Diário de bordo | primeiros 60 dias de casados

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Não sei como é para as mulheres, mas entre os homens é quase consenso:

– Casou? Puts! Prepare-se.

– Tenha calma e haja paciência!

– Sua vida será outra. Muda completamente!!

– Namorar é uma coisa, casar é ooooutraaa! Totalmente diferente.

– Prepare-se pra conhecer uma nova Luiza!

– Dormir sob o mesmo teto é muito diferente!! Bem mais difícil!

– Antes vocês discutiam e bastava deixá-la em casa. Agora tem que dormir com o inimigo. É complicado…

– Aproveita, meu amigo. Aproveita enquanto está namorando, porque no dia seguinte ao casamento, tudo começa a mudar.

E passados exatos dois meses do dia em que subimos ao altar, devo dizer: nada disso ainda foi verdade. Pelo contrário. Talvez esses tenham sido os dois meses mais divertidos de nosso relacionamento, pelo menos para mim.

Sim, algumas coisas mudam. É uma nova rotina, um novo lugar onde morar, uma nova forma de fazer as coisas, novas despesas, cozinhar, lavar, faxinar.

Sim, alguns conflitos existem. Ela não gosta que eu deixe as gavetas abertas e eu não gosto que ela ande descalça.

Mas tudo isso é totalmente solucionável, com pequenas adaptações valiosas para uma convivência em harmonia. Além disso, são parte interessante de encaixe e que discutimos, refletimos, corrigimos, policiamos e vamos vivendo em frente. Sem o mínimo estresse.

Novos prazeres são descobertos a partir de novos hábitos e formas de se fazer velhas situações tem uma nova cara. Muito mais empática. Dar faxina? Ok, não é meu hobby preferido para um sábado de manhã. Mas limpar a sua casa e os móveis que você escolheu com carinho para receber seus pais em um almoço junto de sua esposa, ouvindo música, já não parece um monstro tão grande, pelo contrário. Cozinhar a dois? Pode ser também muito divertido. Lavar a roupa (a máquina lava) enquanto o outro tira o lixo e arruma a cama? Tudo certo também. Lavar o banhei… (não, esse tópico ainda estamos em fase de negociação). Mas o certo é que uma divisão de tarefas equilibrada deixa tudo mais fácil, sem que nenhum possa jogar alguma coisa na cara do outro.

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E aquele papo de que você não conhece a pessoa até morar junto é a maior balela do mundo. Acho que é muito mais o fato de você não conhecê-la bem enquanto namoram, aí, naturalmente, quando se casarem vocês perceberão as diferenças, porque não se conheceram mesmo ora. Mas para nós, ainda mais depois de tanto tempo de namoro, cada defeito e virtude do outro são muito íntimos a nós. Reconhecemos aquilo que deixa o outro feliz; aquilo que o chateia; aquilo que simplesmente não importa; aquilo que importa muito. Então não há muito porque ter conflito de convivência. Para nós, por ora, o que temos é uma profunda afinidade reforçada pela proximidade e relação diária. Vivemos evitando os conflitos e buscando os momentos de felicidade, que muitas vezes são os mais simples, como acordar junto e fazer uma hora até levantar, esperar o outro para escovar os dentes dançando e, até, (pasmem) dar a terrível faxina.

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Por enquanto é isso. Como disse acima, são apenas 2 meses. O universo é pequeno para qualquer pesquisa mais profunda, mas sobrevivemos bem e seguimos adaptando da melhor forma como conseguimos. O casamento não é o monstro que as vezes tentam nos vender. Principalmente se você escolher a pessoa certa, como eu felizmente escolhi. Câmbio, desligo.