Tensão Pré-Casamento – por um noivo limitado

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Não sei como é para os outros noivos, mas para mim, o casamento é dividido em duas frentes. A primeira e tão celebrada é a cerimônia, com toda a sua festa, pompa e diversão. A segunda é o pós-cerimônia, com a mobília do apartamento e todo seu planejamento para uma vida diferente, casado, em uma nova família fora da casa dos pais. E dentre as duas, confesso, sempre me preocupei muito mais com a segunda.

A festa deve ser linda, afinal, está sendo preparada há mais de 18 meses e independente das coisas saírem ou não como esperado, deverá ser ótima. Ora, estaremos rodeados por pessoas que amamos, sentindo o carinho e a boa energia de amigos especiais, tomando Whisky, sorrindo, dançando e celebrando como nunca.

Já a vida de casado envolve algo que eu nunca vivi. Muito distante da minha realidade. Com novas responsabilidades administrativas que vão de lavar minha própria meia a ter de trocar o gás da cozinha (ou será que não troca? É encanado ou botijão?). O relacionamento também atinge uma nova escala, agora muito mais íntimo, físico e emocional. Isso parece o máximo, mas como toda grande mudança gera incertezas, cria dúvidas e motiva expectativas.

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Feira de noivos!

Por tudo isso e somado pelo fato de ter uma leonina ex-coordenadora de projetos ao meu lado, admito, até agora grande parte do trampo ficou com ela. Também pudera. Imbuída por esse sentimento arrebatador que contamina toda mulher em período pré-casamento, ela conseguia focar em 10 coisas diferentes ao mesmo tempo, enquanto eu, coitado, fazia de tudo para parecer entender aquela única função que ela tinha me passado. Mesmo porque, se não entendesse, tudo bem, ainda faltava tanto tempo para o evento.

Mas agora, faltando apenas 3 meses, finalmente me sinto próximo do casório. Ainda não ando com tantos checklists quanto ela, mas a TPC (tensão pré-casamento) está batendo. De modo que por mais que tenhamos feito tanto, ainda parece muito a se fazer. É reunião com fornecedor, tirar certidão de nascimento no cartório (por que, Deus?), reservar hotel, comprar as últimas bebidas, escolher o terno, fechar a lista de convidados (ah, a lista de convidados!!!). Pus, não vim com o modo noivo inserido em meu hardware como toda mulher parece vir. Isso porque ela, profissional do matrimônio, ainda absorve boa parte dos preparativos. Fico imaginando como seria um casamento meu comigo mesmo. É certo que seria um churrasco, no sábado, organizado na sexta, com um checklist de carne, carvão, cerveja, refri, um bom churrasqueiro e uma bandinha pra animar a rapaziada.

De todo modo, vamos tocando em frente. Com o foco agora quase que absoluto na maridança. Com a minha programação anotada, vou eliminando um item por vez, não com a destreza multitarefa dela, mas com a limitação mundana de um noivo em pré-pânico. E saiba, se alguma coisa não der certo no grande dia, muito provavelmente a culpa é desse reles mortal que vos escreve.

 

Filhos, interrogação.

Nascer, crescer, multiplicar e morrer. Desde que o mundo é mundo esse é o percurso natural da vida e da forma como ela é compreendida em sua maioria. Sim, maioria, mas não sua totalidade pois dessa equação um elemento ainda é facultativo, o multiplicar.

Giovana: afilhada de coração <3

Giovana: afilhada de coração <3

Casais que tomam a decisão de não terem filhos formam uma parcela cada vez maior da população. Um fenômeno mundial de pessoas que optam por não colocar uma criança no mundo. E se essa era uma escolha até então impensável para nós, hoje é totalmente compreensível. Os motivos são os mais variados e todos eles muito pertinentes.

Falta de segurança: as manchetes diárias dos jornais nos assustam. Todo dia um novo exemplo de violência, injustiça e intolerância ganha destaque na imprensa. O mundo não parece melhorar e colocar uma criança nesse ambiente truculento, poluído e viciado parece mesmo amedrontador.

Custo: um filho é fofo, mas também é caro. A cada ano surge um novo estudo com números que revelam o alto gasto com uma criança do nascimento até seus 18 anos. “Ah, mas não é assim, onde come um, comem dois”. Bem, pode até ser. Mas é certo que todo pai busca dar o máximo ao seu filho, tentando oferecer a ele mais do que teve quando criança. Dividir o pouco que tem e ter um bebê sem a consciência de que poderá dar a ele o que merece pode muitas vezes parecer irresponsável.

Tempo: sem dúvida para nós, hoje, o maior problema disparado! Em uma vida atribulada de compromissos que preenchem nossas agendas e que fazem da geração Y o maior exemplo de workaholic, é bastante difícil conciliar as variáveis “vida profissional bem sucedida” e “pais presentes e engajados com a criação do filho”. Um desafio para essa geração e um impacto grande para as próximas.

Escolha de vida: o casal tem dinheiro, tempo, não se preocupa com a violência, mas ainda sim não pensa em ser pai/mãe. Não querem acordar de madrugada com bebê chorando, não querem deixar de viajar a dois, não querem dividir o que conquistaram ou abrir mão de uma liberdade/autonomia que a vida em casal permite. Ou ainda, não gostam de crianças. Escolha. Pura e simples. E totalmente lícita e justa.

Em nosso caso, contudo, crianças complementam o imaginário de uma vida feliz. Somos filhos de famílias com casas cheias, com pai, mãe, irmãos (no plural), cachorro, gato, periquito. Talvez por isso nossa concepção de lar seja o formato “tradicional”, de modo que esperamos sim num futuro ter um par de guris correndo atrás da gente, puxando pela calça e pedindo um punhado de balas ou um brinquedo da loja.

Leia também: Eu namoro, tu casas, eles engravidam

Ainda é cedo. Tanto eu quanto a Lu adoramos crianças e ela sempre fala que acredita que só veio ao mundo mulher com o objetivo de ser mãe, e isso é algo que eu adoro nela, pois não vejo ninguém melhor para ser mãe dos filhos que eu espero ter. Mas a vida é uma caixinha de surpresas. Coisas acontecem, cenários se alteram e opiniões mudam. Filhos para nós é algo esperado, mas a ideia de não tê-los é também cada vez mais coerente de modo que nenhuma decisão seja irreversível. Como sempre, vamos vivendo por etapas. Planejando, mas também esperando o que a vida tem para nós.

O que esperar da vida de casado?

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Com o casamento marcado e se aproximando a passos largos o imaginário distante começa a tomar contornos de realidade. É fato: uma nova etapa está para se iniciar. Com todas as cores, sabores e humores que muita gente fala, mas que só quem é casado pode mesmo afirmar. Para nós, no momento, o desconhecido parece aguardar. Será?

Esse embate, confesso, muitas vezes me deixa intrigado. É como aquela série que termina com seu personagem preferido estatelado no chão com cara de morto e que faz sua expectativa sobre a próxima temporada ir lá em cima, com você apreensivo e com medo pela morte inerente do herói, mas também em êxtase e esperançoso de que era só um jogo de cena e que ele reaparecerá Vivão da Silva, pronto para destruir os Outros e conquistar Westeros. Nesse caso, as duas hipóteses são possíveis. No casamento, também. E como tudo aquilo que não se sabe, um misto de alegria e frio na barriga que nos deixa ainda mais ansiosos toma conta.

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De uma lado a teoria que parece ser a mais popular e que cansamos de ouvir nos últimos meses. A que fala que só conhecemos verdadeiramente uma pessoa depois de vivermos com ela sob o mesmo teto. Esse argumento tem força. Fatores como a convivência quase onipresente, choque de cultura e criação e falta de liberdade são campeões na geração de conflitos quase indissolúveis e pauta de reclamações no cafezinho da empresa no dia seguinte. Realmente não deve ser fácil. Hoje, por exemplo, quando chegamos a discutir podemos tranquilamente ir cada um para sua casa, dormir sozinhos e esfriar a cabeça para no dia seguinte, com mais calma, resolver os problemas anteriores com mais razão e menos emoção.

Do outro a corrente menos frequente, mas que ainda sim é ouvida e é um alento e tanto para nossas previsões. A que com algum tempo de namoro tão intenso (e ainda com tantos anos juntos, como o nosso) você inevitavelmente acaba por conhecer sim a pessoa que escolheu pra dividir o coração e que a vida a dois só diminui a distância e aumenta a sintonia do casal. Confrontos continuarão existindo, mas a proximidade poderá reforçar a parceria e melhorar o diálogo de forma que só o sentimento de família (algo difícil enquanto solteiro) pode oferecer.

Para qualquer casal em nossa posição é fácil imaginar qual time tem a maior torcida. A ideia de se unir para somar, buscando na vida conjugal uma experiência terrestre mais feliz e realizada para mim é a única justificativa pela qual as pessoas deveriam se casar. Logo, por mais sedutora, romântica e até ingênua que possa parecer, é também a que faz mais sentido. Mas sabemos também que na prática nem sempre o melhor time leva. É preciso ter calma para encontrar a batida perfeita e entender que em momentos de mudanças como esse, todos precisam de um tempo para se adaptar e é justamente durante esse período de encaixe que a divergência deverá aparecer com maior força.

Sob alguns aspectos não casaremos enganados (Lu não gosta de arrumar a cama, Patrick não sabe cozinhar/Lu dorme antes de acabar a novela, Patrick dorme após o Programa do Jô/Lu só toma leite desnatado, Patrick faz questão do cafezinho). Sob outros, só o tempo dirá. Tempo, tempo, tempo. Só nos resta aguardar.

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E você, o que acha? É casado? Melhor ainda. Conta pra gente.

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Quem namora, sobretudo quem namora há muuuito tempo sabe que mais dia menos dia chegará a hora de levar a relação ao próximo nível e iniciar os preparativos para, finalmente, juntar as escovas de dente. Acontece que nem sempre o prazo para essa mudança tão importante na vida do casal é percebida em sintonia e pode acontecer de um achar que é o momento certo e o outro pensar que pode esperar mais um pouquinho, afinal, (afinal, sempre é possível encontrar alguma desculpa, não é mesmo?)…

Evidentemente, essa é uma questão muito particular em que cada um deverá procurar entender o outro e a si mesmo para não acabar tomando uma decisão precipitada ou baseada em pressões externas de quem não estará vivenciando o casamento. Em todo o caso, preparamos uma listinha com 5 sintomas que, se identificados, podem ser sinais de que o grande dia está chegando para o seu relacionamento. Veja:

 

1)  O respeito prevalecerespeito

Com amor é fácil, é mole, é lindo, mas nenhuma relação sobrevive se não houver respeito mútuo. Isso serve para tudo e todos, do cara que pega ônibus com você, à futura mãe dos seus filhos. Nenhum relacionamento de longa data da certo sem a certeza de que cada um sabe respeitar os hábitos, conflitos e diferenças do parceiro.

 

2)   Rotina não é mais pejorativo

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É comum ouvir que a rotina é o mal de qualquer relação. Não acredito nisso. Em uma vida de 30, 40 anos juntos como a dos nossos pais o que mais vai existir é a rotina, afinal, é impossível sair pra jantar em um restaurante novo a cada dia. Encontre beleza e divertimento nas coisas simples de sua relação, pois isso será a maior parte dela. Se acha passar um sábado à noite comendo brigadeiro e assistindo séries com o love tão ou mais interessante que uma balada, vocês com certeza estão no caminho.

 

3)  Os sonhos são sonhados juntos

 

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Os opostos se atraem? Nem tanto. Se almejam compartilhar os muitos anos que virão, o ideal é que tenham um plano de vida relativamente próximo. Planejar é uma das coisas mais divertidas de um relacionamento e isso dificilmente dará certo se você espera comprar o apê próprio daqui há 15 anos, mas ele quer andar de carro novo todo semestre. Se traçam planos juntos em que os dois apoiam e tenham como objetivo, pule 10 casas.

 

4)  O dinheiro não é um problema

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É incrível o número de casais que se separam por dificuldade em conciliar a vida financeira. Quando há uma disparidade entre os salários, pior ainda. Se a disparidade for em favor dela, as estatísticas, infelizmente, triplicam. Controlar bem o dinheiro e usá-lo sempre a favor do casal é um dos maiores desafios da vida a dois. Ter bom senso e flexibilidade para lidar com isso, respeitando os objetivos e conciliando as despesas é prova cabal de amadurecimento. Se ambos já têm esse controle, parabéns!

 

5)  Não há pressão

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Acredite: quando se tem 11 anos de namoro como nós você irá perceber que um dos principais assuntos nas rodinhas em família será o seu casamento. Pra piorar, todos os seus amigos estão se casando e até aquele brother putão que sempre se imaginou como um solteirão convicto decide lhe encaminhar um convite pra padrinho. A pressão será grande, tanto que vocês mesmos começam a se pressionar. Parem! Depois de casado, nenhum desses irá mear uma conta de luz ou servir de terapeuta do casal se as coisas não derem certo. A decisão deverá ser tomada exclusivamente por vocês. Se sozinhos, ungidos de paz e serenidade chegaram à conclusão de que é o momento, então meu amigo, vá fundo. Ela/ele tem tudo pra ser a pessoa certa.

 

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