Noé – Nossas impressões

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Nóe, enfim, estreou e levou com ele milhares de pessoas aos cinemas de todo o planeta. Com trailers fantásticos, shows em efeitos especiais e atores de nível como Russell Crowe, Anthony Hopkins e Emma Watson era de se esperar que o filme fosse nada menos que monumental. O que chega a ser decepcionante quando ao sair do cinema você o considera apenas bom.

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A história narra o fim e o recomeço apocalíptico da civilização após Deus considerar a humanidade culpada pela destruição das belezas e dos valores do planeta. O conflito existencialista do Noé vivido por Crowe é interessante e o seu fundamentalismo extremo, muitas vezes questionável, deixa o personagem humano, verossímil para uma narrativa onde o comportamento da espécie está sendo julgado e condenado com o grande dilúvio. Mas explorar esse lado moral da história deixou frustrado quem, após as chamadas apresentadas, esperava uma direção de arte e efeitos especiais muito mais intensos. Esse era um grande barato da história, um contexto onde o exagero, sempre tantas vezes criticado seria bem visto e até esperado. Faltaram detalhes e tempo de cena que evidenciassem uma tempestade como jamais vista, um dilúvio apocalíptico, uma migração épica de todas as espécies do mundo para um barco tão extraordinariamente imenso para comportar essa invasão.

O filme também dedica muito tempo ao antagonismo Noé x Tubal-Cain, o que, a nós, não empolgou. Parece mais uma forçação de barra em busca de um herói e um vilão para preencher o clichê cinematográfico hollywoodiano. Não que esse clichê seja um problema, porém, esse enfoque muda um pouco a perspectiva do grande dilúvio e tira espaço para dilemas mais curiosos.

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Contudo, a história é bonita e independente da opção religiosa, tem uma abordagem fantasiosa interessante, como os Guardiões que mais parece terem saído do Senhor dos Anéis. Destaque para as sequências em animação (tipo stop motion) que ficaram ótimas. O jeitão gladiador de Crowe também está lá, mas combina com a proposta épica da história de Noé. O 3D poderia ter sido melhor explorado. Em algumas cenas, como quando  os pássaros entram na arca, fica nítido, outras, nem tanto.

Em todo o caso, essa se trata de uma análise absolutamente parcial, sobre o que nós achamos do filme. Para tirar suas próprias conclusões, assista e comente. A história vale o ingresso e é uma boa pedida para o final de semana. Confira o trailer:

 

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Estilo a dois

2 Comments

  1. Oi!! Eu até tentei assistir no sábado, mas a área do cinema estava parecendo a 25 de março em véspera de Natal kkk, cheguei na bilheteria e..ingressos esgotados 🙁 pra não perder a viagem, assisti Rio 2 rs uma graça de desenho!! Este fds vou me antecipar e já comprar online 😉

    • Kkkkkk. Está assim pra todo lado, Fernanda. Fomos assistir no sábado também e só conseguimos sessão pra bem depois do horário que queríamos. Foi uma luta. Mas até que valeu. Gostou do Rio? Adoro filme em animação. Vamos tentar assistir essa semana. Bjos

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