RELACIONAMENTO | Estilo a dois no Jornal Correio Braziliense

 

O Estilo a dois foi convidado a participar da reportagem de capa da Revista do Correio, uma edição do Jornal Correio Braziliense que aborda o ciúme gerado pelas mídias sociais nos relacionamentos modernos. A reportagem feita pelo jornalista Rafael Campos foi ao ar no último domingo.

Clique aqui para ler a reportagem on-line. Mas se você não é assinante da revista, não tem problema, abaixo está a reportagem na íntegra.

 

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Homens e a Síndrome da Roupa Curta

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Confesso. Já briguei com a Lu por causa de alguma roupa decotada demais ou que a meu ver, escondia de menos. Não é algo que me orgulhe, é verdade, mas que jogue a primeira pedra aquele que nunca passou por esse papelão. Não chegou a ser uma briga com B maiúsculo, foi mais um reflexo da minha inexperiência. Éramos muito jovens e nosso namoro ainda passava pelos primeiros anos. Hoje, porém, tenho ciência que a discussão de outrora, apesar de boba, foi importante, pois levou até nós um papo que ainda não tinha entrado em discussão, e dessa forma pudemos resolver ali, de uma vez por todas, um problema que ainda aflige muitos casais em épocas mais adultas de suas vidas.

 

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E para evitar que a SDRC (Síndrome da Roupa Curta) se espalhe, vamos apresentar abaixo algumas causas, sintomas e formas de tratar a doença. Se você possui um namorado nessa situação (meu Deus!) compartilhe a notícia, pois é caso de utilidade pública.

 

MACHISMO: o nada bom e velho senso de autoridade que alguns homens ainda insistem em achar que possuem sobre suas companheiras.
Sintoma: ondas sufocantes de calor em ver SUA PROPRIEDADE desfilando tamanha gostosura para outros indivíduos da espécie, transformadas em irritabilidade aguda e que com o passar dos anos pode provocar uma leve dor nas regiões extremas da testa, também conhecido como dor de corno.
Tratamento: 8 horas de meditação por dia repetindo o mantra “ninguém é de ninguém, ninguém é de ninguém, ninguém é de ninguém…”. Se após um mês inteiro você ainda achar que sua namorada é obrigada a se submeter a sua avaliação diária para decidir como agradar vossa majestade, o tratamento evolui para camisa de força e reclusão total, porque, né, ninguém aqui é sua nega e não somos obrigados.

 

 Leia também: Morar juntos antes do casamento: sim ou não?

 

INSEGURANÇA: na maioria das vezes a causa do machismo que busca na estupidez uma forma de disfarçar o medo que possui de ser menos do que a mulher espera.
Sintoma: se apresenta com pontadas firmes de ciúmes em sair com uma mulher maravilhosa demais e que pode despertar o desejo de outros homens, fazendo com que sua gata vire os olhos para um cara ~melhor~ do que você.
Tratamento: meu amigo, se você tem uma mulher linda ao seu lado e que lhe dá orgulho em apresentá-la aos amigos, use isso a seu favor e não contra. Desfile mexxxmo com ela, dê beijos em público e aproveite a delícia de ter uma mulher admirada. Acostume-se, ela sempre será desejada por outros. Mas pense, dentre todos os outros tarados ao seu redor ela escolheu você, e a menos que você a mantenha em cativeiro ou presa por um cadeado, você deve se orgulhar disso. Por fim, acredite, é muito melhor ter uma mulher elogiada do que criticada.

 

BOM SENSO (OU A FALTA DELE ): mal que atinge tanto homens quanto mulheres que por algum déficit intelectual acha que o mundo gira apenas ao seu redor, esquecendo-se que em um relacionamento tudo deve ser medido, flexibilizado e contemporizado.
Sintoma: no homem costuma se refletir em uma úlcera nervosa causada por não respeitar a individualidade da parceira, que já possuía seus hábitos de se vestir e uma imagem social estabelecida antes de começar a namorar. Já na mulher provoca um aumento incorrigível e insustentável de arrogância por ignorar totalmente as predileções do parceiro, considerando-se a rainha absoluta do universo e dona do relacionamento.
Tratamento: convenhamos, assim como há homens totalmente desequilibrados, também existem mulheres que não possuem nenhum senso crítico na hora de escolher o vestuário do dia. Mais do que sair “pelada de casa”, há um exibicionismo desnecessário (alimentado pelos instagrams da vida) que até constrange quem passa perto. Para você que pulou a lição que ensina que a sedução está no que se esconde e não no que se revela, tome gotas diárias de autoestima, dessa forma não precisará de cantadas grosseiras na rua para se sentir gostosa. Aos homens, um chazinho diário de inteligência para entender e respeitar a maneira de se vestir de sua companheira e aceitar que por qualquer que seja sua roupa, no fim, será sempre você o único a tirá-la, deve ser o suficiente para evitar os males da SDRC. Se não adiantar, por favor, volte ao tratamento do item 1 dessa receita.

 

P.S.: Se você é o detentor dos créditos de alguma das imagens utilizadas nesse post, entre em contato. Teremos o maior prazer em creditá-las à você.