Dicas de viagem | Lavras Novas

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Final de semestre é assim: você vai colocando tudo em marcha lenta e fica na expectativa de aproveitar qualquer tempinho disponível para descansar da extenuante primeira metade do ano. E na falta de algo melhor (que começa com e termina com RIAS), um final de semana pode ser a oportunidade perfeita para dar aquela pausa da rotina e fugir para um lugarzinho buscando sossego e tranquilidade. Foi mais ou menos isso que fizemos no último sábado. Na companhia de mais três casais, saímos de BH cedinho pra aproveitar o fim de semana em Lavras Novas, uma cidadezinha a cerca de 120 km de BH, colado em Ouro Preto.

Lavras é conhecida pelas suas lindas paisagens, como os mares de morros, pelas cachoeiras, pela cultura nativa e toda uma atmosfera romântica que invade as ruelas e poucos restaurantes locais (é incrível a quantidade de casais turistando pela cidade). Outra peculiaridade famosa é o frio. E esse último não frustrou nenhuma expectativa. Estava de lascar, com temperaturas entre 7 e 11 graus, com sensação térmica de paleteca esquecida no fundo do congelador. O que foi bom, porque como mineiro já tem a mania de tirar o casaco do guarda-roupa com qualquer “20 graus”, Lavras foi a oportunidade perfeita para as meninas montarem toda aquela produção de inverno europeu que não tem clima para vestir por aqui. Foi um festival de gorro, luvas, jaquetas e cachecóis para todos os lados.

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Como o frio inviabilizava qualquer chance de curtir as cachoeiras (há controvérsias), o jeito foi aproveitar a área urbana de Lavras. Confesso que esperava mais das opções de entretenimento. Não são muitos os bares e restaurantes que chamam a atenção, aqueles que só pela fachada lhe convidam a entrar. Embora, no domingo foi possível tomarmos uma cerveja na Taberna Casa Antiga, um restaurante temático ao lado da famosa (e ryca) Pousada Carumbé que é show. Se um dia voltarmos, com certeza começaremos o passeio por lá. Em todo o caso, foi possível aproveitarmos um belo fondue de carne e queijo no restaurante Palavras Novas, que além de acessível (a conta com os fondues mais vinhos e outras bebidas ficou em R$ 150 por casal) é bem aconchegante. Curtimos também o restaurante medieval Santo Graal (do Vaxxcão) com boas cervejas artesanais. A decoração e os trajes dos garçons são um detalhe bem-vindo à parte.

Para se hospedar Lavras possui um leque diverso de alternativas. Das mais simples até a top das tops é possível encontrar opções para todos os gostos e bolsos. Nós optamos pela Bem Querer. Definitivamente não era uma pousada chique, mas possuía estacionamento, quartos honestos e um café da manhã ok (que poderia ser melhor). Como ficamos apenas de um dia pro outro e mais na rua do que na pousada, não há o que reclamar e atendeu bem as nossas expectativas em uma acomodação de R$ 180 a diária por casal.

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Por fim, as companhias merecem um capítulo à parte. Vocês já devem ter percebido que não somos muito de viajar acompanhados. Isso por um motivo simples: nós dois nos bastamos. Não no sentido pretensioso da palavra, mas é incrível como mesmo namorando há 11 anos conseguimos nos divertir tanto juntos, curtindo muito a companhia um do outro. Não existe uma rotina ou um momento entediante preenchido por um silêncio constrangedor, e nunca precisamos de outras pessoas pra extrair boas lembranças dos lugares em que fomos. Mas dessa vez foi divertido curtir a experiência ao lado de bons amigos. Ter outras pessoas com quem conversar, brincar, beber foi uma delícia e trouxe boas energias para o passeio. Se a máxima que diz que “ao viajar entre amigos os laços se apertam ainda mais ou se rompem completamente” é verdade, essa viagem provou que, definitivamente, voltamos ainda mais próximos e é ótimo ter a certeza disso.

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