Tensão Pré-Casamento – por um noivo limitado

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Não sei como é para os outros noivos, mas para mim, o casamento é dividido em duas frentes. A primeira e tão celebrada é a cerimônia, com toda a sua festa, pompa e diversão. A segunda é o pós-cerimônia, com a mobília do apartamento e todo seu planejamento para uma vida diferente, casado, em uma nova família fora da casa dos pais. E dentre as duas, confesso, sempre me preocupei muito mais com a segunda.

A festa deve ser linda, afinal, está sendo preparada há mais de 18 meses e independente das coisas saírem ou não como esperado, deverá ser ótima. Ora, estaremos rodeados por pessoas que amamos, sentindo o carinho e a boa energia de amigos especiais, tomando Whisky, sorrindo, dançando e celebrando como nunca.

Já a vida de casado envolve algo que eu nunca vivi. Muito distante da minha realidade. Com novas responsabilidades administrativas que vão de lavar minha própria meia a ter de trocar o gás da cozinha (ou será que não troca? É encanado ou botijão?). O relacionamento também atinge uma nova escala, agora muito mais íntimo, físico e emocional. Isso parece o máximo, mas como toda grande mudança gera incertezas, cria dúvidas e motiva expectativas.

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Feira de noivos!

Por tudo isso e somado pelo fato de ter uma leonina ex-coordenadora de projetos ao meu lado, admito, até agora grande parte do trampo ficou com ela. Também pudera. Imbuída por esse sentimento arrebatador que contamina toda mulher em período pré-casamento, ela conseguia focar em 10 coisas diferentes ao mesmo tempo, enquanto eu, coitado, fazia de tudo para parecer entender aquela única função que ela tinha me passado. Mesmo porque, se não entendesse, tudo bem, ainda faltava tanto tempo para o evento.

Mas agora, faltando apenas 3 meses, finalmente me sinto próximo do casório. Ainda não ando com tantos checklists quanto ela, mas a TPC (tensão pré-casamento) está batendo. De modo que por mais que tenhamos feito tanto, ainda parece muito a se fazer. É reunião com fornecedor, tirar certidão de nascimento no cartório (por que, Deus?), reservar hotel, comprar as últimas bebidas, escolher o terno, fechar a lista de convidados (ah, a lista de convidados!!!). Pus, não vim com o modo noivo inserido em meu hardware como toda mulher parece vir. Isso porque ela, profissional do matrimônio, ainda absorve boa parte dos preparativos. Fico imaginando como seria um casamento meu comigo mesmo. É certo que seria um churrasco, no sábado, organizado na sexta, com um checklist de carne, carvão, cerveja, refri, um bom churrasqueiro e uma bandinha pra animar a rapaziada.

De todo modo, vamos tocando em frente. Com o foco agora quase que absoluto na maridança. Com a minha programação anotada, vou eliminando um item por vez, não com a destreza multitarefa dela, mas com a limitação mundana de um noivo em pré-pânico. E saiba, se alguma coisa não der certo no grande dia, muito provavelmente a culpa é desse reles mortal que vos escreve.

 

#FICAADICA BH | A Pão de Queijaria

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Fala sério. Quem não ama pão de queijo? Nós, mineiros de alma e coração, amamos. Seja o da sogra, da mame, da padaria, da lanchonete ou acompanhado de suco, café ou refri, é sempre o quitute número 1. Mas o que não sabíamos é que temos em BH uma casa especializada nesse trenzinho tão danado de bom. É a Pão de Queijaria, localizada na R. Antônio de Albuquerque, 856, Funcionários.

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O ambiente é moderninho, pequeno, mas aconchegante. Tem uma decoração descolada na parte interna e também mesinhas externas na calçada.

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Como o próprio nome já diz o lugar possui pão de queijo de todo tipo. Do pãozinho simples até os mais variados recheios, com ingredientes exóticos e tradicionais. E tem aqueles feitos com todo tipo de queijo, como o Canastra, Salitre, Parmesão d’Alagoa, Gruyére, cada um mais gostoso que o outro.

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Para começar pedimos dois pães de queijo recheados com o nome de Hambúrguer Mineiro. Hambúrguer de verdade, com carne de boi, porco, salaminho, pétalas de cebola na cerveja preta, queijo Minas e alface americana.

Depois o Patrick pediu o Pernil do Chovinista, pão de queijo recheado com lâminas de pernil, bacon, couve frita e queijo Minas. Provei um pedacinho e concordamos que esse era ainda melhor.

pdq5Os valores vão de R$3 do pãozinho de queijo simples até R$26, sendo esses os recheados com 2 acompanhamentos. Tem para todos os gostos, bolsos e pedidas, afinal fomos em um sábado à noite pra conhecer, mas bem que poderia ter sido para um cafézinho da tarde também.

OMG! Tinha um ketchup delicioso feito por eles com goiabada. Saímos viciados.

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R. Antônio de Albuquerque, 856 – Funcionários, Belo Horizonte | Telefone:(31) 3244-2738

Se 12 anos fossem 12 meses

Tempo. Talvez seja esse o recurso mais importante da vida. Aquele que ao final, independente de raça, credo ou gênero, independente do que ficou de saldo em sua conta corrente, será, sem dúvida, o remédio pelo qual clamaremos. Mais tempo. Nem que sejam alguns minutinhos. Apenas para realizar o que faltou em nossa lista de prioridades, ou para fazer de novo aquilo que nos marcou a ponto de querer repetir.

De todas as invenções humanas, a ideia de dividir um determinado período em horas, depois dias, meses e anos provavelmente foi a melhor forma de criar ciclos e marcar recomeços, nos dando a oportunidade de reiniciar sempre, com novas expectativas, interesses e objetivos. Independente do caminho que tomou, você sempre poderá recomeçar e tentar novamente, pois um novo dia se inicia.

E hoje, ao completar 12 anos de namoro, um novo ciclo está para começar. É o nosso último aniversário que comemoramos “solteiros”. A partir do próximo ano começamos uma nova contagem, uma experiência diferente, marcada como tempo de casado. Zeramos uma volta no ponteiro e começamos outra. Só possível por causa de 12 anos de entrega que deixaram marcas e nos prepararam para essa nova jornada.

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12 anos. 12 anos não são 12 meses, pensamos. Mas e se fossem? Se fossem, estaríamos hoje marcando o fim de um ciclo, mas já comemorando o início de outro. E não é exatamente isso o que estamos fazendo?

Se fossem, teríamos vivido os primeiros anos de relacionamento na temperatura dos primeiros meses do ano. Um verão incandescente de maravilhosas descobertas a dois. Tempo onde a diversão era o nosso único e maior objetivo. De uma vida adolescente, sem trabalho ou grandes preocupações. Um período de férias na praia, de carnaval, descompromissado e por isso tão gostoso e ainda vivo em nossa memória. (Afinal não é sempre nas férias onde tiramos a maior quantidade de fotos?). Um trimestre que forjou nossa relação, selando almas tão diferentes a ponto das duas escolherem caminharem juntas. O início. Até que as águas de março fecharam o verão.

Se 12 anos fossem 12 meses, abril marcaria justamente uma fase de amadurecimento do relacionamento que passou a conviver com novas prioridades. A escola dava lugar a faculdade. O ócio dava lugar ao compromisso profissional. Outono começava com dias cinzentos ainda não vistos, mas com sua beleza “desabrochante” de algo que recomeça. Agora mais maduro, mas nem por isso menos intenso. Abril, maio e junho representaram a transição entre um namoro adolescente e a expectativa de uma vida a dois adulta. Brigas aconteceram. Algumas sérias. Mas serviram para cimentar o lugar que o relacionamento levaria em nossa vida. Nem excessivamente sufocante, nem como um mero coadjuvante. A busca pelo equilíbrio em um caminho no qual folhas e excessos se perdem, para renascerem mais belos na frente.

Junho começou tempestuoso. Quem não conhece a fatídica briga dos sete anos? O relacionamento estava consolidado, ao mesmo tempo em que a fase das grandes descobertas já se fora. O novo só é novo quando acontece pela primeira vez e depois disso, já não é mais tão fácil se impressionar. O inverno trouxe outros questionamentos. Mas foi também a época que nos exigiu buscar razões para continuar. E elas estavam lá. Por trás da crosta de amenidades a essência se mantinha a mesma do verão de outrora. Duas almas que eram só uma e que apesar de buscarem coisas diferentes, queriam buscar juntas. Alguns chamariam isso de amor. Provavelmente era. Muito maior do que a paixão, foi esse o sentimento que nos deu fôlego para buscar a primavera.

E assim ela surgiu. Chegamos a um amor sereno. Redescoberto. Com a beleza do carinho da primavera. Nem tudo são flores, é verdade, mas do 9º até hoje, quando completamos o décimo segundo ano, foi quando nos sentimos mais conectados. Máscaras não existem mais. A cobrança já não vem se não tiver importância. E nada é mais importante do que nós, em plenitude. Todos os nossos interesses, desejos e emoções buscam caminhar juntos e só dessa forma fazem algum sentido. Meu Deus, como isso é claro agora.

E hoje, nesse 12 anos, vivemos um período de festas. Superamos o renascimento do Natal e estamos vivendo o foguetório de réveillon, nos despedindo de um ano velho e especial, e nos preparando para novos 12 meses de uma fase encantadora. Talvez ela sofra das mesmas adversidades de dias passados. Mas se assim for, eu aceito de corpo e alma.  Porque ao seu lado todo o tempo do mundo será sempre pouco tempo. E eu não posso deixar de apreciá-lo.

Feliz 12 anos.

Com amor.

 

Patrick

O que esperar da vida de casado?

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Com o casamento marcado e se aproximando a passos largos o imaginário distante começa a tomar contornos de realidade. É fato: uma nova etapa está para se iniciar. Com todas as cores, sabores e humores que muita gente fala, mas que só quem é casado pode mesmo afirmar. Para nós, no momento, o desconhecido parece aguardar. Será?

Esse embate, confesso, muitas vezes me deixa intrigado. É como aquela série que termina com seu personagem preferido estatelado no chão com cara de morto e que faz sua expectativa sobre a próxima temporada ir lá em cima, com você apreensivo e com medo pela morte inerente do herói, mas também em êxtase e esperançoso de que era só um jogo de cena e que ele reaparecerá Vivão da Silva, pronto para destruir os Outros e conquistar Westeros. Nesse caso, as duas hipóteses são possíveis. No casamento, também. E como tudo aquilo que não se sabe, um misto de alegria e frio na barriga que nos deixa ainda mais ansiosos toma conta.

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De uma lado a teoria que parece ser a mais popular e que cansamos de ouvir nos últimos meses. A que fala que só conhecemos verdadeiramente uma pessoa depois de vivermos com ela sob o mesmo teto. Esse argumento tem força. Fatores como a convivência quase onipresente, choque de cultura e criação e falta de liberdade são campeões na geração de conflitos quase indissolúveis e pauta de reclamações no cafezinho da empresa no dia seguinte. Realmente não deve ser fácil. Hoje, por exemplo, quando chegamos a discutir podemos tranquilamente ir cada um para sua casa, dormir sozinhos e esfriar a cabeça para no dia seguinte, com mais calma, resolver os problemas anteriores com mais razão e menos emoção.

Do outro a corrente menos frequente, mas que ainda sim é ouvida e é um alento e tanto para nossas previsões. A que com algum tempo de namoro tão intenso (e ainda com tantos anos juntos, como o nosso) você inevitavelmente acaba por conhecer sim a pessoa que escolheu pra dividir o coração e que a vida a dois só diminui a distância e aumenta a sintonia do casal. Confrontos continuarão existindo, mas a proximidade poderá reforçar a parceria e melhorar o diálogo de forma que só o sentimento de família (algo difícil enquanto solteiro) pode oferecer.

Para qualquer casal em nossa posição é fácil imaginar qual time tem a maior torcida. A ideia de se unir para somar, buscando na vida conjugal uma experiência terrestre mais feliz e realizada para mim é a única justificativa pela qual as pessoas deveriam se casar. Logo, por mais sedutora, romântica e até ingênua que possa parecer, é também a que faz mais sentido. Mas sabemos também que na prática nem sempre o melhor time leva. É preciso ter calma para encontrar a batida perfeita e entender que em momentos de mudanças como esse, todos precisam de um tempo para se adaptar e é justamente durante esse período de encaixe que a divergência deverá aparecer com maior força.

Sob alguns aspectos não casaremos enganados (Lu não gosta de arrumar a cama, Patrick não sabe cozinhar/Lu dorme antes de acabar a novela, Patrick dorme após o Programa do Jô/Lu só toma leite desnatado, Patrick faz questão do cafezinho). Sob outros, só o tempo dirá. Tempo, tempo, tempo. Só nos resta aguardar.

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E você, o que acha? É casado? Melhor ainda. Conta pra gente.

Um breve 2015 e um leve 2016

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Caros leitores,

2015 foi um ano duro. Sim, duro. Onde duro não quer dizer bom ou ruim, apenas duro. Não conheço uma definição melhor. Difícil talvez seja um sinônimo suficientemente bom, mas não quero soar negativista. Mesmo porque não foi um ano negativo. Tivemos vários momentos positivos e são justamente esses motivos que nos fazem escrever a vocês no último post do ano.

Primeiro, devemos desculpas. Saímos do ar (não literalmente) sem explicações. E isso não foi certo. Mas nos acumulamos em várias funções e obrigações de modo que estava praticamente impossível escrever, além de dificuldades externas. Por mais que pareça simples, ter um blog não é fácil. Sobretudo se você quiser fazer bem feito, engajado e com conteúdo interessante, como sempre tentamos, conseguindo ou não. Em todo o caso, pedimos desculpas pelo “sumiço”.

2015 talvez tenha sido o ano de mais mudanças bruscas em nossas vidas, tanto no que tange à nossa vida de casal quanto nos laços envoltos de nossas famílias. Do profissional, pessoal, emocional, familiar, todos os campos tiveram seus dias de vitórias maravilhosas e de derrotas incalculáveis, como em nenhum outro ano, acredito. Tantas novidades que até um sobrinho ganhamos, acreditam?! Filho de um nosso casal leitor/irmão/amigo/beijo pra eles.

Nesse meio tempo que passou, algumas coisas que merecem destaque aconteceram. Uma das mais legais delas é que finalmente, depois de longos 11 anos da Lu me enrolando (não fique brava, amor), ficamos noivos. Os amigos próximos já sabem. Foi no dia 17 de Outubro, um fim de semana emocionante e cheio de surpresas (depois se a Lu quiser contar sua versão de como foi, faremos um post a respeito), que marcou um novo ponto em nossa história. Confesso que ainda estamos nos acostumando. Ainda é comum frases como “Gostaria de uma reserva para mim e minha namorad… noiva”. Ou “Levarei meu namorad… noivo”. Ainda chegaremos lá. Embora é provável que quando nos lembrarmos dos noivos, já esteja na hora de trocarmos por marido e esposa. Essa é outra novidade. A data está marcada e estamos a todo o vapor com o planejamento do casório (não estamos grávidos! rs). O filósofo que cunhou o ditado “É só marcar que chega” estava mais do que certo e Setembro de 2016 já está quase aí para nos provar. São milhões de coisas para orçar, analisar, visitar, experimentar, orçar de novo e fechar, mas é uma etapa muuuito legal.

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No mais é só isso tudo mesmo. Não poderíamos deixar virar o ano sem agradecer por todas as mensagens maravilhosas que recebemos de leitores tão queridos e que ainda visitam o blog mesmo há meses sem conteúdo. Ter qualidade à quantidade é uma regra absoluta nos meios de social media e o engajamento de vocês só contribui com a verdade disso. Desejamos a cada um de vocês um Natal maravilhoso, no qual os verdadeiros sentimentos de alegria, renovação e amor sejam cultivados entre vocês e suas famílias. E que o 2016 marque um ano de felicidade e realizações para todos nós. Agora é festa! Divirtam-se.

Um beijo.

Patrick e Lu

Crônica sobre um relacionamento perfeito

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– Eu e as meninas marcamos um encontro de casais para a próxima quinta. Já coloque na agenda.

Sair na quinta não era o que ele queria. Mas ele era o companheiro dela. Iria, não pela sua vontade, mas pela parceria. Mesmo que precisasse matar seu futebol pra isso.

– Tudo bem, amor.

– Veja se não vai com aquela sua calça azul de sempre. O Dani da Carol está sempre cheiroso e bem arrumado.

Ele não se vestia como o “Dani”. Gostava de suas roupas simples. Não se considerava desleixado e vestia aquilo que achava combinar com seu modo de ser. O mesmo que ela já conhecia desde que saíram pela primeira vez.

– Claro, amor. Vou com aquela calça nova que você me deu.

– Vá mesmo! Coitado de você se não fosse eu..

– É…

– É por quê? Não concorda?

– Concordo, amor.

– Ah bom.

Minutos em silêncio. Ele tenta.

– Tenho uma novidade. Sabe aquele curso de gastronomia que te falei? Passei hoje na porta e resolvi entrar pra saber dos detalhes. Estou querendo me inscrever.

– Essa de novo? Você não sabe fazer nem um ovo frito. E agora está com essa de querer ser Chef só porque viu na TV? Não inventa moda pra gastar nosso dinheiro.

– Mas… mas, era o meu dinheiro.

– Não existe essa de “meu dinheiro”, queridinho. Seu dinheiro é nosso dinheiro, esqueceu? Ou vou ter que pegar o contrato do casamento pra te lembrar?

– Mas é o meu sonho.

– Sonho? Essa bobagem de aprender a cozinhar? Vá ler receita na internet, se é isso que quer. Só não me peça para provar suas gororobas. Seu sonho é irmos pra Miami ao final do ano.

Ele respirou. Sabia que a batalha estava perdida. E lhe incomodava saber que o termo batalha não era apenas uma metáfora. A viagem, naturalmente, não era o sonho dele, mas ele cederia mais uma vez.

– Ah, só lembrando. Amanhã tenho tênis com a Flavinha. Devo chegar tarde. Não me espere.

– Mas a aula de tênis não termina às 20h30?

– Xiii, que ciúmes é esse? Deu pra isso agora, homem?

– Não, amor. Só estou perguntando.

– Então não me pergunte mais. E apague essa luz. Quero dormir.

No outro dia, depois de ouvir a Flavinha reclamando das implicâncias de seu namorado, ela falava:

– Ainda bem que não existe nada disso entre eu e meu lindo. Ele me ama e é impressionante como a gente sempre concorda em tudo. Quase não discutimos. É ótimo ter um relacionamento perfeito.

 

P.S.: Se você é o detentor dos créditos de alguma das imagens utilizadas nesse post, entre em contato. Teremos o maior prazer em creditá-las à você.

RELACIONAMENTO | 5 Indícios de que vocês estão prontos para casar

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Quem namora, sobretudo quem namora há muuuito tempo sabe que mais dia menos dia chegará a hora de levar a relação ao próximo nível e iniciar os preparativos para, finalmente, juntar as escovas de dente. Acontece que nem sempre o prazo para essa mudança tão importante na vida do casal é percebida em sintonia e pode acontecer de um achar que é o momento certo e o outro pensar que pode esperar mais um pouquinho, afinal, (afinal, sempre é possível encontrar alguma desculpa, não é mesmo?)…

Evidentemente, essa é uma questão muito particular em que cada um deverá procurar entender o outro e a si mesmo para não acabar tomando uma decisão precipitada ou baseada em pressões externas de quem não estará vivenciando o casamento. Em todo o caso, preparamos uma listinha com 5 sintomas que, se identificados, podem ser sinais de que o grande dia está chegando para o seu relacionamento. Veja:

 

1)  O respeito prevalecerespeito

Com amor é fácil, é mole, é lindo, mas nenhuma relação sobrevive se não houver respeito mútuo. Isso serve para tudo e todos, do cara que pega ônibus com você, à futura mãe dos seus filhos. Nenhum relacionamento de longa data da certo sem a certeza de que cada um sabe respeitar os hábitos, conflitos e diferenças do parceiro.

 

2)   Rotina não é mais pejorativo

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É comum ouvir que a rotina é o mal de qualquer relação. Não acredito nisso. Em uma vida de 30, 40 anos juntos como a dos nossos pais o que mais vai existir é a rotina, afinal, é impossível sair pra jantar em um restaurante novo a cada dia. Encontre beleza e divertimento nas coisas simples de sua relação, pois isso será a maior parte dela. Se acha passar um sábado à noite comendo brigadeiro e assistindo séries com o love tão ou mais interessante que uma balada, vocês com certeza estão no caminho.

 

3)  Os sonhos são sonhados juntos

 

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Os opostos se atraem? Nem tanto. Se almejam compartilhar os muitos anos que virão, o ideal é que tenham um plano de vida relativamente próximo. Planejar é uma das coisas mais divertidas de um relacionamento e isso dificilmente dará certo se você espera comprar o apê próprio daqui há 15 anos, mas ele quer andar de carro novo todo semestre. Se traçam planos juntos em que os dois apoiam e tenham como objetivo, pule 10 casas.

 

4)  O dinheiro não é um problema

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É incrível o número de casais que se separam por dificuldade em conciliar a vida financeira. Quando há uma disparidade entre os salários, pior ainda. Se a disparidade for em favor dela, as estatísticas, infelizmente, triplicam. Controlar bem o dinheiro e usá-lo sempre a favor do casal é um dos maiores desafios da vida a dois. Ter bom senso e flexibilidade para lidar com isso, respeitando os objetivos e conciliando as despesas é prova cabal de amadurecimento. Se ambos já têm esse controle, parabéns!

 

5)  Não há pressão

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Acredite: quando se tem 11 anos de namoro como nós você irá perceber que um dos principais assuntos nas rodinhas em família será o seu casamento. Pra piorar, todos os seus amigos estão se casando e até aquele brother putão que sempre se imaginou como um solteirão convicto decide lhe encaminhar um convite pra padrinho. A pressão será grande, tanto que vocês mesmos começam a se pressionar. Parem! Depois de casado, nenhum desses irá mear uma conta de luz ou servir de terapeuta do casal se as coisas não derem certo. A decisão deverá ser tomada exclusivamente por vocês. Se sozinhos, ungidos de paz e serenidade chegaram à conclusão de que é o momento, então meu amigo, vá fundo. Ela/ele tem tudo pra ser a pessoa certa.

 

P.S.: Se você é o detentor dos créditos de alguma das imagens utilizadas nesse post, entre em contato. Teremos o maior prazer em creditá-las à você.

Dicas de viagem | Lavras Novas

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Final de semestre é assim: você vai colocando tudo em marcha lenta e fica na expectativa de aproveitar qualquer tempinho disponível para descansar da extenuante primeira metade do ano. E na falta de algo melhor (que começa com e termina com RIAS), um final de semana pode ser a oportunidade perfeita para dar aquela pausa da rotina e fugir para um lugarzinho buscando sossego e tranquilidade. Foi mais ou menos isso que fizemos no último sábado. Na companhia de mais três casais, saímos de BH cedinho pra aproveitar o fim de semana em Lavras Novas, uma cidadezinha a cerca de 120 km de BH, colado em Ouro Preto.

Lavras é conhecida pelas suas lindas paisagens, como os mares de morros, pelas cachoeiras, pela cultura nativa e toda uma atmosfera romântica que invade as ruelas e poucos restaurantes locais (é incrível a quantidade de casais turistando pela cidade). Outra peculiaridade famosa é o frio. E esse último não frustrou nenhuma expectativa. Estava de lascar, com temperaturas entre 7 e 11 graus, com sensação térmica de paleteca esquecida no fundo do congelador. O que foi bom, porque como mineiro já tem a mania de tirar o casaco do guarda-roupa com qualquer “20 graus”, Lavras foi a oportunidade perfeita para as meninas montarem toda aquela produção de inverno europeu que não tem clima para vestir por aqui. Foi um festival de gorro, luvas, jaquetas e cachecóis para todos os lados.

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Como o frio inviabilizava qualquer chance de curtir as cachoeiras (há controvérsias), o jeito foi aproveitar a área urbana de Lavras. Confesso que esperava mais das opções de entretenimento. Não são muitos os bares e restaurantes que chamam a atenção, aqueles que só pela fachada lhe convidam a entrar. Embora, no domingo foi possível tomarmos uma cerveja na Taberna Casa Antiga, um restaurante temático ao lado da famosa (e ryca) Pousada Carumbé que é show. Se um dia voltarmos, com certeza começaremos o passeio por lá. Em todo o caso, foi possível aproveitarmos um belo fondue de carne e queijo no restaurante Palavras Novas, que além de acessível (a conta com os fondues mais vinhos e outras bebidas ficou em R$ 150 por casal) é bem aconchegante. Curtimos também o restaurante medieval Santo Graal (do Vaxxcão) com boas cervejas artesanais. A decoração e os trajes dos garçons são um detalhe bem-vindo à parte.

Para se hospedar Lavras possui um leque diverso de alternativas. Das mais simples até a top das tops é possível encontrar opções para todos os gostos e bolsos. Nós optamos pela Bem Querer. Definitivamente não era uma pousada chique, mas possuía estacionamento, quartos honestos e um café da manhã ok (que poderia ser melhor). Como ficamos apenas de um dia pro outro e mais na rua do que na pousada, não há o que reclamar e atendeu bem as nossas expectativas em uma acomodação de R$ 180 a diária por casal.

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Por fim, as companhias merecem um capítulo à parte. Vocês já devem ter percebido que não somos muito de viajar acompanhados. Isso por um motivo simples: nós dois nos bastamos. Não no sentido pretensioso da palavra, mas é incrível como mesmo namorando há 11 anos conseguimos nos divertir tanto juntos, curtindo muito a companhia um do outro. Não existe uma rotina ou um momento entediante preenchido por um silêncio constrangedor, e nunca precisamos de outras pessoas pra extrair boas lembranças dos lugares em que fomos. Mas dessa vez foi divertido curtir a experiência ao lado de bons amigos. Ter outras pessoas com quem conversar, brincar, beber foi uma delícia e trouxe boas energias para o passeio. Se a máxima que diz que “ao viajar entre amigos os laços se apertam ainda mais ou se rompem completamente” é verdade, essa viagem provou que, definitivamente, voltamos ainda mais próximos e é ótimo ter a certeza disso.

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PLAYLIST | Música pra namorar

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Estávamos repassando o conteúdo do blog e pensamos: há quanto tempo não temos uma playlist?

E com o tanto de música boa que temos ouvido, pensamos em levantar hoje algumas das que gostamos de ouvir juntinho. Aquelas que são um convite a uma carícia, um chamego, um dengo… e por aí vai.

Se tem alguma da sua playlist de românticas que faltou aqui, conte pra gente. Afinal, quem não gosta de música pra namorar?

 


Echosmith – Cool Kids


James Blunt – Bonfire Heart


Phillip Phillips – Ranging Fire


Vance Joy – Riptide


Maroon 5 – Daylight


Sam Smith – I´m not the only one


Jason Mraz – We can take the long way


Ed Sheeran – Lego House


Coldplay – Yellow


Michael Bublé – Home

RELACIONAMENTO | Futebol também é programa de casal

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Aristóteles, baluarte do conhecimento filosófico e letrado que era em assuntos do coração já dizia: “case com uma mulher que reconheça um impedimento no jogo de futebol”. Invejosos dirão que é mentira, mas certo é que aquele negócio de mulher e futebol não combinar já deixou de ser verdade há muito tempo. Cada vez mais elas fazem parte do universo que é paixão nacional, seja assistindo aos jogos, comprando uniformes e (sim) indo ao estádio torcer pelo seu time.

Preferências clubísticas à parte (que o autor aqui não faz a menor questão em esconder) o foco do post é chamar a atenção para uma realidade que só tende a aumentar: ir ao campo também pode ser um programa de casal. Tá certo que assistir futebol para o homem representa mais do que um mero evento de fim de semana. É um ritual. Não se trata simplesmente de sair de casa às 15 para chegar ao estádio 15h30, assistir ao jogo que começa 16 e voltar às 18. Há toda uma preparação que envolve um planejamento minucioso e começa bem cedo, antes do horário do almoço. E em muitos casos, vale mais a resenha do pré-jogo, regado a cerveja e churrasco do que propriamente assistir a peleja.

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Mas se engana quem pensa que esse é um lugar de confrarias masculinas onde a mulher não pode entrar. Pelo contrário. Inserir a amada nesse contexto é uma excelente forma de unir lado a lado duas paixões que não precisam viver separadas. Além disso, reforçará ainda mais a afinidade entre os dois, que terão bons momentos para dividir, vibrando e chorando juntos, com cada um tendo no outro seu grande parceiro. Digo isso por experiência própria. Eu, como frequentador assíduo de estádio, sempre tento levar a Lu. Nem sempre é fácil (o ingresso não é barato e às vezes fica difícil explicar a ela a importância de um Galo x Joinvile), mas sempre quando ela anima é uma delícia. Um domingo diferente, no qual não é necessário escolhermos entre duas opções. Ambas se completam e deixam tudo muito mais divertido. Além do mais, caro Aristóteles, ela ainda sabe o que é um impedimento e é pé quente. É ou não é pra casar?

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No nosso caso deu certo. As duas famílias carregam no coração a bandeira do mesmo clube. Mas nem tudo são flores. Casais de torcedores de times rivais devem viver uma situação mais delicada. Em todo o caso, como diz o poeta, “o futebol é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes”, logo, certamente isso não deverá ser motivo de briga e a rivalidade pode até aquecer ainda mais o relacionamento. Quem sabe? Afinal, Vander Lee já cantava:

Ela finge que não, mas no seu coração

ainda sou artilheiro.

Só faz isso porque, meu irmão,

eu sou Galo e ela é Cruzeiro.