WISHLIST DE NATAL | PARA ELES

Depois que a Lu postou a wishlist de natal dela, com possíveis presentes para a chegada do bom velhinho, está na minha vez de sugerir aqueles que podem ser boas alternativas de presentes para mim \o/. E que claro, podem inspirar também as namoradas aflitas para decidirem o que comprar para os namorados e maridões faltando apenas 15 dias para a data especial. Como sempre, tentei ser o mais eclético possível com alternativas de preços variados, mas com presentes interessantes (fugindo dos repetitivos camisa polo ou loção de barbear) e pertinentes ao gosto masculino.

Amor, estou deixando uma dica maravilhosa. É só escolher rsrs

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1 – Pasta de couro modelo carteiro – Para mim o melhor modelo de pasta para o trabalho, ideal para carregar notebook, tablet, livros e documentos. Além de proporcionarem um visual bem mais moderno, duram por séculos. Não são baratas, mas vale o custo. Depois de anos com uma preta, agora quero uma marrom ou couro envelhecido.

2 – Sapato Oxford preto – Uma ótima alternativa para fugir do sapatênis  e ideal, tanto para o trabalho quanto para passeio. Está super na moda e o modelo clássico social ganhou umas versões bem modernas e trabalhadas.

3 – Sunga – Fim de ano é época de pensar na mala para a praia de janeiro e nesse quesito a sunga não pode faltar. Alguns preferem os calções ou bermudas tipo surfista, eu não e se você tiver menos de 50 anos e não tiver exagerado demais na ceia ao longo do ano, sugiro fazer o mesmo.

4 – Kit Coleção The Walking Dead – Com três volumes, essa é uma boa opção pra quem é amante da série que está bombando na AMC. Sempre gosto de ler a versão em livro dos meus seriados preferidos, porém agora diferente do que fiz em GoT, quero ler depois de assistir pra conservar o nervosismo da série de TV.

5 – Cooler com alto falantes – Cooler já é uma ótima opção para gelar a cerveja levada ao estádio ou à pelada, se vier com um suporte para som então, perfeito. Desde que vi essa opção, ela não sai da minha lista de coisas a comprar. Grande ideia (por que eu não pensei nisso antes?)

6 – Kit de cerveja de trigo – Se não rolar o cooler, pelo menos o kit de cerveja sai. Todo homem que gosta de cerveja, adora experimentar sabores novos. E um kit com pelo menos duas cervejas de trigo importadas é sempre algo que fará os olhos de qualquer cervejeiro que se preze brilhar. Nesse caso, para mim, a Paulaner é insuperável!

 

E aí, tem mais alguma boa dica?

 

Dica literária | As mentiras que os homens contam

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Se tem um estilo literário que não sai de jeito nenhum da minha estante de livros é a crônica. É com certeza o estilo que mais me influencia, porque nada é mais inspirador do que as banalidades do dia a dia que geram um vasto repertório de casos e causos prontos para serem degustados. E entre os grandes cronistas que admiro como Rubem Braga, Drummond, Machado e Fernando Sabino, ninguém é de leitura tão agradável quanto Luis Fernando Veríssimo (embora Sabino dê uma competição acirrada).

Por isso, já estava passando da hora de uma dica literária no blog desse autor que tanto admiro. Para começar, o divertidíssimo As Mentiras Que os Homens Contam, um livro de leitura tão rápida que da raiva. 166 páginas divididas em crônicas rasteiras e deliciosas sobre as pequenas mentiras que percorrem o dia a dia, sutilmente, sem causar grandes estragos. Aliás, evitando grandes e irreversíveis estragos.

Irresistivelmente bem humorado, irônico, sarcástico e por vezes até ingênuo, esse livrinho reúne alguns dos contos mais hilários que já li, como Grande Edgar, Aliança e O Dia da Amante. Tudo com a leveza e a inteligência de um autor que conseguiu capitar através do talento da observação as nuances que percorrem nosso cotidiano e que vai te fazer sorrir por reconhecer no livro coisas que você também já se pegou fazendo. E antes que as feministas mais exaltadas se rebelem, o livro não tem nada de machista. São crônicas fictícias e divertidas, feita para entreter, não para criticar.

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Para atiçar ainda mais a curiosidade, segue abaixo um trechinho do prefácio de As Mentiras que os Homens Contam, livrinho que sai ano, entra ano e está sempre presente na minha cabeceira.

“Não é bem assim. Os homens não mentem. No máximo, inventam histórias para proteger as mulheres. Sério. Começa com a mãe, é científico. Sabe aquele dia em que você acorda sentindo uma coisa estranha no peito e não pode ir à escola? Você não vai dizer para sua mãe que não fez o dever, mas sim que está muito doente, com um mal-estar terrível. Vai deixá-la feliz, cuidando de você. Afinal, alegria de mãe é se preocupar com o filho.”

A Culpa é das Estrelas | Nossas impressões

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Como não poderia deixar de ser para dois cinéfilos declarados, na semana dos namorados decidimos assistir a um filme fofo e romântico no cinema (ela adora e eu, diferentemente do estereótipo masculino, não acho ruim. É simpático e apesar de previsível, nos faz bem, o que já é motivo suficiente para justificar o entretenimento). Pois bem, o escolhido da vez foi o mega anunciado (e esperado) A Culpa é das Estrelas.

Antes de tudo é preciso dizer que não lemos o livro, por isso, a análise é puramente sobre o conteúdo do filme. Se foge ou não da história original, não podemos afirmar. Mas o fato é que, após assistir La película despertou-se um ligeiro desejo em ler a obra de John Green.

Para os poucos terráqueos que, assim como eu, ainda não conheciam a trama, já que o livro é um fenômeno mundial com quase 11 milhões de cópias vendidas, traduzido para 46 idiomas e recordista em vendas no Brasil com quase o dobro de cópias do segundo colocado, A Culpa é das Estrelas narra a história de Hazel Grace, uma adolescente com câncer praticamente terminal que se apaixona por Augustus, um jovem espirituoso e também com câncer, durante sessões de um grupo de apoio com a doença.

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No romance, carregado com grandes doses de drama, a mudança no cenário crítico normalmente associado ao paciente com a doença, transferindo a esperada vítima em heroína é um traço interessante. Além disso, o casal (Hazel e Gus) tem uma incrível capacidade de gerar empatia (aprenda Bella e Robert). Nos pegamos várias vezes sorrindo durante uma cena, simplesmente porque a química entre os personagens parece quase tangível. Destaque para a interpretação primorosa de Shailene Woodley (novamente Kristen, por favor, assista ao filme e aprenda como chorar e ter mais de duas expressões). A intérprete de Hazel Grace dá um show com olhares, sorrisos, alteração de tom de voz e expressões corporais, transferindo sensibilidade e emoção à trama.

Os diálogos rápidos e o foco quase que exclusivo nos dois protagonistas e seus dilemas com a doença deixa a história com uma simplicidade juvenil, condizente com a proposta da obra de valorizar o amor adolescente. Assim como a irreverência da dupla ao tratar muitas vezes seus problemas clínicos de forma descontraída e brincalhona, apesar de tudo, sem a autopiedade comum ao gênero, o que cria algumas passagens engraçadas.

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Por fim, apesar do final previsível, o trabalho feito com um tema espinhoso como o câncer na adolescência e uma história de amor com data de validade compõem um romance bonito, verossímil e comovente e que justifica o sucesso e a expectativa gerada.

Obs.: Desde a morte de Mufasa em O Rei Leão, não me lembro de ter visto tantas pessoas chorando no cinema. A Lu alegou um rápido resfriado causado pelo ar condicionado, mas sou capaz de jurar tê-la visto com olhos marejados por outro motivo.

Se você ainda não viu, assista e conte-nos o que achou. É uma boa dica para o fim de semana.

Pornopopéia – um romance nada romântico

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Divido os livros entre os ruins, os bons, os ótimos e os rarississimos (como diria a Patrícia que de Poeta não tem nada) “leria novamente”. Essa última categoria não deve ter mais do que 5 ou 6. E é exatamente nesse grupo que encaixaria Pornopopéia. Sem dúvida nenhuma entre os melhores títulos que já li, Pornopopéia é um livro ácido, forte e pra que tem estômago.

Crítico ferrenho da sociedade hedonista atual, cheio de baixaria, palavrões, descrições explícitas de um sexo nada implícito e todo tipo de argumento vil mundano ele conta a história de Zeca, um ex-pseudo-cineasta falido e fudido que tem tudo pra ser um anti-herói daqueles, mas por quem acabamos nos interessando e torcendo a favor à medida que o livro se desenrola.

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Como dito na própria descrição da obra, esse é um livro de excessos para a era dos excessos. Com uma linguagem clara, ácida, extremamente irônica e que chega a ser bastante engraçada a história conduz o leitor a uma atmosfera densa e nebulosa, onde o inconsequente e alucinante estilo de vida de Zeca o leva às mais loucas consequências de uma vida desregrada e de interesse na satisfação imediata. Destaque à redação primorosa do texto, onde o autor faz uso de inúmeras figuras de linguagem, como aliterações, sinestesias, prosopopeias, metáforas, ironias e pleonasmos, detalhes que valorizam ainda mais o conteúdo.

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Escrito por Reinaldo Moraes e tido como um dos melhores títulos nacionais de 2009 e 2010, Pornopopéia é uma obra que vale a leitura, principalmente se você estiver cansado de roteiros água com açúcar e sem um pingo de originalidade. Porém, como disse, é o livro anti-fofura, portanto, se isso for um problema, nem comece. Duvida? Sinta o drama então só da primeira frase do texto:

Vai, senta o rabo sujo nessa porra de cadeira giratória emperrada e trabalha, trabalha, fiadaputa.”

Não o julgue pela capa (ou pelo nome), leia-o e depois nos conte o que achou. E da próxima, prometo trazer uma sugestão literária mais dócil e amável. Palavra de escoteiro!