PLAYLIST | Música pra namorar

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Estávamos repassando o conteúdo do blog e pensamos: há quanto tempo não temos uma playlist?

E com o tanto de música boa que temos ouvido, pensamos em levantar hoje algumas das que gostamos de ouvir juntinho. Aquelas que são um convite a uma carícia, um chamego, um dengo… e por aí vai.

Se tem alguma da sua playlist de românticas que faltou aqui, conte pra gente. Afinal, quem não gosta de música pra namorar?

 


Echosmith – Cool Kids


James Blunt – Bonfire Heart


Phillip Phillips – Ranging Fire


Vance Joy – Riptide


Maroon 5 – Daylight


Sam Smith – I´m not the only one


Jason Mraz – We can take the long way


Ed Sheeran – Lego House


Coldplay – Yellow


Michael Bublé – Home

Jurassic World | A espera valeu a pena

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Aviso: não contém spoilers, mas se você espera uma análise crítica e cerebral sobre o novo sucesso hollywoodiano Jurassic World, por favor, interrompa a leitura e acesse um site cinéfilo-cult qualquer.

Desde que assumiram a gravação do novo parque dos dinossauros, 22 anos depois do último grande filme do gênero (já que O Mundo Perdido – Jurassic Park (1997) e Jurassic Park 3 (2001) não foram realmente aquela Brastemp), estava contando as horas para correr logo para bilheteria e comprar o meu ingresso. Demorou, mas depois de ler um milhão de matérias sobres os bastidores e até baixar o jogo promocional do filme, eis que no último dia 11, finalmente, a película iniciou nos cinemas do planeta. Não pude ir na estreia da quinta, mas no sábado eu e Lulu estávamos lá, firmes e fortes, mendigando por poltronas numa sala absolutamente abarrotada para conferir de pertinho o novo filme da série.

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Com mais de duas décadas depois do icônico Jurassic Park a tecnologia roubou a cena e se apresentou ao longo de todos os 125 minutos do filme, seja na estrutura invejável do parque (que já está em pleno funcionamento e possui atrações de todos os tipos), com hologramas, veículos bolhas e salas de controle ou na computação gráfica que eleva o realismo das criaturas a outro patamar. Ta certo que até os dinos do Jurassic de 93 já eram fantásticos, mas o nível de detalhamento de Jurassic World é impressionante. Aliás, a continuação (que não é tãaao continuação assim) traz referências ao primeiro filme da franquia o tempo todo, desde a trilha sonora espetacular, até a camisa do funcionário apaixonado Lowery ou dos jeeps marcantes encontrados pelo caminho. Os próprios personagens lembram a construção do primogênito da série, com a dupla de irmãos perdidos, o bilionário excêntrico querendo brincar de Deus, o protagonista rústico que leva jeito com os animais. Tudo lembra o clássico, até a cena final que tira do ostracismo o velho dono do pedaço de 93, mostrando que quem é rei nunca perde a majestade.

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Com ação sem rodeios do início ao fim, Jurassic Word não comete o erro clássico de filmes que prometem muito, mas acabam por esconder o jogo. Nele, há overdose de dinossauros e a protagonista Indominus Rex (um híbrido/inteligente/máquina de matar/lindo de se ver) aparece de corpo inteiro em centenas de cenas. Bom para os fãs que recebem aquilo que foram buscar. Detalhe também para os protagonistas humanos da história, Chris Pratt, do mega elogiado Guardiões da Galáxia e vive Owen, um instrutor que faz um ótimo trabalho treinando os Velociraptors (novamente vedetes do filme) e a boneca Bryce Dallas Howard que vive a Claire e parece propositalmente artificial, como mais uma criação perfeita da fábrica de sonhos da genética. Vicent D’Onofrio (o Wilson Fisk do Demolidor que está tão diferente de cabelo e barba que se a Lu não fala eu nem perceberia) é o vilão da parada.

Não vou resumir a história para não atrapalhar a experiência de quem ainda não viu o filme, mas posso falar que Jurassic World não frustrou em nada esse velho fã aqui. Aliás, pelo contrário. Como diz em Hogwarts, a película “excede expectativas” e contrariando algumas críticas a verdade é que eu e a Lu adoramos. Só espero que os recordes quebrados com a bilheteria monstra desse primeiro fim de semana de exposição garanta uma continuação do mesmo nível para a franquia. E que não tenhamos que esperar mais 20 anos por isso.

CULTURA | O poder do Netflix e suas séries irresistíveis

Quem nunca ficou diante da TV por horas, vendo vários episódios seguidos de alguma série intrigante que jogue a primeira pedra! Esse é um dos nossos momentos a dois favoritos e acompanhamos tantos seriados ao mesmo tempo que às vezes perdemos a conta de em qual episódio na verdade estamos. Inclusive, descobrir onde paramos é um exercício de dar play, assistir um pedaço, mudar o episódio, adiantar uma casa, enfim. Mas nos encontramos na nossa bagunça.

O Netflix muito espertinho e percebendo esse maravilhoso nicho no mercado, decidiu então parar de apenas transmitir série dos outros para lançar suas próprias produções com praticamente uma nova temporada de algum título a cada dois meses. E agora, José?

Com tanta novidade assim, fica até difícil escolher o que assistir. Por isso, selecionamos algumas das produções de 2015 para você pegar a sua pipoca e se perder no sofá nos próximos meses. (Ainda não vimos todas, mas certamente estão em nossa listinha.)

 

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Between – 21 de maio
Todos os habitantes acima de 21 anos de uma cidade são mortos por uma misteriosa epidemia. Quando o governo federal declara o isolamento e quarentena do entorno da cidade, as crianças e adolescentes ficam à deriva e precisam encontrar soluções num vácuo de autoridade e normalidade.

 

 

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Wet Hot American Summer: First Day of Camp- 17 de julho
Revisite o famoso verão de 1981 nesta hilária série que volta no tempo para mostrar as origens cult do clássico filme Wet Hot American Summer. Tudo começa no primeiro dia do acampamento: rivalidades e segredos vêm à tona, corações se partem e hormônios surtam.

 

 

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Grace e Frankie – 8 de maio
Jane Fonda e Lily Tomlin juntam-se numa série original Netflix como a elegante e aristocrática Grace e a despachada e excêntrica Frankie. Seus maridos (Martin Sheen e Sam Waterston) são sócios há décadas, mas elas nunca foram amigas. Quando seus respectivos decidem juntar os trapinhos, as agora ex-mulheres decidem que é hora de se unir. Do jeito delas.

 

 

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Orange Is The New Black – 12 de junho
Uma de nossas preferidas! Ainda bem que está voltando. A resenha rasteira da série é bem simples. Um crime cometido na juventude bate à porta, e Piper Chapman troca a vida de Nova York pela penitenciária, onde ela encontra amizades e conflito dentre um grupo de detentas desbocadas. #EstamosAnsiosos 

 

 

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Narcos – em 2015
A história real do tráfico na Colômbia inspira esta nova série original Netflix. A ascensão do cartel de Medellín, chefiado por Pablo Escobar, é o estopim de uma guerra entre as forças colombianas, a CIA e um inimigo disposto a tudo para manter seu império comercial. O cartel se multiplica e a violência ameaça gente dos dois lados. Nesta saga contemporânea de uma realidade não tão longe, todos correm perigo. Wagner Moura será o protagonista e a direção de José Padilha. Essa tem a cara do Patrick.

 

 

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Sense8 – 5 de junho
Um disparo. Uma morte. Um instante no tempo em que seis mentes em seis continentes são interligadas para sempre. Seis pessoas vivem suas vidas, segredos e ameaças como uma. São pessoas comuns, renascidas com um mesmo inimigo e destino. Misteriosa! Parece interessante.

 

 

Já pegou a pipoca?

Demolidor | Finalmente uma série à altura do herói 

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A coisa boa em terminar os episódios de uma série querida (se é que existe algo bom nisso) é a possibilidade que se abre com um tempo livre para assistir novas e imprevisíveis histórias. Colocar em dia aquele seriado que está todo mundo comentando e só você ainda não viu ou arriscar uma nova trama escondida nas profundezas de um serviço de streaming qualquer. Pois então, foi motivado pelo término simultâneo de The Walking Dead, House of Card e a nunca volta de Orange is the New Black que começamos a assistir o mais novo fenômeno da Netflix, a história do homem sem medo, Demolidor.

Com uma temporada inteira disponível na net foi irresistível não assistir tudo de uma vez. Aliás, essa talvez tenha sido a temporada que assistimos em menos tempo seus 13 episódios, considerando todas as dezenas de séries que já vimos. A história é muito envolvente e graças a Deus, não foi necessário assistir em conta gotas, como a HBO faz com a gente em Game of Thrones, dando punhaladas semanais de 50 minutos que mais parecem 5.

A trama conta a história do super herói Marvel Matt Murdock, um jovem que quando criança perde a visão em um acidente com produtos químicos. Os mesmo produtos que causam a perda da visão em Matt, fazem com que seus outros sentidos sejam mega apurados. São esses super sentidos de audição, olfato e tato, mais uma incrível sede de justiça influenciada pela sua infância conturbada que criam o alter ego que dá corpo ao Diabo de Hell’s kitchen (uma espécie de Gotham City do herói), conhecido como Demolidor.

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Pra quem já conhece a história dos quadrinhos é um prazer reencontrar velhos personagens como o mestre do crime, Wilson Fisk. Com certeza, essa é uma das melhores adaptações de HQ’s, infinitamente superior ao Demolidor dos cinemas estrelado pelo mais ou menos Ben Affleck (Deus queira que ele surpreenda na pele do homem morcego). Aliás, Charlie Cox, ator que da vida ao protagonista da série faz o papel de forma muito cativante. Destaque também para o claramente conturbado sociopata Vincent D’Onofrio (Fisk) e a bela Deborah Ann Woll, intérprete de Karen Page.

Com um clima intenso, uma atmosfera sombria e vários pontos de tensão, Demolidor se confirma como uma bela dobradinha da Netflix  com a Marvel que tem aprendido com primor a valorizar seus heróis menos populares. O sucesso merecedor da série fez com que ambas as empresas já confirmassem uma segunda temporada para o ano que vem. A nós, só resta esperar ansiosamente, como sempre fazemos, buscando novas tramas. E já que estamos no clima de super-heróis, acho que vamos dar uma chance para Arrow e The Flash. Vai ser difícil ser tão bom quanto Daredevil, mas quem sabe? Essa é a delícia da coisa.

Cultura | Better Call Saul

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Para qualquer amante de séries que se preze todo começo de ano é uma tristeza danada. Como quase todos os grandes sucessos param as filmagens ou encerram suas temporadas no fim do segundo semestre, esse costuma ser o período em que você se pega assistindo até ao Caldeirão do Hulk ou BBB por falta de opção melhor na TV. Ainda bem que já passamos pelo pior e alguns de nossos queridões, como The Walking Dead, Homeland, House of Cards (no meu caso) e The Vampires Diaries (no caso da Lu) já estão de volta. Outros como GoT e Orange is The New Black ainda não voltaram, mas graças a Deus nem só de recomeços nós vivemos. Por isso, hoje vou falar de uma série que estreou em 2015 e já com toda a pompa do mundo conquistou um lugar em nossa prateleira: Better Call Saul.

Derivada do sucesso estrondoso de Breaking Bad (ou A Química do Mal para a Record rs), Better Call Saul conta como Jimmy McGill, um advogado fracassado e de casos medíocres se transformará em Saul Goodman, homem capaz de manter até grandes criminosos “dentro da lei” e um dos maiores parceiros de Walter White. A trama, aliás, se passa 6 anos antes dos dois protagonistas se conhecerem e traz muitas referências de sua irmã mais velha, como alguns personagens que aparecerão logo de cara.

Dirigido pelo talento raro de Vince Gilligan (também diretor de BB), Better Call mantém os ótimos planos e enquadramentos que já fazem sucesso, além de uma narrativa parecida com Breaking Bad, de começo arrastado, mas que vai esquentando ao longo dos episódios. O início do primeiro episódio, aliás, traz um flash ahead mostrando a nova vida de Saul logo após seu final em BB.

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Mas se as referências existem (e são muitas) Bob Odenkirk tem tudo pra ser o ponto de diferenciação entre as duas séries. Com suas caras, bocas e tiradas engraçadíssimas o personagem tem talento pra viver seu próprio caminho sem ficar à sombra do sucesso de Mr. White. Isso porque o ator é muuuito bom. E o personagem, com suas fragilidades e inconsistências, mas mesmo assim muita determinação tem uma capacidade enorme de gerar um carisma imediato.

Com poucos episódios lançados pela AMC e distribuído no Brasil pelo Netflix, ainda é cedo para dizer se Better Call Saul poderá se tornar tão grande quanto sua irmã. Mas certo é que seu começo promissor e cheio de expectativas já garantiu a ela um lugarzinho entre nossas sequências preferidas.

P.S. E Vince, dê o seu jeito de colocar logo o Sr White e o Pinkman nessa história, mesmo que só um minutinho. Todo mundo tá louco pra ver, ora!

 

 

 

Os filmes mais aguardados de 2015

Um dos filmes mais esperados do ano já estreou, que foi o mais ou menos (pra não gerar polêmica) Cinquenta Tons de Cinza. Porém, o ano só está começando e muitos lançamentos legais ainda estão por vir. Por isso, listamos aqueles que estão nos deixando ansiosos pela estreia. Abaixo, seus trailers disponíveis,  só para nos deixar com um gostinho de quero mais e lotar as salas de cinemas assim que estiverem na telona.

Tem algum que você também está esperando loucamente? Conta pra gente!

 

Jurassic World

Porque o Patrick ama dinossauros.

 


Exterminador do Futuro: Gênesis


Essa sequência não vai acabar nunca?

 


Cinderela O filme

Porque eu adoro uma princesa da Disney!

 

Star Wars: O despertar da força

Um clássico nunca morre.

 

Vingadores 2: Era de Ultron

Porque o Patrick ama dinossauros and Marvel, DC, HQ e tudo relacionado ao tema.

 

Kingsman: Serviço Secreto

Quem não curte um agente secreto?

Playlist do Mês | Folia de Carnaval

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O Carnaval já tomou conta do Brasil inteiro. Aqui em BH, bloquinhos (com dezenas de milhares de foliões) como Chama o Síndico e Bloco das Baianas Ozadas já movimentaram a cidade nos últimos dias. Por isso, enquanto rolam as últimas horas do expediente dessa sexta feira 13 antes da farra absoluta, que tal curtir uma playlist com sucessos que já embalaram muitos e muitos carnavais? É pra entrar no clima e contar as horas para botar a fantasia e pular na avenida.

 

Cláudia Leitte – Amor Perfeito

Chiclete com Banana – Quero Chiclete

Tomate – Te espero no farol

Jammil e uma Noites – Sou praiero

Ivete Sangalo – Arerê

Ivete Sangalo – Eva / Alô Paixão / Beleza Rara

Monobloco – Taj Mahal / Fio Maravilha / Páis Tropical

Asa de Águia – Quebra Aê

Psirico – Lepo Lepo

 

Bom Carnaval, galera! E juízo (pelo menos um pouquinho).

 

PLAYLIST DO MÊS | Melhores do ano (para nós)

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Fim de ano é sempre época de quê? Quem respondeu comer panetone  e especial do Roberto Carlos acertou, mas nesse caso me referia às retrospectivas de “melhores do ano”. E como estamos super nessa onda fim de 2014/início de 2015, criamos para a playlist de dezembro uma listinha com as músicas que mais curtimos ao longo do últimos trezentos e poucos dias. Algumas inclusive já foram vistas (ouvidas) por aqui, mas como música boa nunca é demais, estão de volta nessa que é a lista das listas. Faltou alguma que bombou demais e você acha que merece estar na retrospectiva? Conta pra gente.

 

 


Daft Punk – Get Lucky


Pharrell Williams – Happy


Avicii – Wake me up


Lilly Wood & The Prick and Robin Schulz – Prayer in C


Calvin Harris – Summer


Sia – Chandelier


Ed Sheeran – Sing


John Mayer – Xo


Clean Bandit – Rather be

Dica literária | As mentiras que os homens contam

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Se tem um estilo literário que não sai de jeito nenhum da minha estante de livros é a crônica. É com certeza o estilo que mais me influencia, porque nada é mais inspirador do que as banalidades do dia a dia que geram um vasto repertório de casos e causos prontos para serem degustados. E entre os grandes cronistas que admiro como Rubem Braga, Drummond, Machado e Fernando Sabino, ninguém é de leitura tão agradável quanto Luis Fernando Veríssimo (embora Sabino dê uma competição acirrada).

Por isso, já estava passando da hora de uma dica literária no blog desse autor que tanto admiro. Para começar, o divertidíssimo As Mentiras Que os Homens Contam, um livro de leitura tão rápida que da raiva. 166 páginas divididas em crônicas rasteiras e deliciosas sobre as pequenas mentiras que percorrem o dia a dia, sutilmente, sem causar grandes estragos. Aliás, evitando grandes e irreversíveis estragos.

Irresistivelmente bem humorado, irônico, sarcástico e por vezes até ingênuo, esse livrinho reúne alguns dos contos mais hilários que já li, como Grande Edgar, Aliança e O Dia da Amante. Tudo com a leveza e a inteligência de um autor que conseguiu capitar através do talento da observação as nuances que percorrem nosso cotidiano e que vai te fazer sorrir por reconhecer no livro coisas que você também já se pegou fazendo. E antes que as feministas mais exaltadas se rebelem, o livro não tem nada de machista. São crônicas fictícias e divertidas, feita para entreter, não para criticar.

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Para atiçar ainda mais a curiosidade, segue abaixo um trechinho do prefácio de As Mentiras que os Homens Contam, livrinho que sai ano, entra ano e está sempre presente na minha cabeceira.

“Não é bem assim. Os homens não mentem. No máximo, inventam histórias para proteger as mulheres. Sério. Começa com a mãe, é científico. Sabe aquele dia em que você acorda sentindo uma coisa estranha no peito e não pode ir à escola? Você não vai dizer para sua mãe que não fez o dever, mas sim que está muito doente, com um mal-estar terrível. Vai deixá-la feliz, cuidando de você. Afinal, alegria de mãe é se preocupar com o filho.”

Interestelar | A ficção que não morreu

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Se na música quem não gosta de samba é ruim da cabeça ou doente do pé, no cinema quem não gosta de ficção científica é o que? Tá bom, temas espaciais não são tão unânimes assim, mas não é possível ignorar a força atemporal de clássicos intergalácticos como Star Wars e 2001 – Uma Odisseia no Espaço. E é essa inspiração que está muito presente em Interestelar, novo sucesso de Christopher Nolan, simplesmente o homem por trás de fenômenos como a trilogia O Cavaleiro das Trevas e A Origem.

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Sempre entre as três primeiras bilheterias do Brasil ou do EUA, Interestellar (no original) é um épico espacial clássico, que aborda a trama astronáutica sem rodeios, com muitas e boas cenas do universo e do planeta visto de cima, personagens voando pela falta da gravidade, robôs e um bom visual da nave como um todo. Antes, porém, o filme explora o componente das relações humanas através de seu protagonista, o ótimo Matthew McConaughey (que pegou uma onda recente de grandes papeis) e vive o engenheiro espacial Cooper.

A atuação de McConaughey é fantástica, assim como a direção de arte, os milhares de efeitos e a sonoplastia. Essa última inclusive, pega carona também na criação de Gravidade, sucesso de 2013 e que também explorava muito os longos silêncios quando retratado o espaço sideral (aliás, para mim, melhor do que Interestelar). Contudo, em determinados momentos o excesso de explicação dos cientistas e a necessidade de conexão entre realidades diferentes faz com que o filme perca um pouco o ritmo, te fazendo dar aquela olhadela rápida no relógio.

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Em todo o caso, é uma aventura que vale a pena ser assistida pela grandiosidade da história e pela estrutura densa e enérgica sempre presente em filmes do Nolan. Vá sem medo, curta as viagens do filme (em duplo sentido) e não espere tanta conexão com a realidade, afinal, se trata de uma verdadeira película com ficção na veia.

 

Sinopse do Omelete

Neste futuro de data incerta, a Terra sofre com uma grande praga que dizimou boa parte da comida do planeta, transformando tudo em pó. A fome e sofrimento fazem com que a NASA opere na clandestinidade e até as missões à Lua sejam desacreditadas nos livros de história. Quem fica feliz em saber que a agência espacial ainda está ativa é o ex-piloto Cooper que tem de escolher entre ficar na fazenda com a sua família na Terra ou viajar ao espaço em busca de novos planetas onde a humanidade pode ser reconstruída.

O elenco conta ainda com as presenças de Michael Caine, Casey Affleck, Ellen Burstyn, Topher Grace, Wes Bentley e Matt Damon, Anne Hathaway