobre um sexo oposto, de características mentais e fisiológicas diferentes das nossas?

A verdade é que não podemos ter certeza. Nesse aspecto, inclusive, acredito que os homens levem pequena vantagem na hora de se envolver, apenas por se preocupar menos com os estereótipos femininos, evitando assim pré-julgamentos que poderiam afundar um relacionamento antes mesmo dele decolar.

Por isso, mulheres autoconfiantes, cheias de si, com bolsas caras e a caixa de entrada do e-mail lotada, preocupem-se menos em encontrar um parceiro ideal – que vocês ACHAM que conhece e ACHAM que existe – e mais em encontrar um parceiro. A partir daí façam, juntos, que o relacionamento seja o ideal, ou o melhor que vocês dois conseguirem. Não se preocupe tanto em se preparar para um modelo de homem que você não conhece, pois a vida pode lhe oferecer um tipão totalmente diferente do esperado, e o pior, você pode se apaixonar perdidamente por ele e descobrir que toda aquela balela sobre a qual passou anos lendo não vale nada perto de um abraço que a deixe confortável. Caso contrário, poderá ficar pra sempre procurando por um perfil de almanaque encontrado apenas em novelas ou manifestos da “nova mulher”, de homens sem identidade que você julga conhecer, mas que o mais perto que chegará será apenas o namorado da amiga.

 

Créditos da ilustração: Felipe Parucci

#focanaCopa – Restaurantes com comidas típicas

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Seguindo a campanha #focanaCopa do blog, que já abordou dicas de roupas para as girls curtirem a Seleção e lugares legais aonde assistir aos jogos, o post de hoje é um combo multicultural pra desfrutar durante todo o ano. Com esse tanto de gringo invadindo a cidade, selecionamos alguns restaurantes interessantes em BH especializados na culinária estrangeira, de vários países que vieram à Copa. Está certo que um punhado já saiu (Adiós, España!), mas pra dois gurdinhos que adoram provar uma delícia diferente, conhecer novos restaurantes é quase que uma obrigação quinzenal. Alguns são velhos queridinhos do blog e outros menos usuais, mas se as seleções deles não valem a pena dentro das 4 linhas, na cozinha, com certeza, batem um bolão.

Baba, baby:

comida paises1Como país de dimensão continental, o Brasil possui inúmeras tradições culinárias diferentes. Mas nesse caso, puxaremos a brasa pra nossa sardinha, escolhendo a cozinha mineira que é sempre muito elogiada. Como representante temático, o Restaurante Xapuri, famoso pela comida caseira deliciosa e ambiente super agradável. Rua Mandacarú, 260 – Pampulha

 

comida paises2Esse já apareceu aqui no blog. Takos Cocina Mexicana, na Savassi. Comida boa, barata e ambiente agradável. Os pratos são tacos, quesadillas e burritos. Rua Antonio de Albuquerque, 448 – Funcionários

 

comida paises3Paella, huumm!! O Patio Espanhol possui um cardápio com vários itens da culinária espanhola. E esse camarãozão fala por nós. Av. Contorno , 4035 – bairro São Lucas

 

comida paises4Dispensa comentários, né? Melhor comida australiana ever é a do Outback (100% parcial)! Está entre os mais frequentados. Nosso preferido é o combo que vem costelinha, asinhas e batata. Além do chopp cremosão. Patio Savassi, Shopping Boulevard, BH Shopping.

 

comida paises5Para o Estilo a dois, a melhor culinária depois da brasileira! O escolhido foi o Takê que amamos e somos suspeitos pra falar. Possui um self service muito generoso. R. Professor Moraes, 659 – Funcionários

 

comida paises6Famoso em BH, mas não conhecemos. Um autêntico restaurante italiano, com vários itens no cardápio e muito bem recomendado. Maurizio Gallo – Av. Nossa Senhora do Carmo, 860 – São Pedro

 

comida paises7Muito bem avaliado no TripAdvisor, o Restaurante Au Bon Vivant é inspirado nos bistrôs parisienses e se auto intitula como um restaurante sem frescuras. R. Pium-í, 229 – Cruzeiro

 

comida paises8Ótima sugestão. Vários sabores deliciosos de empanadas servidas quentinhas na Pizzaria Sur. O restaurante é especializado em fazer pizzas e culinária à moda dos hermanos. A decoração é toda típica também, com painéis dos anos 50 e 60, além de danças e futebol argentino. Possui duas unidades. Rua Vitório Marçola, 146 – Cruzeiro e na Rua da Bahia, 1764 – Lourdes.

 

comida paises9Como ouvir Portugal e não pensar em bacalhau? haha O Restaurante do Porto é especializado nesse tipo de culinária e tem vários tipos de bacalhoadas. Carinho, mas gostoso. Possui duas unidades: Rua Conselheiro Lafaiete, 2099 – Cidade Nova e Rua Espírito Santo, 1507 – Lourdes.

 

comida paises10Se você é uma pessoa verdadeiramente feliz, gosta de hambúrguer, e por isso já deve ter ido ao menos uma vez no Eddie Fine Burgers. Muitas coisas gostosas no cardápio, além de uma decoração bem típica das lanchonetes americanas. Rua da Bahia, 2652 – Lourdes, Patio Savassi, Shopping DiamondMall e BH Shopping.

Escolha o seu e divirta-se!

Moda Masculina | Cortando o cabelo | Barbearia Seu Elias

Decidi. Tava na hora de dar um tapa na peruca. Depois de um tempo só aparando as pontas quando a Lu reclamava que estava bagunçado e sem corte, resolvi aproveitar esse período de férias e mudar um pouco o visual. Pra quem já foi cabeludo, careca, moicano, arrepiado, mudar não é um problema. É empolgante e revitaliza o rosto. Além do mais, corte nenhum é definitivo, então se não gostar é só andar um tempo de boné e cortar diferente mês seguinte.

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Como feito nos últimos 8 meses desde que conheci por meio do Instagram, fui à Barbearia Seu Elias, um espaço com inspiração nas barbearias da década de 60 voltado exclusivamente para o tratamento capilar masculino. Na primeira vez que fui ao Seu Elias levei a Lu comigo e o atendimento e cuidado que eles tiveram deixou até ela, acostumada a frequentar centros de estética femininos, impressionada. E na época a barbearia ainda era sediada em uma estrutura muito mais modesta. Hoje, com mais de 200 m², estacionamento para clientes, WiFi, ar condicionado e TV’s com programação esportiva o espaço oferece o que há de melhor em Belo Horizonte para o atendimento ao homem moderno. Não à toa a Barbearia Seu Elias é hoje a principal referência da cidade e faz a cabeça das celebridades mundiais do esporte como Neymar, Ronaldinho Gaúcho e Messi.

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Um dos grandes diferenciais que vejo também ao ir à barbearia é a possibilidade de termos acesso a outros tipos de corte, além do tradicional que se encontra em todo salão de bairro. Esse é o grande barato pra quem curte uma proposta mais ousada no cabelo. Cortes mais elaborados, como o Militar, Razor Part e Undercut, que são tendências atualizadíssimas da moda já são feitas pela equipe Seu Elias e com certeza contribuem para um estilo mais original da clientela que frequenta. Talvez por isso, mais da metade do público da barbearia seja jovem.

Mas enfim, vamos ao corte. Minha intenção era sair do cabelão sem corte nenhum para o Undercut, que é um corte mais baixo nas laterais e com mais volume no topo da cabeça. No meu caso, não queria radicalizar demais, até por ser a primeira vez que corto assim, então pedi pra não tirar muito dos lados. Em todo o caso o Elias foi tirando aos poucos na tesoura e teve como ir avaliando o jeito que mais me agradava. Seguindo a sequência corta, corta, puxa, corta, seca no secador (nunca tinha visto isso antes de cortar por lá), vai à cadeirinha que lava, lava, volta, seca com o secador de novo, spray, modela e mil caretas depois, voilá: tinha finalmente o cabelo que queria.

 

seu elias7Pra quem ficou curioso o corte na barbearia custa R$ 40 com o Elias e R$ 28 com a equipe que também é fera.

Obs.: Outra coisa que me esqueci de mencionar e que achei o máximo. É um lugar que dá pra cortar o cabelo e ir trabalhar depois sem ficar todo pinicando ou cheio de cabelinhos. Sei por que foi o que fiz e deu certo.

Eu curti o resultado. Na próxima vez que tiver pensando em mudar o visual vale a pena passar por lá e testar novos estilos de corte. Aliás, isso me inspirou a falar sobre opções de cortes masculinos no blog. Em breve teremos um post sobre o tema.

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| Créditos: As fotos são da nossa queridíssima amiga blogueira Dani Cruz, do Days of Dani. Além do acervo próprio Seu Elias.

Decoração para ambientes pequenos

Ultimamente estou em uma onda de decoração, procurando inspirações para dar uma mudada em meu quarto. Mal de design talvez, mas a verdade é que nessas pesquisas acabei aprendendo um pouquinho mais sobre o assunto e por isso pensei em trocar umas dicas por aqui sobre coisinhas que possam ser úteis. Vamos lá! O tema de hoje é como maximizar o espaço em ambientes pequenos.

 

Procure utilizar ESPELHOS. Quando bem posicionados eles dão profundidade ao espaço, criando a ilusão de que o ambiente é maior. Seu quarto não precisa ficar com cara de motel (ou precisa?!), mas apenas alguns estrategicamente posicionados já dão um up bem legal.

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Priorize MÓVEIS VERSÁTEIS que possam ser otimizados em mais de uma função. Onde não tem muito espaço, um puff pode ser uma boa ideia, já que quando não tiver ninguém para se sentar ele pode ser guardado debaixo de algum móvel. Já um rack com prateleiras pode ser usado para colocar a TV e vários outros objetos em baixo, sem precisar de uma estante enooooorme.

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Adicione TAPETES. Eles acrescentam dimensão e sensação de aconchego, dando uma aparência maior ao cômodo. Porém, se tiver alergia respiratória, lembre-se: mantê-los limpos é fundamental para evitar sequências homéricas de espirros.

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PRATELEIRAS nas paredes são ótimas aliadas. Você poupa o espaço de circulação e ganha lugares para colocar várias coisas, como livros, porta retratos e objetos decorativos.

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Não encha o espaço com móveis desnecessários. Isso cria um ambiente mais pesado e poluído, dando a impressão de coisas entulhadas e apertadas (tudo que estamos pretendendo desfazer).

É designer de interior ou tem mais talento pra decoração do que a blogueira que vos escreve? Então conta pra gente o que mais pode ajudar.

#ficaadicaBH – Restaurante Yukai

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A dica de lugar de hoje é de um restaurante que decidimos conhecer no último Dia dos Namorados, mas que pode ser uma boa pedida para o seu fim de semana também. Japagirl declarada que sou, sugeri ao Love conhecer um rodízio de comida japonesa muito bem recomendado em BH e por tudo que a noite foi, se mostrou mesmo uma ótima alternativa. Trata-se do Yukai Cozinha Japonesa.

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Como havíamos feito reserva antecipada a entrada foi super tranquila. Mas na hora da saída vimos uma grande fila de espera na porta. Não sei se é comum ou porque era uma data comemorativa, mas na dúvida, vale a pena reservar.

O restaurante estava atendendo com duas alternativas de rodízio: o Yukai (R$ 55 por pessoa) e o Yukai Especial (R$ 65 por pessoa). Optamos pelo segundo, que vinha com um número maior de opções de peças. Consideramos o preço honesto para um rodízio temático, já que vários restaurantes estavam atendendo com o valor do jantar na média de R$ 250 por casal.

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É servido a princípio um prato de entrada e a partir daí você escolhe nas cartelas o que deseja. O japa estava muito bom e fomos bem atendidos durante todo o tempo, com os pratos saindo rapidinho, mesmo com a casa cheia. Apenas sentimos falta de mais opções de hot no cardápio, e, principalmente, do camarão. #amosoucamarão

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Adorei a decoração e distribuição do lugar que conta com vários ambientes diferentes dentro do mesmo espaço, o que permite mais privacidade às turmas e casais. Há uma varanda generosa e a parte interna é dividida com biombos e paredes entre mesas e tatames. A luz ambiente é aconchegante e o clima estava puro romance. Destaque para o aquário ao nosso lado. Muito agradável!

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Foi uma grata surpresa conhecer o Yukai. Está definitivamente dentro de nossa lista de restaurantes japas a frequentar. Espero que goste também e depois de ir nos conte o que achou.

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Rua Grão Mogol, 1045 – Sion | (31) 3287-3001

 

 

Moda Masculina | Gravata Slim

 

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Se você é homem, minimamente sociável e mora em qualquer lugar maior do que uma caverna, provavelmente possui em algum lugar do quarto pelo menos uma gravata. Acessório indispensável ao guarda roupa masculino – seja para o uso diário ou para eventos esporádicos, a gravata foi se ajustando, ao longo das décadas, aos padrões estéticos da moda. Se até o início do século XXI o modelo tradicional (+ ou – 9,5 cm) era soberano, a partir de 2010 outros tipos começaram a ganhar força. E entre eles o que mais gosto e uma boa dica para os homens de plantão (e para as namoradas preocupadas com o estilo do love): a gravata slim.

O tipo slim é um modelo consideravelmente mais fino do que a gravata normal. Geralmente suas medidas giram entre 4 e 6 cm de largura. Por ser uma variação mais descolada o padrão slim permite a utilização em combinações menos formais, como calça jeans, camisas estampadas, sapatênis (com ressalvas) ou sem paletó. Contudo, este tipo de acessório pede, obrigatoriamente, um traje mais ajustado (ou slim fit), seja terno, jeans e/ou camisa, responsável por deixar o conjunto mais harmônico.

Mesmo sendo cada dia mais popular há ainda quem necessite de algumas dicas para se sentir seguro com o modelo slim. Abaixo algumas sugestões e formas de usá-la:

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gravata3Para pessoas muito musculosas, grandes ou acima do peso o acessório pode ficar desproporcional em relação ao seu usuário. Quem é corpulento fica mais elegante com a gravata comum (que já está mais estreita do que sua versão dos anos 90).

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Se for usar a gravata slim com um blazer ou paletó certifique-se que as lapelas do paletó são do tipo estreito. As largas ficam desproporcionais, parecendo que o terno é de uma época e a gravata de outra.

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Como mencionado, o tipo slim se adapta bem às camisas com estampa. Nesse caso, porém, escolha uma gravata lisa. O mesmo vale ao contrário, camisas lisas ganham destaque com gravatas estampadas. Estampa + estampa até pode dar certo, mas é uma combinação ousada. Na dúvida, seja prático. Camisa e gravatas lisas também combinam. Uma dica é usar tom sobre tom, como gravata preta sobre camisa preta ou gravata vinho sobre camisas rosa. Ah, gravata slim preta sobre camisa branca + terno preto é uma combinação impecável. O terno ajustado e a gravata mais fininha tira aquela cara de segurança de boate e é uma referência atemporal de elegância.

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Não é porque o modelo é mais moderno que você poderá mudar o ponto onde a gravata acaba. Nesse caso a regra é universal: a ponta sempre deverá chegar até a fivela do cinto.

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Como esse tipo de gravata já é naturalmente mais estreita indica-se que o nó dado seja também mais fino. Por isso, opte por um nó simples, com apenas uma volta.

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Já existem modelos com todo tipo de estampa imaginável, mas eu prefiro os desenhos médios ou pequenos (microestampa). Os muito grandes podem ficar estranhos em uma gravata tão fina. As de micropadrão, microestampa e listradas vão bem com quase tudo, mas na dúvida, vá de preta lisa.

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Não sendo muito largo, não tem problema nenhum. Admito que não simpatizo com o acessório, mas é inegável que ele ajuda a proteger a gravata de uma série de acidentes, como cair na comida ou molhar na pia do banheiro.

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Quem paga a conta?

 

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Até meados da segunda guerra mundial a mulher era renegada exclusivamente às tarefas domésticas. Enquanto o homem, provedor, se preocupava em acordar cedo, tomar o café e sair para mais um dia de trabalho esperando voltar com o dinheiro para o leite das crianças, às mães era esperado que soubessem gerir bem a casa, limpando e lavando e passando e cozinhando. Esse cenário extremamente machista começou a mudar quando na década de 40, a Europa em frangalhos por causa da segunda grande guerra em pouco mais de 2 décadas, precisou enviar suas mulheres, até então rainhas do lar, às fábricas para construção de suprimentos e material para a batalha. Enquanto os homens guerreavam, as mulheres passavam horas em grandes galpões, garantindo que o país não parasse.

A partir daí, o abismo financeiro existente entre homens e mulheres começou a diminuir. E hoje, apesar dele ainda existir, pode-se dizer que as mulheres têm muita penetração no mercado de trabalho e a diferença injustificada dos salários pagos a cada sexo é um argumento sexista que deve ser combatido. Porém, mesmo com um poder de compra quase equivalente, o uso do dinheiro continua sendo pauta de discussão em muitos casais, seja recém-formados ou longas relações.

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Como cada relacionamento é um mundo particular onde as regras devem ser definidas em comum acordo, é difícil estabelecer certo ou errado. Mas convenhamos, se em um casal o homem ganha X e a mulher ganha X, porque as despesas em entretenimento como restaurante, cinema, motel (sim, motel) devem ser arcadas apenas por um dos membros? Romantismo? Não. Isso é apenas um eufemismo para o famigerado argumento machista.

Não confunda isso com mesquinharia. Pois não é. É um ato de generosidade com a sua autoestima. Em casais em que as contas são divididas não existe cobrança unilateral. Não existe dependência financeira que prenda o casal. Não existe constrangimento na hora de passar o cartão. E o melhor: não existe essa de, na primeira briga, te jogarem na cara que você sempre foi bancada (o). Daí, para adjetivos como interesseiro ou oportunista é um pulo. E nada pode ser mais triste.

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Não digo que se a conta do restaurante deu R$ 83,56, cada um deve imediatamente sacar a carteira e dividir irmãmente em R$ 41,78 (o que não é errado). Mas é ter a maturidade de saber dividir os momentos e, naturalmente, os seus custos. Eu pago hoje, você paga amanhã e segue o jogo. Se um dia terminarmos, cada um segue seu rumo, sem estresse, sem dor na consciência, sem fofoca. Afinal, é normal que você queira se divertir um dia em que o parceiro não está com grana disponível, ora bolas. Nesses casos, pague. E seja beneficiado em outros momentos. O dinheiro deve ser um instrumento pra facilitar a vida a dois, e não o contrário.

Se há um desequilíbrio entre os salários, onde um tem mais poder de compra do que o outro (o que é diferente de “ganhar mais”) dividam proporcionalmente. É justo e maduro. Mas não venda sua independência, pois não há preço que pague por uma consciência tranquila.

 

Obs.: Apesar de machista, fontes femininas informam que é de bom tom que no primeiro encontro, onde o indivíduo está totalmente em campanha, as despesas sejam arcadas pelos homens. Justo, considerando todo o investimento estético que a produção feminina normalmente envolve para um evento como esse. A partir daí, conversem e encontrem uma solução equilibrada e que não sobrecarregue um determinado lado.

 

P.S.: Se você é o detentor dos créditos de alguma das imagens utilizadas nesse post, entre em contato. Teremos o maior prazer em creditá-las à você.

A Culpa é das Estrelas | Nossas impressões

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Como não poderia deixar de ser para dois cinéfilos declarados, na semana dos namorados decidimos assistir a um filme fofo e romântico no cinema (ela adora e eu, diferentemente do estereótipo masculino, não acho ruim. É simpático e apesar de previsível, nos faz bem, o que já é motivo suficiente para justificar o entretenimento). Pois bem, o escolhido da vez foi o mega anunciado (e esperado) A Culpa é das Estrelas.

Antes de tudo é preciso dizer que não lemos o livro, por isso, a análise é puramente sobre o conteúdo do filme. Se foge ou não da história original, não podemos afirmar. Mas o fato é que, após assistir La película despertou-se um ligeiro desejo em ler a obra de John Green.

Para os poucos terráqueos que, assim como eu, ainda não conheciam a trama, já que o livro é um fenômeno mundial com quase 11 milhões de cópias vendidas, traduzido para 46 idiomas e recordista em vendas no Brasil com quase o dobro de cópias do segundo colocado, A Culpa é das Estrelas narra a história de Hazel Grace, uma adolescente com câncer praticamente terminal que se apaixona por Augustus, um jovem espirituoso e também com câncer, durante sessões de um grupo de apoio com a doença.

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No romance, carregado com grandes doses de drama, a mudança no cenário crítico normalmente associado ao paciente com a doença, transferindo a esperada vítima em heroína é um traço interessante. Além disso, o casal (Hazel e Gus) tem uma incrível capacidade de gerar empatia (aprenda Bella e Robert). Nos pegamos várias vezes sorrindo durante uma cena, simplesmente porque a química entre os personagens parece quase tangível. Destaque para a interpretação primorosa de Shailene Woodley (novamente Kristen, por favor, assista ao filme e aprenda como chorar e ter mais de duas expressões). A intérprete de Hazel Grace dá um show com olhares, sorrisos, alteração de tom de voz e expressões corporais, transferindo sensibilidade e emoção à trama.

Os diálogos rápidos e o foco quase que exclusivo nos dois protagonistas e seus dilemas com a doença deixa a história com uma simplicidade juvenil, condizente com a proposta da obra de valorizar o amor adolescente. Assim como a irreverência da dupla ao tratar muitas vezes seus problemas clínicos de forma descontraída e brincalhona, apesar de tudo, sem a autopiedade comum ao gênero, o que cria algumas passagens engraçadas.

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Por fim, apesar do final previsível, o trabalho feito com um tema espinhoso como o câncer na adolescência e uma história de amor com data de validade compõem um romance bonito, verossímil e comovente e que justifica o sucesso e a expectativa gerada.

Obs.: Desde a morte de Mufasa em O Rei Leão, não me lembro de ter visto tantas pessoas chorando no cinema. A Lu alegou um rápido resfriado causado pelo ar condicionado, mas sou capaz de jurar tê-la visto com olhos marejados por outro motivo.

Se você ainda não viu, assista e conte-nos o que achou. É uma boa dica para o fim de semana.

#DiadosNamorados | Parece ter sido um sonho

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Parece ter sido um sonho. Tinha cores, cheiros e sabores. E tinha amores. Tinha memória. O início tinha gosto de pirulito e pipoca. Tinha a empolgação da curiosidade. Do descobrimento. Do medo frente a uma montanha russa de sentimentos nunca antes trafegada. E como poderia não ter? A adolescência não nos prepara para isso. Somos educados desde cedo a nos proteger, sendo resguardados de tudo e de todos. Aprendemos que ter o controle da situação é sempre o ideal. Mas ironicamente, foi quando perdemos o controle que tudo começou a valer a pena. E foi nesse momento em que me apaixonei por você.

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Daí, a vida seguiu seu carrossel. Onde tudo era dúvida, encontrávamos, juntos, alguma certeza. A de que ter alguém para partilhar as alegrias e angústias era sempre muito melhor. Éramos, simultaneamente, aluno e professor. Acertando e errando, construindo e quebrando, para, depois de contido os excessos, reconstruir novamente. E nesse pega-pega, fomos nos encontrando, se encaixando e unindo o que nasceu separado.

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Mas mesmo o domingo mais ensolarado oscila. Nem tudo são flores. Feito roda gigante, há dias em que se está em cima e outros, pra baixo. Afinal, como esperar regularidade de um ser tão instável como nós? Ainda não sei, mas acredito que essa seja a graça da grande ciranda. E dos bate-bate da vida tentamos tirar nosso melhor. Talvez não tenha sido o ideal, e se não foi, queria ter feito mais, mas foi o suficiente. Porque acima de tudo, havia amor.

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E o amor conduz. Como um barquinho à vela guiado pela força do vento ele nos leva a lugares que imaginávamos não saber chegar. Faz de nós pessoas melhores que não sabíamos existir. E retira da vida uma alegria que sozinhos não conseguiríamos ter. Ele nos mostra que o domingo no parque pode ser o melhor programa da vida, muito mais romântico do que milhares de passeios de gôndola em Veneza, simplesmente porque o “com quem” ultrapassa em muito a importância do “onde, quando e por que”.

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Nesse parque multicolorido de tantas atrações sedutoras, eu escolhi uma que me faz bem. E que não me dá vontade de parar de brincar. Pois me tira mais o fôlego do que qualquer trapezista, me traz mais sorrisos do que qualquer palhaço, conhece mais as minhas virtudes do que qualquer salão de espelhos poderia mostrar. E me faz acreditar que essa é uma diversão para dois, sem graça para jogar sozinho.

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Parece ter sido um sonho. Mas foi real. E eu agradeço todos os dias por ter me permitido acordar junto com você. Feliz dia dos namorados!

CRÉDITOS:

Bruno Silva Fotografia

Playslit do Mês – Especial Semana dos Namorados

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E a semana mais romântica do ano começou (pelo menos deveria ser se não tivesse coincidido com simplesmente uma Copa do Mundo em nosso quintal de casa). Por isso, o Estilo a dois terá apenas posts relacionados ao Dia dos Namorados nessa semana especial. E para iniciar os trabalhos, uma playlist fofa com sugestões de músicas para curtir a dois, abraçadinho ou que dará uma vontade danada de ter alguém para chamar de seu. Das clássicas às modernas, das nacionais às estrangeiras, todas para namorar.

Curte aí.


Nora Jones – More than this


Passenger – Let her go


Bruno Mars – Just the way you are


Xo – John Mayer (interpretando Beyoncé)


Nando Reis – Pra você guardei o amor


Christina Perri – A thousand years


Seal – Stand by me


Jason Mraz – I´m yours


Ingrid Michaelson – You and I


Barão Vermelho – Por você

 

Tem alguma trilha sonora que embala seu romance? Conte-nos.