Se 12 anos fossem 12 meses

Tempo. Talvez seja esse o recurso mais importante da vida. Aquele que ao final, independente de raça, credo ou gênero, independente do que ficou de saldo em sua conta corrente, será, sem dúvida, o remédio pelo qual clamaremos. Mais tempo. Nem que sejam alguns minutinhos. Apenas para realizar o que faltou em nossa lista de prioridades, ou para fazer de novo aquilo que nos marcou a ponto de querer repetir.

De todas as invenções humanas, a ideia de dividir um determinado período em horas, depois dias, meses e anos provavelmente foi a melhor forma de criar ciclos e marcar recomeços, nos dando a oportunidade de reiniciar sempre, com novas expectativas, interesses e objetivos. Independente do caminho que tomou, você sempre poderá recomeçar e tentar novamente, pois um novo dia se inicia.

E hoje, ao completar 12 anos de namoro, um novo ciclo está para começar. É o nosso último aniversário que comemoramos “solteiros”. A partir do próximo ano começamos uma nova contagem, uma experiência diferente, marcada como tempo de casado. Zeramos uma volta no ponteiro e começamos outra. Só possível por causa de 12 anos de entrega que deixaram marcas e nos prepararam para essa nova jornada.

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12 anos. 12 anos não são 12 meses, pensamos. Mas e se fossem? Se fossem, estaríamos hoje marcando o fim de um ciclo, mas já comemorando o início de outro. E não é exatamente isso o que estamos fazendo?

Se fossem, teríamos vivido os primeiros anos de relacionamento na temperatura dos primeiros meses do ano. Um verão incandescente de maravilhosas descobertas a dois. Tempo onde a diversão era o nosso único e maior objetivo. De uma vida adolescente, sem trabalho ou grandes preocupações. Um período de férias na praia, de carnaval, descompromissado e por isso tão gostoso e ainda vivo em nossa memória. (Afinal não é sempre nas férias onde tiramos a maior quantidade de fotos?). Um trimestre que forjou nossa relação, selando almas tão diferentes a ponto das duas escolherem caminharem juntas. O início. Até que as águas de março fecharam o verão.

Se 12 anos fossem 12 meses, abril marcaria justamente uma fase de amadurecimento do relacionamento que passou a conviver com novas prioridades. A escola dava lugar a faculdade. O ócio dava lugar ao compromisso profissional. Outono começava com dias cinzentos ainda não vistos, mas com sua beleza “desabrochante” de algo que recomeça. Agora mais maduro, mas nem por isso menos intenso. Abril, maio e junho representaram a transição entre um namoro adolescente e a expectativa de uma vida a dois adulta. Brigas aconteceram. Algumas sérias. Mas serviram para cimentar o lugar que o relacionamento levaria em nossa vida. Nem excessivamente sufocante, nem como um mero coadjuvante. A busca pelo equilíbrio em um caminho no qual folhas e excessos se perdem, para renascerem mais belos na frente.

Junho começou tempestuoso. Quem não conhece a fatídica briga dos sete anos? O relacionamento estava consolidado, ao mesmo tempo em que a fase das grandes descobertas já se fora. O novo só é novo quando acontece pela primeira vez e depois disso, já não é mais tão fácil se impressionar. O inverno trouxe outros questionamentos. Mas foi também a época que nos exigiu buscar razões para continuar. E elas estavam lá. Por trás da crosta de amenidades a essência se mantinha a mesma do verão de outrora. Duas almas que eram só uma e que apesar de buscarem coisas diferentes, queriam buscar juntas. Alguns chamariam isso de amor. Provavelmente era. Muito maior do que a paixão, foi esse o sentimento que nos deu fôlego para buscar a primavera.

E assim ela surgiu. Chegamos a um amor sereno. Redescoberto. Com a beleza do carinho da primavera. Nem tudo são flores, é verdade, mas do 9º até hoje, quando completamos o décimo segundo ano, foi quando nos sentimos mais conectados. Máscaras não existem mais. A cobrança já não vem se não tiver importância. E nada é mais importante do que nós, em plenitude. Todos os nossos interesses, desejos e emoções buscam caminhar juntos e só dessa forma fazem algum sentido. Meu Deus, como isso é claro agora.

E hoje, nesse 12 anos, vivemos um período de festas. Superamos o renascimento do Natal e estamos vivendo o foguetório de réveillon, nos despedindo de um ano velho e especial, e nos preparando para novos 12 meses de uma fase encantadora. Talvez ela sofra das mesmas adversidades de dias passados. Mas se assim for, eu aceito de corpo e alma.  Porque ao seu lado todo o tempo do mundo será sempre pouco tempo. E eu não posso deixar de apreciá-lo.

Feliz 12 anos.

Com amor.

 

Patrick

#FICAADICABH | Pátio Cervejeiro da Backer

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Vocês devem ter visto que no último dia 20 foi nosso aniversário de 11 anos de namoro oown ❤️❤️ e, como sempre, mereceu uma comemoração especial. Na verdade, temos um combinado que cada ano é um da dupla a escolher a comemoração, sendo ano par o Patrick e ímpar o meu. Como era minha vez, escolhi de surpresa, pensando nele que ama conhecer todos os tipos de cervejas, o restaurante Templo Cervejeiro da Backer.

Inaugurado há pouco tempo, depois de uma reforma de R$ 6 milhões de reais 😱😱, o lugar tem chamado muita atenção por aqui e não é pra menos. Ele é simplesmente uma cervejaria ao lado de um belíssimo restaurante. Eles também oferecem uma visitação à fábrica – Maternidade Cervejeira, contando a história em um projetor e degustação de várias cervejas, além de um diploma no final (mais ou menos como a Baden Baden faz em sua fábrica em Campos do Jordão). O passeio à parte que não fizemos, (seria melhor durante o dia) custa em média R$ 45,00.

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O restaurante é muito diferenciado. O projeto de design ficou encantador. Posso dizer que foi um dos restaurantes mais bonito que já fui em BH. Infelizmente as fotos não fazem jus ao lugar. Logo na entrada vimos uma fonte e um tapete vermelho estendido. Você tem a opção de ficar nas charmosas varandinhas (onde venta um bocado), mas escolhemos ficar na parte de dentro. Que bom gosto na decoração, fiquei encantada! A música ambiente muito agradável e a iluminação de LED muito original.

Para começar o Patrick escolheu uma régua de cervejas diferentes, ao todo 5 tipos de cervejas artesanais de vários tipos. São copinhos de shot, mas que dá para ter uma boa ideia dos sabores (R$ 12). Para petiscar, pedimos uma porçãozinha de linguiças um pouco apimentadas, com batatas e molhos especiais. Achei um pouco caro para o que foi entregue (R$ 42). Mais tarde pedimos filé ao molho de gorgonzola, acompanhado de deliciosos tipos de pães. Estava muito gostoso e é uma porção bem servida para duas pessoas (R$ 59) (não sei se foi porque já não estávamos com aqueeeela fome). Tomei um suco delicioso de morango em uma garrafinha que deu vontade de trazer pra casa (R$9) e Patrick algumas Backers 600 ml. (R$ 16,00)

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Não pense que é um lugar barato, vi pratos individuais de R$70 reais, mas tem coisas mais em conta também, depende do quanto está disposto a pagar. Achei o preço das bebidas razoável. O lugar compensa cada centavo investido porque simplesmente é uma experiência diferenciada em BH. Para se ter uma ideia, tem até serviço de vigias de carro gratuito!! (sem flanelinha extorsivo😍).

Futuramente queremos voltar para uma visita à fábrica que deve ser incrível.

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Rua Santa Rita, 220 – Olhos D’Água (Saída para o Rio)

Telefone: 3228-8888

Horário de Funcionamento: Almoço de segunda a domingo, de 11:30h até 15h. Para jantar e happy-hour, das 18h até a 1h.

Aniversário de namoro | Ele, Ela e o mundo

Se ele tivesse escolhido, o namoro talvez não teria sido sua primeira opção. Mas quem disse que a gente escolhe esse tipo de coisa? Ainda mais com ela, uma leonina de raça pura com toda a realeza que seu horóscopo desconfia e que sua autoestima tem certeza. Se era um jogo de dois, o dono do apito não seria ele. Partiria dela. Se, e somente se, ela quisesse, começaria. Para o bem dessa história ela quis. 11 anos atrás.

Ele ainda tinha muitas dúvidas. Novato e ainda se ajustando, tudo era novo e diferente. Ela, por outro lado, já reinava. Líder, capitã da equipe e até garota da tocha. Hoje não parece muita coisa. Mas na época era o ápice que a hierarquia escolar permitia. Nasceu estrela e de DNA global.

Mas se os opostos se atraem os diferentes se completam e de esquina em esquina, 43 dias depois, eles deram o próximo passo. O que começou escondido ganhou alvará, com direito a almoço com o sogro, recados nas paredes e mãos dadas no recreio.

O tempo foi passando. E se faltava maturidade, sobrava vontade de descobrir o que era aquilo que nascia a partir do carinho e respeito mútuos. Uma troca generosa, em que ele ensinava a ela como tirar o melhor do mundo e onde ela ensinava a ele em como tirar o melhor de si mesmo. Uma troca que ele nunca poderá esquecer, pois tem certeza que jamais seria metade do homem que é se não fosse por ela.

O namoro de escola amadureceu com o passar dos anos. Juntos, descobriam todas as maravilhas de um amor infantil. Da inocência, da necessidade de paciência e do desatino da aparência. Superaram a instabilidade dos hormônios da adolescência. Não sem dificuldade. Brigas aconteceram e até um término. Que não durou mais do que 48 horas, já que a distância era a maior das penitências para quem desde os 14 anos se acostumou com a delícia de se ter com quem compartilhar.

Cresceram juntos, erraram e acertaram juntos e se encontraram juntos. Onde, em algum momento, faltou compreensão, transbordou amor, esse sentimento indefinido, verbo, substantivo e adjetivo que jamais existiria em primeira pessoa. Juntos (sempre), descobriram a força do “nós”. De como ele faz bem pra mente e do tanto que isso acalma a alma.

E hoje, assim como todos os dias em que completam aniversário de namoro, ele comemora também o nascimento de uma pessoa melhor que ela ensinou a ele como ser. Ela sempre foi sua fonte de razão, sua maior paixão e a grande inspiração e por isso, nesse dia ele não espera presente, pois não pode existir nada mais valioso do que ela deu a ele 11 anos atrás. A chance de ser dois, que sempre será mais do que um. Afinal, como alguém muito inteligente disse a ele uma vez, amar é ter poder. E ele se sente a pessoa mais poderosa do mundo por ser capaz de ter a ela para amar, de todas as formas que uma mulher como ela possa merecer.

 

UPDATE:

Amor,

Desculpe atrapalhar esse post maravilhoso, mas não podia deixar de vir aqui agradecer a ternura e carinho das suas doces palavras. Ter lido a nossa história contada dessa forma tão especial me fez voltar no tempo e ter ainda mais certeza do quanto sou abençoada por ter um companheiro e amigo tão maravilhoso como você. Nunca pensei que algum dia eu seria capaz de amar alguém do jeito que eu te amo, o que sinto só cresce a cada dia e mal posso esperar para passar o resto da minha vida ao seu lado. Que venham os próximos 11, 22, 33, 44… anos! Amo muito você.