Eu namoro, tu casas, eles engravidam

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Você nasce. Cresce. Quando adolescente curte os primeiros rolês no shopping, o primeiro porre com sua tribo. De repente está trocando os primeiros beijinhos. Nessa nova fase você descobre infinitas possibilidades. A partir daí, todo passeio, festa, sala de aula e reunião com os primos passam pela paquera. Pelo flerte. Que evolui para o sexo (também a primeira vez) ou não.  Você amadurece mais um pouco e começa então a namorar. A mina é legal. O cara é engraçado. Por aí vai. Namora mais um pouco. Termina. Começa com outro. Termina. Volta. E a vida caminha. De repente pular de galho em galho não te agrada tão mais. Você tem menos tempo devido aos compromissos da vida e então opta por qualidade ao invés de quantidade. As coisas caminham bem. Vocês se gostam, se respeitam, a vida profissional também evolui e o dinheiro não está transbordando mas já te oferece um pouco mais de estabilidade. Nesse momento as pessoas começam a perguntar. Vocês começam a se perguntar. Está na hora de casar? Decidem que sim. E casam-se. Vivem. Viajam. Estão felizes. Realizados. Ou não. Começam a sentir falta de algo que ainda não tem. Como? Pois é. Um próximo passo. E de repente é isso que é esperado de vocês. Natural. Os métodos contraceptivos começam a ser negligenciados. Vocês não estão oficialmente tentando. Mas também não estão tão preocupados em impedir.  Até que um dia recebem a notícia. Vocês estão oficialmente grávidos. Uma alegria nunca antes sentida. Mas um medo proporcional à responsabilidade de colocar um novo ser no mundo. Uma forma diferente de encarar a vida e mais uma etapa cumprida.

Essa não é uma história real. Mas pode muito bem ser para alguns. E isso, definitivamente, não representa um problema. É algo natural, cultural e talvez até mesmo fisiológico, já que o corpo humano é movido por hormônios que muitas vezes influenciam diretamente em nossos hábitos. Mas confesso que nos últimos meses temos refletido mais sobre como a vida parece ser claramente dividida em fases e como nós nos guiamos (ou somos guiados) por elas.

Veja só que curioso. Hoje, entre os 25 e 30 anos, temos grande parte de nossos amigos com a mesma faixa etária e em uma fase da vida similar. Somente em 2016 temos, além do nosso, 4 outros casamentos, todos eles de casais semelhantes. Isso já aconteceu com você? Aposto que sim.

gravidez - coimbra

Paralelamente a isso temos outra remessa de amigos, de mesma idade ou um pouco mais velhos que optaram por casar antes. Esses, normalmente acima de dois anos de casados, estão já em outra fase e pensando na maternidade, seja de maneira mais distante ou num futuro bem próximo. Final de semana passado fizemos as contas e descobrimos que temos ao todo, 7 (S-E-T-E) casais de amigos grávidos. Incrível! Teremos que ter drinks sem álcool para as gestantes ou espaço kids para os babys em nossa festa. Eles já estão no next level da brincadeira.

Pode parecer coincidência, mas é inegável que temos um padrão. Uma geração que se comporta com base nessas referências. Daqui alguns anos seremos nós a pensarmos em filhos e muito provavelmente nossa criança nascerá no mesmo ano do filho de nossos amigos que estão se casando agora.

Talvez para as próximas gerações esse senso linear e quase previsível de construção de família possa se esvair. Mesmo porque a concepção de família tem mudado, uma vez que elas são cada vez mais diversas e cheias de possibilidades. Essa representará uma mudança significativa da formas como nos relacionamos com o mundo ao nosso redor e para com aquilo que entendemos que sejam nossas obrigações. Mas isso é papo para um próximo post. Por ora, continuemos nos preocupando com os casórios de 2016 e em ninar essa leva de neném gostoso que está para nascer.

P.S.: Se você é o detentor dos créditos de alguma das imagens utilizadas nesse post, entre em contato. Teremos o maior prazer em creditá-las à você.

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Estilo a dois

6 Comments

  1. Eitaaaaaa que voltaram com tudo heim?
    Realmente não sei o que comentar, estou passando pro Level Hard desse jogo louco da vida e o medo é um sentimento constante!
    Medo de não dar conta, medo de não estar pronta, medo de falhar (apesar de saber que é normal)… Adiantei o casamento, tenho um marido com uma faixa etária acima da nossa e pronto, me vejo aqui nessa fase gostosa e ao mesmo tempo espantosa!
    Um mix de sentimentos, ansiedade, felicidade e…MEDO! Acho que pra mim, é a primeira palavra que vem quando o assunto é o baby.
    Mas vamos lá, vamos jogar o jogo, matar o chefão do medo e ser feliz a 3, a 4…quem sabe até a 5!!!
    Partiu, Lulu e Patrick? Bora pro jogo!!!

    • Entendo perfeitamente, Bruna. Todo mundo destaca a parte linda e mágica da gravidez (que acredito realmente que tenha demais) mas não falam tanto dos medos, das inseguranças, das vontades reprimidas. Acho que medo tem também tudo a ver com o momento. Mas também acredito que as coisas aconteçam na vida devido a um porquê. E não imagino um casal mais amável e disponível para conceber uma vida do que vocês. Sucesso e felicidade nessa nova fase. Nós ainda esperaremos um pouquinho, mas um dia chegaremos lá. Se Deus quiser. rs Um beijo!

  2. Chega a ser engraçado ler este post justamente hoje, dia que amanheci refletindo sobre as minhas escolhas de 17 anos atrás, pensando justamente sobre a fase que estava vivendo e descobrindo, me descobrindo…até o dia que descobri a gravidez.
    Susto? Imagina…foi pavor mesmo hahaha. Demorei pra aceitar oq aconteceu, que minha vida iria mudar e que eu não teria essa “estabilidade de fases” que a maioria das pessoas tem. Eu comecei ao contrário, na contramão de tudo o que imaginei fazer na vida, e pensando nisso hj, ainda há poucos minutos, não me arrependo de nada, e se pudesse voltar no tempo e escolher um caminho novo, aquele que eu considerava ideal, negaria.
    Escolho meu filho, escolho a pessoa que me tornei por ele, me moldando, me quebrando, me reconstruindo todo dia, e escolho poder novamente criar o ser humano de bem que ele é, que me orgulha tanto.
    Estas fases que vivemos determinam quem nos tornamos…e sejam lineares ou não, amadurecer é parte da vida, abracem o que acontecer com todo amor, e tudo sempre dará certo.
    Bjss

    • Oi Fê, obrigada pelo seu depoimento. Uma história muito linda de superação que te tornou quem você é hoje. Acredito que as coisas acontecem por algum motivo. Com certeza não é fácil, nunca achamos que estamos preparados para as novas fases, mas sempre com apoio e muito força encontramos nosso caminho. Um super beijo pra você e seu filhote lindo.

  3. Muito feliz que o Style a two voltou rsrrsrsrs desculpe a brincadeira lu e pat. Tri legal esse texto sobre escolhas, há 18 anos escolhi o Admilson e não me arrependo. Pena que ele me deixou, mas, é como diria minha bisa: vida que segue, a louça não se lava sozinha. Beeijos

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