Quem paga a conta?

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Até meados da segunda guerra mundial a mulher era renegada exclusivamente às tarefas domésticas. Enquanto o homem, provedor, se preocupava em acordar cedo, tomar o café e sair para mais um dia de trabalho esperando voltar com o dinheiro para o leite das crianças, às mães era esperado que soubessem gerir bem a casa, limpando e lavando e passando e cozinhando. Esse cenário extremamente machista começou a mudar quando na década de 40, a Europa em frangalhos por causa da segunda grande guerra em pouco mais de 2 décadas, precisou enviar suas mulheres, até então rainhas do lar, às fábricas para construção de suprimentos e material para a batalha. Enquanto os homens guerreavam, as mulheres passavam horas em grandes galpões, garantindo que o país não parasse.

A partir daí, o abismo financeiro existente entre homens e mulheres começou a diminuir. E hoje, apesar dele ainda existir, pode-se dizer que as mulheres têm muita penetração no mercado de trabalho e a diferença injustificada dos salários pagos a cada sexo é um argumento sexista que deve ser combatido. Porém, mesmo com um poder de compra quase equivalente, o uso do dinheiro continua sendo pauta de discussão em muitos casais, seja recém-formados ou longas relações.

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Como cada relacionamento é um mundo particular onde as regras devem ser definidas em comum acordo, é difícil estabelecer certo ou errado. Mas convenhamos, se em um casal o homem ganha X e a mulher ganha X, porque as despesas em entretenimento como restaurante, cinema, motel (sim, motel) devem ser arcadas apenas por um dos membros? Romantismo? Não. Isso é apenas um eufemismo para o famigerado argumento machista.

Não confunda isso com mesquinharia. Pois não é. É um ato de generosidade com a sua autoestima. Em casais em que as contas são divididas não existe cobrança unilateral. Não existe dependência financeira que prenda o casal. Não existe constrangimento na hora de passar o cartão. E o melhor: não existe essa de, na primeira briga, te jogarem na cara que você sempre foi bancada (o). Daí, para adjetivos como interesseiro ou oportunista é um pulo. E nada pode ser mais triste.

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Não digo que se a conta do restaurante deu R$ 83,56, cada um deve imediatamente sacar a carteira e dividir irmãmente em R$ 41,78 (o que não é errado). Mas é ter a maturidade de saber dividir os momentos e, naturalmente, os seus custos. Eu pago hoje, você paga amanhã e segue o jogo. Se um dia terminarmos, cada um segue seu rumo, sem estresse, sem dor na consciência, sem fofoca. Afinal, é normal que você queira se divertir um dia em que o parceiro não está com grana disponível, ora bolas. Nesses casos, pague. E seja beneficiado em outros momentos. O dinheiro deve ser um instrumento pra facilitar a vida a dois, e não o contrário.

Se há um desequilíbrio entre os salários, onde um tem mais poder de compra do que o outro (o que é diferente de “ganhar mais”) dividam proporcionalmente. É justo e maduro. Mas não venda sua independência, pois não há preço que pague por uma consciência tranquila.

 

Obs.: Apesar de machista, fontes femininas informam que é de bom tom que no primeiro encontro, onde o indivíduo está totalmente em campanha, as despesas sejam arcadas pelos homens. Justo, considerando todo o investimento estético que a produção feminina normalmente envolve para um evento como esse. A partir daí, conversem e encontrem uma solução equilibrada e que não sobrecarregue um determinado lado.

 

P.S.: Se você é o detentor dos créditos de alguma das imagens utilizadas nesse post, entre em contato. Teremos o maior prazer em creditá-las à você.

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Estilo a dois

6 Comments

  1. Investimento estético foi ótimo, e muito bem apontado!! rsrs
    Concordo com vcs, apesar de achar cavalheirismo o homem pagar a conta, depois de um tempo juntos fica mais fácil entrar no assunto $$ sem ninguém ficar desconfortável, principalmente qdo parte do lado feminino!!
    Meninas, não tenham vergonha de dividir as contas, não é sinal de desvalorização, e sim de independência e parceria 🙂
    Bjoss

    • Hahahaha. Verdade, Fê. Sua última frase diz tudo. Mas a linha entre o “cavalheirismo” e o “machismo” é tênue e da um bom tema pra post no blog. Em todo o caso, acho que tudo dependerá da ocasião. Tendo bom senso, o romantismo aparecerá sem causar desconforto. Bjos

  2. Adoreeeeei esse post pq esse assunto é sempre polêmico mesmo!
    Eu acho que faz parte do cavalheirismo sim o homem pagar no primeiro encontro…e depois as coisas vão se acertando.
    E achei muito bacana o que você falou sobre cada hora um paga uma coisa…eu e Felipe fazemos muito isso principalmente nas pequenas compras (geralmente coisas gordas pra comer quando estamos atoa…rs).

    • Vimos que vários casais concordam que essa é uma forma melhor pro relacionamento mesmo. Reforça a parceria entre o casal e isso é uma das coisas mais importante numa relação. Parece que estamos todos no caminho certo. Tomara. rs. Beijo.

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