#FICAADICA BH | Ateliê Wals

No início do mês fomos conhecer o recém inaugurado Ateliê da Wals. Os irmãos donos da Cervejaria Wals, já conhecida em BH, conseguiram lançar uma proposta diferente que alia design, arquitetura e tecnologia em um ambiente descolado e ao mesmo tempo elegante.

Após o impacto inicial da bela fachada do bar, fomos convidados a descer até o espaço de convivência, que se divide entre uma grande área de espera ao ar livre com DJ, a área do balcão onde as bebidas são servidas e as mesas de atendimento. O DJ anima a galera que aguarda por um SMS em seu celular avisando da liberação de sua mesa. Esperamos por 1 hora junto com um casal de amigos, mas pareceu passar um pouco mais rápido por causa desse diferencial. No espaço você pode consumir normalmente e como é aberto, vá bem agasalhado pois venta e faz bastante frio.

Ao chegar o lugar já causa um efeito UAU. Uma linda cortina de rolhas de vinho no teto, uma área de balcão enorme e bastante chamativa no centro, lustres de bolas de vidro e tonéis de madeira por todos os lados. Nossa mesa ficou um pouco escondida e achamos os garçons apesar de simpáticos, ainda se adaptando ao lançamento do espaço.

O cardápio é salgado. Drinks simples como caipirinhas custam R$25,00 e não entregam o que prometem. Tomei uma que apesar de boa, não pagaria novamente e minha amiga tomou o Petroleum Bomb que era muito amargo (feito de cerveja e portanto boa pra quem gosta – não era o meu caso).

Os chopes são variados, com preço médio de R$ 13 e tem o DNA da cervejaria que se tornou famosa para o público mineiro, com sabores mais cítricos e exóticos.

Para comer pedimos para 4 pessoas dois pratos: um torresmo de barriga e uma porção de filet mignon com fritas. O torresmo estava muito gostoso, porém mais uma vez muito caro pelo custo/benefício. Já o filet veio com uma apresentação tão simples (em um prato branco sem nada) que em botecos já comemos mais bem apresentado, mas estava gostoso. Por último uma sobremesa boa, exceto o sorvete de cerveja. Não que fosse ruim, mas em um lugar que se presta por um atendimento premium, de alto valor agregado, deveria entregar mais e melhor para justificar o custo e a experiência.

No geral gostamos. O visual do espaço chama atenção, mas peca por ainda não entregar a experiência que se propõe de um produto como esse. Acredito até que com o tempo os preços e os serviços sofrerão ajustes (porque a Backer, por exemplo, lá do ladinho oferece opções de valor mais razoáveis). Descolado, bonito, lojinha de conveniência com produtos da marca, diferente e legal para conhecer algo novo em Belory Hills.

 

Fica a Dica: O espaço tem estacionamento gratuito, mas é limitado a quantidade de carros. Chegue cedo e não sofra com os flanelinhas.

ONDE FICA?
R. Gabriela de Melo, 566 – Olhos D’Água, Belo Horizonte – MG

Dia dos Namorados | E do amor íntimo

Dias atrás refletindo sobre que escrever para o dia dos namorados pensei: depois de treze ocasiões da mesma data juntos, o que dizer que já não tenha sido dito em tanto tempo?

Comecei, como de costume, por pensar em assuntos relacionados que já teria usado. Metáforas, citações, alusões. Depois, após buscar por situações de nosso convívio – fonte de pauta diária – busquei definições conceituais sobre dois termos.

“Namorar”, segundo o dicionário dicio.com.br é:

  • Procurar inspirar amor a; requestar, cortejar; fazer a corte a; arrastar a asa para.
  • Cobiçar, desejar vivamente possuir.
  • Andar em galanteios.

Já “Íntimo” para o Priberam significa:

  • Que está muito dentro; muito interno.
  • Que existe no ânimo ou no coração.
  • Tranquilo ou aconchegante.
  • Que está muito próximo de ou tem relações estreitas com.

Foi aí que uma ficha caiu. Ai de mim de querer definir o que é “namorar”, já que existem tantas formas diferentes de amor, mas se essas são conceituações válidas então é hoje, 13 anos após nosso primeiro sim, e a primeira vez que passamos pela data sendo na verdade “casados”, em que nos sentimos mais namorados.

Parece paradoxal, eu sei. Mas faz sentido, porque casados desfrutamos de um novo tipo de namoro. O namoro íntimo. Esse ilustre desconhecido que tem muita coisa a nos mostrar todos os dias.

Tem manhãs de abraços na cama, tem cafés na padaria aos sábados, tem caminhadas de mãos dadas à feira, tem deliciosos almoços com o que sobrou na geladeira, tem tardes vazias de tarefas e repletas de carinho, tem quilos de pipoca nos cinemas de casa, tem edredom com Nat Geo, Home Health ou ESPN, tem jantares especiais (e também aqueles com mais vinho e menos vergonha), tem parceria na tarefa diária, tem a nossa casa aberta aos nossos amigos. Tem a nossa cara em cada canto da nossa casa, tem cumplicidade, tem vida e tem novas histórias.

Não faltou amor nesses anos. Tampouco sedução ou galanteio. Mas hoje o amor tem um sabor diferente, salpicado por novas emoções que mesmo após uma década de relacionamento, deixa um gosto diferente na boca, e um sorriso sereno no rosto.

P.S.: Um dia desses voltando no carro perguntei à Lu se ela se sentia íntima a mim. E ela, cerrando os olhinhos e afrouxando o sorriso disse, afundando em meu ombro: sim. E eu, naquele momento, soube que nosso amor mudou. E é o amor que celebramos nesse novo 12/06. Um amor íntimo, como todo amor nasceu pra ser.