Treinamento para filhos | Ter ou não ter um cãozinho?

Desde que eu me entendo por gente lembro-me de ter um cachorro em casa. Tinha vira-lata, cachorro de raça, filhotes e mais filhotes para doar. Com um quintal grande era fácil convencer meu pai de que eu queria mais um filhote. A Luna, nossa Poodle que hoje tem 18 anos, eu mesma escolhi. Se for pensar bem, ela fez parte de mais da metade da minha vida, e em praticamente todos os momentos ela estava presente.

Luna: velhinha cãopanheira.

Com o Patrick não foi diferente. Quintal grande, cachorros e mais cachorros: Vira-lata, Pastores (Belga, Alemão, Malinois), Dobermann, Rottweiler e uma infinidade de Nero e Nilo (não sei porque repetiam tanto os nomes, rsrs), de modo que crescer e viver na companhia de um amigão de 4 patas não é só normal, como faz parte da concepção de família dele.

Jolie, quanta delicadeza! Quem vê assim até pensa.

E foi assim, até nos casarmos. Antes de sairmos da casa dos pais eu vivia cercada pela onipresença da Luna com seus passinhos minúsculos ao lado da minha janela toda manhã e com a molecagem da nova habitante Jolie, nossa linda pastora alemão de energia interminável (sério, sabe o Marley do filme? Ela é 10x mais agitada, acredite). Já ele não desgarrava da doce Luna (sim, o mesmo nome da minha, eles tem esse probleminha), também pastora, mas uma lady totalmente diferente da Jolie e a Serena, vira-lata fofinha e peluda que não cansa de pular na gente.

Luna sendo Luna. Serena sendo Serena.

Quando nos casamos, toda essa ninhada ficou na casa dos pais. Afinal, é impossível conceber dois pastores dividindo espaço com a gente em um apê de 70 metros quadrados, enclausurados sozinhos durante o dia. Foi triste. Acho que até mais pra ele, já que sempre foi muito apegado. De modo que conversamos sobre, um dia, quem sabe, adotarmos um filhote.

Era uma vez um jardim. A verdadeira face da Jolie.

Esse é sempre um assunto em pauta. Ele sonha com um Beagle, eu penso em alguns mais dóceis e tranquilos. Mas a verdade é que decidimos, por ora, adiar esse sonho. Com 4 meses de casados estamos, enfim, se adaptando à nossa rotina e por mais que gostaríamos, não cabe um cachorrinho em nossas vidas agora. Não é só a falta de espaço/estrutura. É a falta de tempo de qualidade para ficar com ele. É a falta de humanidade em deixá-lo preso todo dia em um lugar em que ele mal terá como gastar sua energia, na solidão por 10, 12 horas. E é abrir mão de um estilo de vida que pela primeira vez estamos tendo um gostinho, de sermos livres, mesmo estando casados. De sermos desimpedidos para pegarmos o carro e viajar sem ter que avisar a ninguém ou conciliar com a família para ficar com ele. É não se ver obrigado a nenhuma responsabilidade que tire o nosso tempo de estar junto, uma das coisas que mais prezamos (porque é óbvio que se dedicar a cuidar de uma vida como a deles exige extrema responsabilidade). É querer não ter rotina dentro da própria rotina. (É também preservar todos os móveis novinhos de um lar recém-criado – Ai meu sofá branquinho!). Enfim, é aceitar que hoje precisamos priorizar, e priorizar significa abrir mão. Corta o coração vê-lo se despedir da Luna e tem horas que adoraria levar a Jolie pra casa, mas no momento escolhemos nos curtir e aproveitar a delícia de um período novo em nossas vidas, deixando o terceiro membro da família para daqui alguns anos. Quando isso acontecer, talvez nossa família seja mais completa (estilo a três?), e será um caminho natural percorrido com paciência e aceitação daquilo que podemos oferecer.

E você? Tem um animalzinho na família (gato, cachorro, periquito)? Casou e levou o cãozinho? Deu certo? Pensa em levá-lo se casar? Conta aí!

 

 

Diário de bordo | primeiros 60 dias de casados

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Não sei como é para as mulheres, mas entre os homens é quase consenso:

– Casou? Puts! Prepare-se.

– Tenha calma e haja paciência!

– Sua vida será outra. Muda completamente!!

– Namorar é uma coisa, casar é ooooutraaa! Totalmente diferente.

– Prepare-se pra conhecer uma nova Luiza!

– Dormir sob o mesmo teto é muito diferente!! Bem mais difícil!

– Antes vocês discutiam e bastava deixá-la em casa. Agora tem que dormir com o inimigo. É complicado…

– Aproveita, meu amigo. Aproveita enquanto está namorando, porque no dia seguinte ao casamento, tudo começa a mudar.

E passados exatos dois meses do dia em que subimos ao altar, devo dizer: nada disso ainda foi verdade. Pelo contrário. Talvez esses tenham sido os dois meses mais divertidos de nosso relacionamento, pelo menos para mim.

Sim, algumas coisas mudam. É uma nova rotina, um novo lugar onde morar, uma nova forma de fazer as coisas, novas despesas, cozinhar, lavar, faxinar.

Sim, alguns conflitos existem. Ela não gosta que eu deixe as gavetas abertas e eu não gosto que ela ande descalça.

Mas tudo isso é totalmente solucionável, com pequenas adaptações valiosas para uma convivência em harmonia. Além disso, são parte interessante de encaixe e que discutimos, refletimos, corrigimos, policiamos e vamos vivendo em frente. Sem o mínimo estresse.

Novos prazeres são descobertos a partir de novos hábitos e formas de se fazer velhas situações tem uma nova cara. Muito mais empática. Dar faxina? Ok, não é meu hobby preferido para um sábado de manhã. Mas limpar a sua casa e os móveis que você escolheu com carinho para receber seus pais em um almoço junto de sua esposa, ouvindo música, já não parece um monstro tão grande, pelo contrário. Cozinhar a dois? Pode ser também muito divertido. Lavar a roupa (a máquina lava) enquanto o outro tira o lixo e arruma a cama? Tudo certo também. Lavar o banhei… (não, esse tópico ainda estamos em fase de negociação). Mas o certo é que uma divisão de tarefas equilibrada deixa tudo mais fácil, sem que nenhum possa jogar alguma coisa na cara do outro.

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E aquele papo de que você não conhece a pessoa até morar junto é a maior balela do mundo. Acho que é muito mais o fato de você não conhecê-la bem enquanto namoram, aí, naturalmente, quando se casarem vocês perceberão as diferenças, porque não se conheceram mesmo ora. Mas para nós, ainda mais depois de tanto tempo de namoro, cada defeito e virtude do outro são muito íntimos a nós. Reconhecemos aquilo que deixa o outro feliz; aquilo que o chateia; aquilo que simplesmente não importa; aquilo que importa muito. Então não há muito porque ter conflito de convivência. Para nós, por ora, o que temos é uma profunda afinidade reforçada pela proximidade e relação diária. Vivemos evitando os conflitos e buscando os momentos de felicidade, que muitas vezes são os mais simples, como acordar junto e fazer uma hora até levantar, esperar o outro para escovar os dentes dançando e, até, (pasmem) dar a terrível faxina.

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Por enquanto é isso. Como disse acima, são apenas 2 meses. O universo é pequeno para qualquer pesquisa mais profunda, mas sobrevivemos bem e seguimos adaptando da melhor forma como conseguimos. O casamento não é o monstro que as vezes tentam nos vender. Principalmente se você escolher a pessoa certa, como eu felizmente escolhi. Câmbio, desligo.

 

 

Nossos votos | Dele para ela

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“Meu luar.

Em quase todas as culturas que habitaram o planeta a lua sempre teve papel capital. Em muitas ela assumiu identidades divinas. Já foi Isis, já foi Diana, já foi Shiva. Em outras influenciou no momento da caça, da pesca e da plantação. E em quase todas foi e continua sendo nossa principal baliza determinante do tempo –  tempo, esse nosso companheiro de tantos carnavais e de tão lindas memórias.

Seu ciclo, dividido em fases marcam as etapas da vida humana. Mas poderia também marcar a etapa de nossa vida. A Nova, no caso, seria o início. Um pedido de namoro adolescente, 12 anos atrás. Assim como a lua, ela ainda era escura, misteriosa. Como sua face escondida do sol nosso relacionamento era algo que não sabíamos o que seria, desconhecido, sem visão de futuro. Mas para nós bastava. Nosso único compromisso era entre nós mesmos e a felicidade morava logo ali, entre uma e outra rua do Santa Inês, sem cobrança, sem pressão, sem a tão distante vida adulta.

Mas, assim como a face visível da lua, nossas ambições também cresceram. De Nova passou a Crescente. De namorico passou a namoro sério. Novas obrigações e desafios exigiram mais. Mais cuidado, mais presença, mais amor. Namorar deixou de ser nossa única função, mas continuou sendo nossa principal busca por felicidade.

E hoje, como a lua perfeita a iluminar esse céu, chegamos a fase Cheia. Tão mística, tão reveladora e tão fascinante. Hoje, minha lua, nos casamos. Hoje nos abrimos completamente um ao outro, nos desnudamos de qualquer segredo e nos revelamos de corpo e alma. Hoje, todas as crateras são visíveis, sem máscara, sem sombra, e o lado oculto de cada um começa a ser evidente. Mas hoje também é quando começamos a viver a luz em estado pleno e que nos deixa vislumbrar um futuro mais nítido. Um futuro de doação, de amor que se constrói, de respeito absoluto e de confiança inabalável. De união, tão forte como a força das marés. Aliás, que a lua cheia de hoje aja em nossa vida como age no mar que tanto amamos, trazendo ondas de afeto desmedido e levando pra longe as impurezas de um relacionamento destrutivo.

Que possamos viver intensamente essa fase tão esplendorosa da vida. Uma fase cheia de luz e rodeada, como hoje, por pessoas que amamos. E que quando começarmos a viver a fase Minguante, que essa nos traga a serenidade de um amor tranquilo, que encontrou sossego no peito e no coração do outro. Que saibamos que o amor aquece, mas também abranda e também acalma, sem deixar de ser amor.

Hoje, meu chamego, me caso com a minha lua. Ela, sempre um farol natural a orientar os viajantes – já ilumina o meu caminho há 12 anos. Mas dessa noite em diante será pra sempre somente a minha guia, minha companheira de jornada, me afastando da solidão até nas horas mais escuras.

Hoje, encontrei você. E prometo não te deixar ir embora pela manhã quando o sol chegar.

Minha Lu, minha luz, minha lua.

Com amor, Patrick. ”

 

 

 

Nossos votos | Dela para ele

14370193_1742354612696624_6015580735023684667_n“Há mais de 12 anos atrás decidimos caminhar juntos. Mesmo tão jovens e sem entender o peso que essa decisão teria em nossas vidas embarcamos nessa linda jornada que nos trouxe até aqui.

E não é que aquele jovem casal de adolescentes estava certo?
Passamos por muitas fases juntos, amadurecemos e vimos o nosso amor florescer.
A ansiedade e intensidade da adolescência deu lugar a um amor tranquilo e sólido e fomos percebendo que já não fazia sentido caminhar sem o outro.
Eu desejo que sejamos sempre melhores juntos, que a paciência, respeito e amor reine em nosso lar. Que tenha leveza, que o amor nos transborde e nos transforme.
Que eu possa ser para você seu porto-seguro, sua melhor amiga, seu amparo nos momentos difíceis, sua alegria ao voltar para casa e ser seu eterno amor.
E se eu pudesse voltar há 12 anos atrás eu faria tudo novamente e escolheria você todas as vezes para ser meu par.
Amo muito você.
Lu”

TENSÃO PRÉ- CASAMENTO | Por uma noiva ansiosa

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Teste de cabelo e maquiagem, reunião com decorador, contraprova de degustação, cerimonial, chá de panela, prova de vestido, escolha de acessórios… A lista de coisas para fazer parece interminável e realmente é. Só não parece tão monstruosa quanto para nossos queridos noivos que ficam com a “seleção da seleção”, aquele filtro dos últimos 3 fornecedores de uma lista com 40, afinal, quem vai confiar tarefas tão detalhistas a eles, os reis da praticidade?

Confesso, sou aloka da planilha do check list. Passo e repasso mil vezes o que ainda falta, mas fui tão prática em fechar diversos fornecedores só por Whatsapp que fico até espantada. Não conheço a cara de vários e espero que tudo saia conforme combinado! #OREMOS

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Imagino que as noivas sejam 98% iguais (Bridezillas kkkk). Todas nós queremos um casamento que saia como meticulosamente planejado, igualzinho os das princesas Disney (tirando o fato de que elas não devem contar com uma queda de energia em seus Castelos ou um buffet de salgadinhos frios e cervejas quentes). Seria muito  mais fácil se tivéssemos uma fada madrinha como elas. As vezes até temos (o que seria de nós sem um cerimonial atencioso?), mas como elas ainda não vêm com varinha encantada incluso no pacote, fico eu aqui, estressada e controladora.

Acho que isso é resquício de minha época como coordenadora de eventos, em que confiar em fornecedores nunca era fácil. Sei que muitas coisas podem e vão dar errado. A ansiedade aumenta, mas já estou tentando me preparar psicologicamente para isso e deixar mil planos B traçados. Será que existe um Santo das Noivas??

Diferentemente do Patrick, coloquei mais energia na comemoração do casamento e não no pós, na vida a dois. Não que eu não ache legal e nem queira muito isso, mas meu sonho de casar de véu, grinalda e uma festança já faz parte do meu imaginário desde sempre e acompanhar esse sonho se tornando realidade é uma satisfação muito grande. Quanto ao pós casório? Isso a gente vai construindo depois, lado a lado, focando no carinho, na paciência, no respeito e na parceria. Já fazemos isso há 12 anos, não é possível que seja tão difícil. Então, por ora, que venha a festança!

 

Se 12 anos fossem 12 meses

Tempo. Talvez seja esse o recurso mais importante da vida. Aquele que ao final, independente de raça, credo ou gênero, independente do que ficou de saldo em sua conta corrente, será, sem dúvida, o remédio pelo qual clamaremos. Mais tempo. Nem que sejam alguns minutinhos. Apenas para realizar o que faltou em nossa lista de prioridades, ou para fazer de novo aquilo que nos marcou a ponto de querer repetir.

De todas as invenções humanas, a ideia de dividir um determinado período em horas, depois dias, meses e anos provavelmente foi a melhor forma de criar ciclos e marcar recomeços, nos dando a oportunidade de reiniciar sempre, com novas expectativas, interesses e objetivos. Independente do caminho que tomou, você sempre poderá recomeçar e tentar novamente, pois um novo dia se inicia.

E hoje, ao completar 12 anos de namoro, um novo ciclo está para começar. É o nosso último aniversário que comemoramos “solteiros”. A partir do próximo ano começamos uma nova contagem, uma experiência diferente, marcada como tempo de casado. Zeramos uma volta no ponteiro e começamos outra. Só possível por causa de 12 anos de entrega que deixaram marcas e nos prepararam para essa nova jornada.

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12 anos. 12 anos não são 12 meses, pensamos. Mas e se fossem? Se fossem, estaríamos hoje marcando o fim de um ciclo, mas já comemorando o início de outro. E não é exatamente isso o que estamos fazendo?

Se fossem, teríamos vivido os primeiros anos de relacionamento na temperatura dos primeiros meses do ano. Um verão incandescente de maravilhosas descobertas a dois. Tempo onde a diversão era o nosso único e maior objetivo. De uma vida adolescente, sem trabalho ou grandes preocupações. Um período de férias na praia, de carnaval, descompromissado e por isso tão gostoso e ainda vivo em nossa memória. (Afinal não é sempre nas férias onde tiramos a maior quantidade de fotos?). Um trimestre que forjou nossa relação, selando almas tão diferentes a ponto das duas escolherem caminharem juntas. O início. Até que as águas de março fecharam o verão.

Se 12 anos fossem 12 meses, abril marcaria justamente uma fase de amadurecimento do relacionamento que passou a conviver com novas prioridades. A escola dava lugar a faculdade. O ócio dava lugar ao compromisso profissional. Outono começava com dias cinzentos ainda não vistos, mas com sua beleza “desabrochante” de algo que recomeça. Agora mais maduro, mas nem por isso menos intenso. Abril, maio e junho representaram a transição entre um namoro adolescente e a expectativa de uma vida a dois adulta. Brigas aconteceram. Algumas sérias. Mas serviram para cimentar o lugar que o relacionamento levaria em nossa vida. Nem excessivamente sufocante, nem como um mero coadjuvante. A busca pelo equilíbrio em um caminho no qual folhas e excessos se perdem, para renascerem mais belos na frente.

Junho começou tempestuoso. Quem não conhece a fatídica briga dos sete anos? O relacionamento estava consolidado, ao mesmo tempo em que a fase das grandes descobertas já se fora. O novo só é novo quando acontece pela primeira vez e depois disso, já não é mais tão fácil se impressionar. O inverno trouxe outros questionamentos. Mas foi também a época que nos exigiu buscar razões para continuar. E elas estavam lá. Por trás da crosta de amenidades a essência se mantinha a mesma do verão de outrora. Duas almas que eram só uma e que apesar de buscarem coisas diferentes, queriam buscar juntas. Alguns chamariam isso de amor. Provavelmente era. Muito maior do que a paixão, foi esse o sentimento que nos deu fôlego para buscar a primavera.

E assim ela surgiu. Chegamos a um amor sereno. Redescoberto. Com a beleza do carinho da primavera. Nem tudo são flores, é verdade, mas do 9º até hoje, quando completamos o décimo segundo ano, foi quando nos sentimos mais conectados. Máscaras não existem mais. A cobrança já não vem se não tiver importância. E nada é mais importante do que nós, em plenitude. Todos os nossos interesses, desejos e emoções buscam caminhar juntos e só dessa forma fazem algum sentido. Meu Deus, como isso é claro agora.

E hoje, nesse 12 anos, vivemos um período de festas. Superamos o renascimento do Natal e estamos vivendo o foguetório de réveillon, nos despedindo de um ano velho e especial, e nos preparando para novos 12 meses de uma fase encantadora. Talvez ela sofra das mesmas adversidades de dias passados. Mas se assim for, eu aceito de corpo e alma.  Porque ao seu lado todo o tempo do mundo será sempre pouco tempo. E eu não posso deixar de apreciá-lo.

Feliz 12 anos.

Com amor.

 

Patrick

O que eu aprendi aos 27 anos

Domingo passado, dia 09, foi o meu aniversário \o/ (e também o dia dos pais, então vocês podem imaginar como é ótimo para uma leonina dividir seu aniversário que acontece uma vezinha só por ano com todos os pais do universo). Apesar da concorrência – desleal, diga-se de passagem, foi um dia muito feliz. Não que eu seja apaixonada pela data em si (quem me conhece sabe que não é bem assim), porém é sempre um momento de reflexão pra mim, onde dou uma paradinha pra repensar o que eu fiz até agora na minha vida e aonde ainda quero chegar.

Pensando nisso resolvi compartilhar uma listinha que fiz refletindo sobre o que hoje tenho como verdade e como fui mudando de opinião ao longo dos anos, amadurecendo e buscando outras coisas na vida. Talvez algumas delas tenham a ver com você também. Olha só.

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Créditos das fotos: Bruno Silva Fotografia

RELACIONAMENTO | 5 Indícios de que vocês estão prontos para casar

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Quem namora, sobretudo quem namora há muuuito tempo sabe que mais dia menos dia chegará a hora de levar a relação ao próximo nível e iniciar os preparativos para, finalmente, juntar as escovas de dente. Acontece que nem sempre o prazo para essa mudança tão importante na vida do casal é percebida em sintonia e pode acontecer de um achar que é o momento certo e o outro pensar que pode esperar mais um pouquinho, afinal, (afinal, sempre é possível encontrar alguma desculpa, não é mesmo?)…

Evidentemente, essa é uma questão muito particular em que cada um deverá procurar entender o outro e a si mesmo para não acabar tomando uma decisão precipitada ou baseada em pressões externas de quem não estará vivenciando o casamento. Em todo o caso, preparamos uma listinha com 5 sintomas que, se identificados, podem ser sinais de que o grande dia está chegando para o seu relacionamento. Veja:

 

1)  O respeito prevalecerespeito

Com amor é fácil, é mole, é lindo, mas nenhuma relação sobrevive se não houver respeito mútuo. Isso serve para tudo e todos, do cara que pega ônibus com você, à futura mãe dos seus filhos. Nenhum relacionamento de longa data da certo sem a certeza de que cada um sabe respeitar os hábitos, conflitos e diferenças do parceiro.

 

2)   Rotina não é mais pejorativo

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É comum ouvir que a rotina é o mal de qualquer relação. Não acredito nisso. Em uma vida de 30, 40 anos juntos como a dos nossos pais o que mais vai existir é a rotina, afinal, é impossível sair pra jantar em um restaurante novo a cada dia. Encontre beleza e divertimento nas coisas simples de sua relação, pois isso será a maior parte dela. Se acha passar um sábado à noite comendo brigadeiro e assistindo séries com o love tão ou mais interessante que uma balada, vocês com certeza estão no caminho.

 

3)  Os sonhos são sonhados juntos

 

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Os opostos se atraem? Nem tanto. Se almejam compartilhar os muitos anos que virão, o ideal é que tenham um plano de vida relativamente próximo. Planejar é uma das coisas mais divertidas de um relacionamento e isso dificilmente dará certo se você espera comprar o apê próprio daqui há 15 anos, mas ele quer andar de carro novo todo semestre. Se traçam planos juntos em que os dois apoiam e tenham como objetivo, pule 10 casas.

 

4)  O dinheiro não é um problema

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É incrível o número de casais que se separam por dificuldade em conciliar a vida financeira. Quando há uma disparidade entre os salários, pior ainda. Se a disparidade for em favor dela, as estatísticas, infelizmente, triplicam. Controlar bem o dinheiro e usá-lo sempre a favor do casal é um dos maiores desafios da vida a dois. Ter bom senso e flexibilidade para lidar com isso, respeitando os objetivos e conciliando as despesas é prova cabal de amadurecimento. Se ambos já têm esse controle, parabéns!

 

5)  Não há pressão

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Acredite: quando se tem 11 anos de namoro como nós você irá perceber que um dos principais assuntos nas rodinhas em família será o seu casamento. Pra piorar, todos os seus amigos estão se casando e até aquele brother putão que sempre se imaginou como um solteirão convicto decide lhe encaminhar um convite pra padrinho. A pressão será grande, tanto que vocês mesmos começam a se pressionar. Parem! Depois de casado, nenhum desses irá mear uma conta de luz ou servir de terapeuta do casal se as coisas não derem certo. A decisão deverá ser tomada exclusivamente por vocês. Se sozinhos, ungidos de paz e serenidade chegaram à conclusão de que é o momento, então meu amigo, vá fundo. Ela/ele tem tudo pra ser a pessoa certa.

 

P.S.: Se você é o detentor dos créditos de alguma das imagens utilizadas nesse post, entre em contato. Teremos o maior prazer em creditá-las à você.

VIAGENS | O paraíso de Ilha Grande

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Finalmente estamos de volta! Depois de lindos dias de férias voltamos para comprovar tudo aquilo que todo mundo fala (ou deveria falar) desse paraíso: Ilha Grande é com certeza um dos lugares mais lindos do planeta.

E não precisa visitar o mundo inteiro para saber disso. Basta olhar a infinidade de gringos que encontramos pela terrinha. Seja num passeio de lancha, restaurante, pousada ou supermercado, lá estavam eles. Talvez pela época do ano, mas juro que durante a semana parecia ter 80, 90% de gringos. Se ouvia pouco português. Americanos, franceses, alemães, suecos, argentinos, todos eles já descobriram essa maravilha que vários brasileiros ainda não conhecem. Muitos gringos, inclusive, estão morando por lá.

Também não é pra menos. Depois de passear por céu, terra e mar para chegar a esse paraíso, você imagina ter entrado num portal de maravilhas e a última coisa que pensa é em voltar. Enfim, melhor do que ler sobre isso é ver um pouco, um pouquinho só, desse lugar lindo e tão pertinho que deveria ser destino obrigatório para todos nós. Um lugar apaixonante e que não deve em nada pras belezas estrangeiras.

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Acredite, a cor da água é assim mesmo, sem filtro nem Photoshop. Um verde lindo e em alguns pontos um azul incrível. Fizemos mergulho com snorkel e vimos muitas espécies de peixinhos que não tinham medo de nos cercar.

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Fizemos o passeio Super Sul que passava pelas praias Caxadaço, Feiticeira, Lopes Mendes, Ilha de Jorge Grego e Dois Rios, além do Meia Volta à Ilha que vai nos principais pontos turísticos do norte, Lagoa Verde (<3 <3), Lagoa Azul, Japariz e Praia do Amor.

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Lopes Mendes é a praia mais famosa, eleita a segunda mais bonita do Brasil (ficando atrás somente duma em Fernando de Noronha), mas para nós a Dois Rios foi a mais impressionante. O nome é justamente pelo encontro de dois rios com o mar, formando um espelho d’água maravilhoso.

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Demais, né?!

DESTINO DE FÉRIAS | Ilha Grande

Venho por meio dessa avisar que é oficial: as férias finalmente chegaram! \o/ Depois de mais um semestre daqueles (graças a Deus), é hora de dar uma pausa, relaxar e se preparar para a segunda parte de 2015. E para aproveitar da melhor maneira possível estamos fazendo as malas para um destino que já há algum tempo estávamos doidos pra conhecer: Ilha Grande, no Rio de Janeiro.

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Ilha grande faz parte de Angra dos Reis, costa oeste do Rio de Janeiro. Como o nome já diz, a ilha é realmente enorme, com dezenas de praias e algumas acessadas apenas por trilhas na mata. A curiosidade de lá é que, diferentemente de Ilha Bela (onde fomos e também é lindo) não se pode entrar de carro, tudo por lá é ou a pé ou de barcos/lanchas. Talvez por isso o local seja tão bem preservado, com inúmeras belezas naturais, animais silvestres e águas cristalinas.

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É verdade que o start dessa viagem foi dado meio de uma hora pra outra, quando vimos coincidentemente uma matéria no Globo.com falando que a praia de Lopes Mendes, uma das maravilhas da ilha, estava entre as 10 praias mais bonitas do mundo. Com uma fachada dessa, não deu pra resistir. Compramos passagens, reservamos pousada e lá vamos nós.

Mas como todo mundo sabe, a parte boa da viagem começa muito mesmo antes do embarque. O planejamento de onde ficar, o quê visitar, como comer, vestir e se divertir é uma das partes mais legais do roteiro. Por isso, fizemos um guiazinho rápido sobre a ilha e que pretendemos estudar até a próxima semana, que é a data da viagem.

Estamos contando as horas. Em todo o caso, se você tiver ainda alguma dica, sugestão ou informação que acha interessante, compartilhe com a gente. É sempre o máximo saber de pessoas que já conhecem o destino. Na volta, com certeza, vamos ter um post com nossa opinião sobre a ilha e esperamos poder contar muitas coisas boas de lá.

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See you!