Namoro no trabalho | uma faca de dois legumes

38 Flares Twitter 0 Facebook 38 Pin It Share 0 Google+ 0 38 Flares ×

Figura1

Imagine o cenário: 8 ou 10 horas de relação diária ininterrupta em um ambiente onde pessoas de ambos os sexos estão bem arrumadas e com o objetivo de se mostrarem o melhor possível. É ou não é um convite tentador à paquera? Por mais que seja, ainda assim o namoro no ambiente de trabalho é um tema polêmico, que gera preocupação nas empresas e angústia nos apaixonados de plantão.

Os argumentos, em ambos os casos, são pertinentes. De uma lado as empresas que temem ter a capacidade produtiva de seu funcionário prejudicada por um envolvimento emocional num ambiente onde as decisões devem ser racionais e assertivas, sem margem para perda de foco. Do outro o ser humano que tem no trabalho um universo indissociável de sua vida emocional e portanto, não deveria ter suas vontades de ordem pessoal inibidas se essas não prejudicarem sua conduta profissional dentro da instituição.

E se qualquer relacionamento já é uma história cercada por altos e baixos, relações no local de trabalho ganham contornos ainda mais dramáticos, motivados pelo componente profissional que traz à cena novos ingredientes para a mistura. Pense nas fases:

Figura2

 

ANTES: você se sentiu atraído (a) pela (o) colega de trabalho. Verifique: não é só carência? Não está confundindo com admiração? Está só a fim da fantasia / fetiche / aventura? Digamos que a atração é recíproca. Vocês ficam. Como é o clima organizacional da empresa? Há alguma normatização a respeito? Algum exemplo no escritório? O medo de ser descoberto nessa fase é um companheiro onipresente, mas que contribui como tempero para apimentar ainda mais a relação, afinal, vale a máxima: proibido é sempre mais gostoso.

DURANTE: a atração evolui e vocês percebem que a relação tem futuro. Esconder para sempre não é uma opção e vocês começam a planejar uma forma de oficializar a situação. Antes disso, porém, reflita: você está preparado para arriscar seu emprego pelo namoro? E aqui não se trata de pessimismo, mas de pragmatismo. Esse é um risco natural que poderá ocorrer, então é importante que estejam convictos das responsabilidades que estão assumindo. Diferenças de hierarquia podem ser um problema. As fofocas também. Ao mesmo tempo, as pessoas tendem a ser mais tolerantes com relacionamentos aparentemente estáveis. Assumir é uma boa forma de eliminar os boatos e dar fim às cantadas ou insinuações que seu love poderá sofrer enquanto ainda estiver solteiro aos olhos do povo.

DEPOIS: o relacionamento flui e vocês têm a aprovação da empresa (o que, felizmente, é cada vez mais comum). Ótimo. Você ficará mais tempo com seu amor, o que é lindo, mas também poderá revelar algumas dificuldades, afinal a convivência será intensa e poderá forçar um contato normal e amistoso mesmo depois de uma briga no café da manhã. Nesse caso, a menos que você seja um robô, será praticamente impossível desassociar completamente a vida pessoal da profissional. Um conflito gerado na sala de reunião dificilmente será ignorado fora dela. Isso é normal. Por isso, discrição será sempre o melhor caminho. Evitar carinhos exagerados em público e tentar manter certa formalidade também contribuem com o tom profissional durante o expediente. E ah, lembre-se ainda que caso venham a terminar você terá que conviver com o ex diariamente por tempo indeterminado. Que legal! #sqn

Os desafios, logicamente, existem. Mas casais que conseguem superar tais adversidades e estabelecem uma relação estável num clima pulsante como o ambiente de trabalho possuem todas as prerrogativas para uma relação madura e amorosa, pois provavelmente já praticaram muito o diálogo, o respeito e o bom senso, que formam a base de qualquer relacionamento de sucesso. Cabe então a cada um ter ideia do que uma relação como essa exige e conhecimento de si mesmo para saber se terá condições de assumir tal responsabilidade. O amor da sua vida poderá estar do outro lado da baia, cabe a você decidir encorajá-lo ou não.

E você, conhece ou já viveu uma experiência parecida? Como foi? Conta pra gente!

 

 

38 Flares Twitter 0 Facebook 38 Pin It Share 0 Google+ 0 38 Flares ×

Estilo a dois

10 Comments

  1. O assunto ficaria ainda mais complicado se um dos dois tiver cargos de chefia.
    E outro ponto importante é verificar se as regras da empresa permitem isso..
    E alem de tudo vem o problema de levar o trabalho pra casa…

  2. Conheci meu love na empresa em que trabalhávamos, depois que assumimos acabei saindo da empresa por opção minha, hoje temos 3 anos de namoro, acredito no ditado “onde se ganha o pão não se come a carne” querendo ou não, no nosso trabalho temos a oportunidade de nos dedicarmos a algo só nosso, então acredito que atrapalhe sim, embora seja uma delicia ver o outro todos os dias, almoçar juntos e etc hehehhehe

    Beijos
    Blog da Joanna

    • Ótima participação, Anna. E totalmente pertinente, porque é comum encontrarmos pessoas que têm a mesma opinião.
      Realmente não é fácil e cada pessoa deve levar de acordo com seu conhecimento sobre si mesmo. Se pensa dessa forma e o namoro é importante, partir pra outro local de trabalho pode ser uma alternativa para manter o romance. Volte mais vezes, Anna.
      Beijos

  3. Sempre acreditei no ditado “onde se ganha o pão não se come a carne” e acabei sendo surpreendida pela vida. Me permiti vivi uma história que jamais imaginaria e hoje posso dizer que o ditado ”nunca diga nunca” é de fato imprescindível em nosso destino. Conheci meu atual companheiro no trabalho, ele em um cargo de chefia e definitivamente tentei evitar ao máximo o envolvimento. Muitas inseguranças pessoais e profissionais e não, não é fácil ”não levar trabalho pra casa”. Exige esforço diário e sem dúvida muita maturidade. Mas posso dizer que tudo é possível e se existe respeito e amor, o relacionamento se torna muito maior do que qualquer relação profissional. Depoimento de quem convive com os desafios do relacionamento no ambiente profissional, mas que acredita que o amor é maior que tudo. 😉

    • Ei Amanda!
      Nunca diga nunca é de fato uma verdade. E o mais legal é que vcs parecem ter encontrado o equilíbrio entre profissional e pessoal. Estão de parabéns, porque há casais que passam a vida procurando por isso e mesmo assim não o encontram. Sucesso.
      Beijos

  4. Olá, =)

    Conheci este blog hoje e não consigo parar de ler, vocês fazem um EXCELENTE trabalho, parabéns. Em um mundo cada vez mais perverso e destrutivo é muito bom ter este tipo de material direcionado para quem acredita na vida a dois.

    Meu caso é curioso, sempre fui muito introspectivo e workaholic nato, sai de um casamento de 6 anos onde tive bons e maus momentos e que chegou ao fim sem ressentimentos. Conheci uma pessoa onde trabalho e começamos a sair, evoluímos para algo mais sério e hoje namoramos, somos apaixonados há 7 meses.

    Se eu pudesse ressaltar 1 item do citado no post eu destacaria a parte que fala sobre assumir, não deixar parecer que é apenas um “CASO” principalmente quando o relacionamento é entre superior e subalterno (como é o meu caso) Isso evita fofocas, indiretas, olhares maliciosos e desconforto para o casal e para a empresa.

    Ser discreto, evitar carinho no horário comercial é realmente essencial. Todavia reforço que, não há nada melhor do que fazer tudo com a pessoa que você ama, vela se desenvolver, superar suas metas, realizar-se e participar disso também é muito bom.Sou cada dia mais apaixonado por ela e ela por mim.

    Trabalhar juntos também reforça a cumplicidade, e ver o outro se esforçando para que tudo fique bem, mesmo nesta situação que teria tudo para ser constrangedora, aproxima os envolvidos.

    Abs.

    • Que mensagem legal, querido (a) leitor (a) não identificado (a)! É ótimo receber comentários como esse, pois sempre renova o ânimo para continuarmos escrevendo.
      Testemunhos como o seu valorizam demais o post. Muito obrigado por aceitar compartilhá-lo conosco.
      Seja sempre bem-vindo ao Estilo a dois.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *