A Culpa é das Estrelas | Nossas impressões

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Como não poderia deixar de ser para dois cinéfilos declarados, na semana dos namorados decidimos assistir a um filme fofo e romântico no cinema (ela adora e eu, diferentemente do estereótipo masculino, não acho ruim. É simpático e apesar de previsível, nos faz bem, o que já é motivo suficiente para justificar o entretenimento). Pois bem, o escolhido da vez foi o mega anunciado (e esperado) A Culpa é das Estrelas.

Antes de tudo é preciso dizer que não lemos o livro, por isso, a análise é puramente sobre o conteúdo do filme. Se foge ou não da história original, não podemos afirmar. Mas o fato é que, após assistir La película despertou-se um ligeiro desejo em ler a obra de John Green.

Para os poucos terráqueos que, assim como eu, ainda não conheciam a trama, já que o livro é um fenômeno mundial com quase 11 milhões de cópias vendidas, traduzido para 46 idiomas e recordista em vendas no Brasil com quase o dobro de cópias do segundo colocado, A Culpa é das Estrelas narra a história de Hazel Grace, uma adolescente com câncer praticamente terminal que se apaixona por Augustus, um jovem espirituoso e também com câncer, durante sessões de um grupo de apoio com a doença.

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No romance, carregado com grandes doses de drama, a mudança no cenário crítico normalmente associado ao paciente com a doença, transferindo a esperada vítima em heroína é um traço interessante. Além disso, o casal (Hazel e Gus) tem uma incrível capacidade de gerar empatia (aprenda Bella e Robert). Nos pegamos várias vezes sorrindo durante uma cena, simplesmente porque a química entre os personagens parece quase tangível. Destaque para a interpretação primorosa de Shailene Woodley (novamente Kristen, por favor, assista ao filme e aprenda como chorar e ter mais de duas expressões). A intérprete de Hazel Grace dá um show com olhares, sorrisos, alteração de tom de voz e expressões corporais, transferindo sensibilidade e emoção à trama.

Os diálogos rápidos e o foco quase que exclusivo nos dois protagonistas e seus dilemas com a doença deixa a história com uma simplicidade juvenil, condizente com a proposta da obra de valorizar o amor adolescente. Assim como a irreverência da dupla ao tratar muitas vezes seus problemas clínicos de forma descontraída e brincalhona, apesar de tudo, sem a autopiedade comum ao gênero, o que cria algumas passagens engraçadas.

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Por fim, apesar do final previsível, o trabalho feito com um tema espinhoso como o câncer na adolescência e uma história de amor com data de validade compõem um romance bonito, verossímil e comovente e que justifica o sucesso e a expectativa gerada.

Obs.: Desde a morte de Mufasa em O Rei Leão, não me lembro de ter visto tantas pessoas chorando no cinema. A Lu alegou um rápido resfriado causado pelo ar condicionado, mas sou capaz de jurar tê-la visto com olhos marejados por outro motivo.

Se você ainda não viu, assista e conte-nos o que achou. É uma boa dica para o fim de semana.

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Estilo a dois

6 Comments

  1. Estou louca pra ver o filme!
    Li o livro e é encantador…leve e engraçado! Trata o câncer de forma delicada e diferente!
    Que bom que conseguiram bons atores para interpretar o romance de Hazel e Gus! =)
    Fiquei com mais vontade ainda de ir ao cinema!

    • Vá sim, Bruninha. Vale a pena. Embora sempre tenhamos a mania de comparar a incomparável versão do livro com o filme, acredito que irá gostar. Nós adoramos.

  2. Li o livro em dois dias, e não podia deixar de assistir ele no dia dos namorados tbm!!! Como sempre, livro traz mais detalhes, e tudo mais! Mais adorei o filme e achei os atores fofos, superrrrrrr coerentes com o livro!! Adorei de verdade!!! Sobre o choro…kkkkkk….concordo!Geral soluçando ou fungando o nariz….e admito….estava nessa turma! Contudo, a morte do Mufasa ainda é a mais triste do cinema para mim!kkkkkk! Abraços!!

    • Hahahahaha. Não é?? A morte do Mufasa é incomparável para mim, Tay. Lembro-me até das frases. rsrs
      Mas o filme é realmente bom. Valeu o ingresso. E os litros de lágrimas de galera comprovam isso.
      Beijoo

  3. Fiquei com mais vontade ainda de ir ao cinema!
    Já derreti lendo o livro… e estou me preparando pro filme!
    Vocês estão de parabéns pelos textos! Envolventes e muito bem escritos!
    Beijos! 🙂

    • Obrigado, Lidinha! Vá sim. Se for como a Lu, aposto que chorará também. Mesmo já sabendo o final da história.
      Um beijo.

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