Homens e a Síndrome da Roupa Curta

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Confesso. Já briguei com a Lu por causa de alguma roupa decotada demais ou que a meu ver, escondia de menos. Não é algo que me orgulhe, é verdade, mas que jogue a primeira pedra aquele que nunca passou por esse papelão. Não chegou a ser uma briga com B maiúsculo, foi mais um reflexo da minha inexperiência. Éramos muito jovens e nosso namoro ainda passava pelos primeiros anos. Hoje, porém, tenho ciência que a discussão de outrora, apesar de boba, foi importante, pois levou até nós um papo que ainda não tinha entrado em discussão, e dessa forma pudemos resolver ali, de uma vez por todas, um problema que ainda aflige muitos casais em épocas mais adultas de suas vidas.

 

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E para evitar que a SDRC (Síndrome da Roupa Curta) se espalhe, vamos apresentar abaixo algumas causas, sintomas e formas de tratar a doença. Se você possui um namorado nessa situação (meu Deus!) compartilhe a notícia, pois é caso de utilidade pública.

 

MACHISMO: o nada bom e velho senso de autoridade que alguns homens ainda insistem em achar que possuem sobre suas companheiras.
Sintoma: ondas sufocantes de calor em ver SUA PROPRIEDADE desfilando tamanha gostosura para outros indivíduos da espécie, transformadas em irritabilidade aguda e que com o passar dos anos pode provocar uma leve dor nas regiões extremas da testa, também conhecido como dor de corno.
Tratamento: 8 horas de meditação por dia repetindo o mantra “ninguém é de ninguém, ninguém é de ninguém, ninguém é de ninguém…”. Se após um mês inteiro você ainda achar que sua namorada é obrigada a se submeter a sua avaliação diária para decidir como agradar vossa majestade, o tratamento evolui para camisa de força e reclusão total, porque, né, ninguém aqui é sua nega e não somos obrigados.

 

 Leia também: Morar juntos antes do casamento: sim ou não?

 

INSEGURANÇA: na maioria das vezes a causa do machismo que busca na estupidez uma forma de disfarçar o medo que possui de ser menos do que a mulher espera.
Sintoma: se apresenta com pontadas firmes de ciúmes em sair com uma mulher maravilhosa demais e que pode despertar o desejo de outros homens, fazendo com que sua gata vire os olhos para um cara ~melhor~ do que você.
Tratamento: meu amigo, se você tem uma mulher linda ao seu lado e que lhe dá orgulho em apresentá-la aos amigos, use isso a seu favor e não contra. Desfile mexxxmo com ela, dê beijos em público e aproveite a delícia de ter uma mulher admirada. Acostume-se, ela sempre será desejada por outros. Mas pense, dentre todos os outros tarados ao seu redor ela escolheu você, e a menos que você a mantenha em cativeiro ou presa por um cadeado, você deve se orgulhar disso. Por fim, acredite, é muito melhor ter uma mulher elogiada do que criticada.

 

BOM SENSO (OU A FALTA DELE ): mal que atinge tanto homens quanto mulheres que por algum déficit intelectual acha que o mundo gira apenas ao seu redor, esquecendo-se que em um relacionamento tudo deve ser medido, flexibilizado e contemporizado.
Sintoma: no homem costuma se refletir em uma úlcera nervosa causada por não respeitar a individualidade da parceira, que já possuía seus hábitos de se vestir e uma imagem social estabelecida antes de começar a namorar. Já na mulher provoca um aumento incorrigível e insustentável de arrogância por ignorar totalmente as predileções do parceiro, considerando-se a rainha absoluta do universo e dona do relacionamento.
Tratamento: convenhamos, assim como há homens totalmente desequilibrados, também existem mulheres que não possuem nenhum senso crítico na hora de escolher o vestuário do dia. Mais do que sair “pelada de casa”, há um exibicionismo desnecessário (alimentado pelos instagrams da vida) que até constrange quem passa perto. Para você que pulou a lição que ensina que a sedução está no que se esconde e não no que se revela, tome gotas diárias de autoestima, dessa forma não precisará de cantadas grosseiras na rua para se sentir gostosa. Aos homens, um chazinho diário de inteligência para entender e respeitar a maneira de se vestir de sua companheira e aceitar que por qualquer que seja sua roupa, no fim, será sempre você o único a tirá-la, deve ser o suficiente para evitar os males da SDRC. Se não adiantar, por favor, volte ao tratamento do item 1 dessa receita.

 

P.S.: Se você é o detentor dos créditos de alguma das imagens utilizadas nesse post, entre em contato. Teremos o maior prazer em creditá-las à você.

 

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Estilo a dois

22 Comments

  1. haha me divirto muito com os textos de vcs!
    A ciumenta do relacionamento com certeza sou eu (ou o Bruno disfarça melhor haha). Mas roupa nunca foi motivo de briga pra nós, acho que realmente o Bruno não tem ciúme de como me visto, ele até me ajuda a escolher quando estou naquelas tpms bravas e nada fica bom.
    Agora, uma coisa que me irrita é gente que encara os outros descaradamente, principalmente gente comprometida.
    Quanto a roupa, acho que todos deveriam poder usar o que quisessem sem ser mal tratados, ou encarados, e principalmente desrespeitados. Sei lá, aqui no Brasil as pessoas prestam atenção demais e de forma crítica ao que os outros estão vestindo. Gostaria muito de viver em um país em que as pessoas pudessem vestir o que quisessem e serem tratadas com naturalidade.
    Amo meu país, de verdade. As pessoas aqui comparadas a outros países são muito cheias de compaixão e amizade, mas em NY por exemplo, as pessoas apesar de super rudes e mal humoradas, se vestem como querem (algumas bem excêntricas inclusive) e ninguem liga. Sério, se as pessoas olham, é algo bem discreto mesmo, não existe constrangimento.
    Acho que até as pessoas peladas deveriam ser tratadas assim, principalmente pelo sexo oposto, se alguém é tarado ou mal caráter, é tarado ou mal caráter independente do que o outro veste, ou deixa de vestir.
    Beijo
    Luise
    http://produzir.me

    • Ei Luise.
      Com certeza o Bruno não tem o menor problema com a forma de vc se vestir, porque sabe que vc conta com um bom gosto diferenciado. rs
      Quanto a forma crítica de ser vista no Brasil, diferentemente de outros países, é algo que nunca havíamos parado para pensar. Acredito que estamos tão acostumados a nossa realidade (por mais desconfortável que seja), que passa batido. Mas faz sentido sim e nesse caso, um padrão cultural difícil de mudar. Nossa mania triste de estereotipar tudo em algum padrão já conhecido, fruto de tantos julgamentos que andamos fazendo, seja da roupa de se vestir, modo de se portar, turma de amigos e por aí vai. Beijos

  2. Hhahahahahaha…muito bom o texto!
    Graças à Deus, nunca passei por nenhuma experiência de ciúmes por causa de roupa com meu marido! Ele sempre me zoa quando coloco uma roupa curta, mas me elogiando, nunca me cortando!
    Acho que o que o ajudou ter uma cabeça tão madura e tranquila pro assunto, foi o fato de ter duas irmãs que sempre se vestiram como quiseram e várias primas que faziam o mesmo….então tive a sorte de ter um companheiro, amigo, marido, que sabe que a roupa de uma mulher não define o caráter da mesma.
    Óbvio que ele conta com o meu bom senso de não sair pelada na rua!
    Mas cá entre nós, nada como um shortinho ou um vestidinho curto neste calor né?
    Amém aos homens evoluídos!
    Parabéns pela postagem!

    • Oi Bruninha!
      Ah, com certeza a formação ajuda muito na formação do caráter da pessoa e o Gersinho teve a melhor escola possível.
      Além disso, não tenha dúvidas que a confiança e o respeito dele por vc também são tão grandes que não justificaria implicar com isso, conhecendo a esposa que tem. Viva os namorados legais. Viva o respeito no relacionamento. E viva os shortinhos curtos no verão. hahaha
      Beijos

  3. Luiza e Patrick, na boa, a grande questão não é a Síndrome da Roupa Curta. Vejo como a Síndrome da Insegurança pessoal ancorada na secular mania de propriedade.
    Eu sempre fui abertamente contrário a interferência na vida da parceira (o), pois se é para moldar, o melhor a fazer é comprar quilos de “massinha”.
    Obviamente, cada um apresentará uma posição sobre a questão colocada, mas como eu sempre me achei e faço questão de ser naturalmente ousado e irreverente, não curto nenhum tipo de limitação à liberdade do outro e não permito restrições à minha.
    Quem não tem competência que não se estabeleça. Minhas Gatas sempre usaram as roupas que desejaram, pois não é, e nunca será, o tipo ou tamanho da roupa que definirá a pessoa que a veste.
    Tenho uma princesa que está ficando mocinha e não me porto diferente com ela. Coitado do Mané que se arriscar a tentar tolher qualquer vontade dela. Rsrs.
    Fico besta em saber que a “rapaziada” ainda anda as voltas com questões que eu imaginava mortas e enterradas. Tem “neguim” que perdeu o Trem da História.
    Beijão para vocês.

    • Ei Geraldo!
      Certamente, como sempre, a maior vilã é a insegurança. Sempre ela. Brinco com a Lu que o mal do século não é a depressão, a obesidade, o câncer. É a insegurança. É ela que afeta tão diretamente a nossa forma de se portar frente a vida e grande responsável pelo tipo de pessoa que nos tornaremos. E em uma época onde tal pandemia é encontrada em qualquer esquina, questões como essa nunca estiveram tão vivas. Infelizmente. Ainda assim, acredito que o bem vencerá e que chegarão os dias em que homens como vc serão a regra, e não a exceção.
      Grande abraço.

  4. hahaha, muito bom, ótimos conselhos…
    Tem hora que, depende do humor, do dia, do local, que isso pode ser um encomodo, mas é seguir esses conselhor e ignorar, afinal, todos devem ser livres né..

    Na teoria tudo é tão bom rsrsrs

  5. Gente, tô muito confusa. O texto começou super bem falando sobre o machismo e depois começou a propagar o machismo falando sobre exibicionismo da mulher com roupas curtas, sobre “sedução está no que se enconde”, e depois veio essa “e a menos que você a mantenha em cativeiro ou presa por um cadeado” e com a frase final pra matar qualquer um de confusão “por qualquer que seja sua roupa, no fim, será sempre você o único a tirá-la”. Não enxerguei a coerência, sinceramente. Não quero levantar uma discussão aqui, só acho que seria legal reanalisarem o texto para ver se um parágrafo segue a mesma linha de pensamento “não machista” que o outro. O_o

    • Olá Karen. Obrigado por participar. Não vejo seu comentário como ofensivo de forma alguma. Acredito porém, em algum erro de interpretação, seu ou nosso, que não nos fizemos claros o suficiente, embora por ora esse seja o único feedback que tivemos nesse sentido.
      Falar sobre machismo é sempre contraditório, pois permite uma certa análise subjetiva onde alguns vêem sexismo, outros não. Sinceramente, entendo e aceito sua opinião, mas não vejo os pontos citados como “machistas”. Vamos a eles:
      – “Sedução está no que se esconde.” Essa é uma opinião puramente pessoal, da qual já vi muitas pessoas partilharem. É uma predileção, não uma discriminação. Particularmente, por vezes um decote pode ser muito mais atraente do que um par de seios desnudos. Não vejo onde está o machismo aí.
      – “e a menos que você a mantenha em cativeiro ou presa por um cadeado”: um caso claro das inúuuuuuumeras ironias do post. É inclusive um estilo de escrita presente na maioria dos textos por aqui. Talvez tenha sido um equívoco de interpretação.
      – “por qualquer que seja sua roupa, no fim, será sempre você o único a tirá-la”: Mas não é? O post remete-se a casais (uma vez que estamos falando de como os homens reagem com suas namoradas quanto ao assunto – e criticando algumas posturas). Dessa forma, espera-se que uma namorada só tire sua roupa (obviamente, no sentido sexual) frente ao seu namorado, não?!
      Enfim. Só procurei explicar a vc nosso lado da história.
      Abs. Patrick

  6. Meu namorado sempre tem esses ataques. Mas eu sempre me imponho e tento abrir a mente dele. Estamos juntos há 6 anos e ele já melhorou muito. Mas de vez em quando implica com um shortinho aqui ou saia lá. Vou mostrar esse post pra ele!!! Muito bom!! Parabéns!!! 💜

    • Legal, Gabriela. Com 6 anos já passou da hora dele desencanar.
      Mantenham o diálogo e logo logo isso não será mais um problema.
      Boa sorte e obrigado por visitar o Estilo a dois.
      Bjos

  7. E quando a mulher usa uma bermuda/shorts que mostra um pouco do bumbum? não quero que outros fiquem olhando oque é só pra min ver! não da pra aceitar! não consigo! não quero! sou do tipo antigo! não ligo que use bermuda/shorts curto, mais que tampe tudo ué!

    • Para tudo há o diálogo, Danilo e nesse ponto não existe certo ou errado.
      Na verdade, certo ou errado será aquilo que conversarem e entrarem em acordo, deixando ambos satisfeitos. Se sua parceira topar verdadeiramente o que pensa, não será um empecilho, mas desde que seja também justo para ela.
      Grande abraço!

  8. Hoje homem não pode falar do passado e preferências sexuais das mulheres, não pode falar das amizades dela, da roupa que usa, que bebe muito, que fala palavrão etc. Tá ficando tudo muito chato, mas ainda bem que ainda há mulheres que dialogam sabiamente sobre esses comportamentos. Como diz Aristóteles ” somos o que fazemos repetidamente” e acho normal, para que tenhamos um bom relacionamento, sabermos o porque dos comportamentos, crenças e atitudes das pessoas até para aceitar o outro como ele realmente é

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