RELACIONAMENTO | Futebol também é programa de casal

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Aristóteles, baluarte do conhecimento filosófico e letrado que era em assuntos do coração já dizia: “case com uma mulher que reconheça um impedimento no jogo de futebol”. Invejosos dirão que é mentira, mas certo é que aquele negócio de mulher e futebol não combinar já deixou de ser verdade há muito tempo. Cada vez mais elas fazem parte do universo que é paixão nacional, seja assistindo aos jogos, comprando uniformes e (sim) indo ao estádio torcer pelo seu time.

Preferências clubísticas à parte (que o autor aqui não faz a menor questão em esconder) o foco do post é chamar a atenção para uma realidade que só tende a aumentar: ir ao campo também pode ser um programa de casal. Tá certo que assistir futebol para o homem representa mais do que um mero evento de fim de semana. É um ritual. Não se trata simplesmente de sair de casa às 15 para chegar ao estádio 15h30, assistir ao jogo que começa 16 e voltar às 18. Há toda uma preparação que envolve um planejamento minucioso e começa bem cedo, antes do horário do almoço. E em muitos casos, vale mais a resenha do pré-jogo, regado a cerveja e churrasco do que propriamente assistir a peleja.

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Mas se engana quem pensa que esse é um lugar de confrarias masculinas onde a mulher não pode entrar. Pelo contrário. Inserir a amada nesse contexto é uma excelente forma de unir lado a lado duas paixões que não precisam viver separadas. Além disso, reforçará ainda mais a afinidade entre os dois, que terão bons momentos para dividir, vibrando e chorando juntos, com cada um tendo no outro seu grande parceiro. Digo isso por experiência própria. Eu, como frequentador assíduo de estádio, sempre tento levar a Lu. Nem sempre é fácil (o ingresso não é barato e às vezes fica difícil explicar a ela a importância de um Galo x Joinvile), mas sempre quando ela anima é uma delícia. Um domingo diferente, no qual não é necessário escolhermos entre duas opções. Ambas se completam e deixam tudo muito mais divertido. Além do mais, caro Aristóteles, ela ainda sabe o que é um impedimento e é pé quente. É ou não é pra casar?

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No nosso caso deu certo. As duas famílias carregam no coração a bandeira do mesmo clube. Mas nem tudo são flores. Casais de torcedores de times rivais devem viver uma situação mais delicada. Em todo o caso, como diz o poeta, “o futebol é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes”, logo, certamente isso não deverá ser motivo de briga e a rivalidade pode até aquecer ainda mais o relacionamento. Quem sabe? Afinal, Vander Lee já cantava:

Ela finge que não, mas no seu coração

ainda sou artilheiro.

Só faz isso porque, meu irmão,

eu sou Galo e ela é Cruzeiro.