11 pequenas descobertas da vida a dois

Passados pouco mais de 7 meses desde o “sim” definitivo, estamos experimentando um mar de descobertas a cada novo dia. Viver a dois dividindo uma casa é também dividir momentos de extrema felicidade, algumas frustrações e outras coisas menores que serão parte fundamental de sua vida sem que ao menos se dê conta, como tirar o lixo e fazer as compras no sábado. E isso definitivamente não é ruim (pelo menos a maior parte, as vasilhas da pia são ruim sim). É uma nova rotina, diferente e simples, mas com detalhes nos quais estão escondidas as pequenas alegrias de uma vida a dois.

Por isso, abaixo listamos algumas dos detalhes que percebemos nesse pouco tempo, desde que nos mudamos da casa dos nossos pais para o nosso novo home sweet home. Alguém se identifica?

1- A velocidade bizarra que uma geladeira se esvazia depois de fazer supermercado.

 

 


2- Tirar o lixo é bem importante, mas ainda nos esquecemos dele várias vezes. (E infelizmente a quantidade de lixo que um simples casal é capaz de produzir!)

 

 

3- Se o parceiro não entrar na dieta, você não vai emagrecer. (Um salve pra batata recheada do último domingo a noite com Neflix).

 

 

4- Acordar e dormir ao lado de quem se ama é uma das melhores coisas do MUNDO. Fato!

 

 

5- As contas nunca param de chegar, por mais que você as pague todos os meses.

 

 

6- A liberdade de não ter de dividir a TV com a novela da sua mãe é mágica (mas ainda sim às vezes tem o tal canal de futebol do marido. P.S.: alguém me explica a necessidade de ver um jogo repetido que você já sabe o resultado? )

 

 

7- Dar faxina não é tão romântico como nos filmes do cinema.

 

 

8- A personalidade do casal não muda. Somos exatamente iguais a antes do casamento, só que mais próximos, mais companheiros e mais apaixonados.

 

 

9- É difícil guardar dinheiro com tantos sonhos e possibilidades a realizar.

 

 

10- A saudade dos seus pais é um temperinho maravilhoso para os encontros com eles.

 

 

11- A sujeira das vasilhas é exponencial, nunca acaba. Pior do que as contas.

 

 

12- As plantas morrem se não regá-las. Essa descoberta foi bem triste na verdade.

Treinamento para filhos | Ter ou não ter um cãozinho?

Desde que eu me entendo por gente lembro-me de ter um cachorro em casa. Tinha vira-lata, cachorro de raça, filhotes e mais filhotes para doar. Com um quintal grande era fácil convencer meu pai de que eu queria mais um filhote. A Luna, nossa Poodle que hoje tem 18 anos, eu mesma escolhi. Se for pensar bem, ela fez parte de mais da metade da minha vida, e em praticamente todos os momentos ela estava presente.

Luna: velhinha cãopanheira.

Com o Patrick não foi diferente. Quintal grande, cachorros e mais cachorros: Vira-lata, Pastores (Belga, Alemão, Malinois), Dobermann, Rottweiler e uma infinidade de Nero e Nilo (não sei porque repetiam tanto os nomes, rsrs), de modo que crescer e viver na companhia de um amigão de 4 patas não é só normal, como faz parte da concepção de família dele.

Jolie, quanta delicadeza! Quem vê assim até pensa.

E foi assim, até nos casarmos. Antes de sairmos da casa dos pais eu vivia cercada pela onipresença da Luna com seus passinhos minúsculos ao lado da minha janela toda manhã e com a molecagem da nova habitante Jolie, nossa linda pastora alemão de energia interminável (sério, sabe o Marley do filme? Ela é 10x mais agitada, acredite). Já ele não desgarrava da doce Luna (sim, o mesmo nome da minha, eles tem esse probleminha), também pastora, mas uma lady totalmente diferente da Jolie e a Serena, vira-lata fofinha e peluda que não cansa de pular na gente.

Luna sendo Luna. Serena sendo Serena.

Quando nos casamos, toda essa ninhada ficou na casa dos pais. Afinal, é impossível conceber dois pastores dividindo espaço com a gente em um apê de 70 metros quadrados, enclausurados sozinhos durante o dia. Foi triste. Acho que até mais pra ele, já que sempre foi muito apegado. De modo que conversamos sobre, um dia, quem sabe, adotarmos um filhote.

Era uma vez um jardim. A verdadeira face da Jolie.

Esse é sempre um assunto em pauta. Ele sonha com um Beagle, eu penso em alguns mais dóceis e tranquilos. Mas a verdade é que decidimos, por ora, adiar esse sonho. Com 4 meses de casados estamos, enfim, se adaptando à nossa rotina e por mais que gostaríamos, não cabe um cachorrinho em nossas vidas agora. Não é só a falta de espaço/estrutura. É a falta de tempo de qualidade para ficar com ele. É a falta de humanidade em deixá-lo preso todo dia em um lugar em que ele mal terá como gastar sua energia, na solidão por 10, 12 horas. E é abrir mão de um estilo de vida que pela primeira vez estamos tendo um gostinho, de sermos livres, mesmo estando casados. De sermos desimpedidos para pegarmos o carro e viajar sem ter que avisar a ninguém ou conciliar com a família para ficar com ele. É não se ver obrigado a nenhuma responsabilidade que tire o nosso tempo de estar junto, uma das coisas que mais prezamos (porque é óbvio que se dedicar a cuidar de uma vida como a deles exige extrema responsabilidade). É querer não ter rotina dentro da própria rotina. (É também preservar todos os móveis novinhos de um lar recém-criado – Ai meu sofá branquinho!). Enfim, é aceitar que hoje precisamos priorizar, e priorizar significa abrir mão. Corta o coração vê-lo se despedir da Luna e tem horas que adoraria levar a Jolie pra casa, mas no momento escolhemos nos curtir e aproveitar a delícia de um período novo em nossas vidas, deixando o terceiro membro da família para daqui alguns anos. Quando isso acontecer, talvez nossa família seja mais completa (estilo a três?), e será um caminho natural percorrido com paciência e aceitação daquilo que podemos oferecer.

E você? Tem um animalzinho na família (gato, cachorro, periquito)? Casou e levou o cãozinho? Deu certo? Pensa em levá-lo se casar? Conta aí!

 

 

Diário de bordo | primeiros 60 dias de casados

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Não sei como é para as mulheres, mas entre os homens é quase consenso:

– Casou? Puts! Prepare-se.

– Tenha calma e haja paciência!

– Sua vida será outra. Muda completamente!!

– Namorar é uma coisa, casar é ooooutraaa! Totalmente diferente.

– Prepare-se pra conhecer uma nova Luiza!

– Dormir sob o mesmo teto é muito diferente!! Bem mais difícil!

– Antes vocês discutiam e bastava deixá-la em casa. Agora tem que dormir com o inimigo. É complicado…

– Aproveita, meu amigo. Aproveita enquanto está namorando, porque no dia seguinte ao casamento, tudo começa a mudar.

E passados exatos dois meses do dia em que subimos ao altar, devo dizer: nada disso ainda foi verdade. Pelo contrário. Talvez esses tenham sido os dois meses mais divertidos de nosso relacionamento, pelo menos para mim.

Sim, algumas coisas mudam. É uma nova rotina, um novo lugar onde morar, uma nova forma de fazer as coisas, novas despesas, cozinhar, lavar, faxinar.

Sim, alguns conflitos existem. Ela não gosta que eu deixe as gavetas abertas e eu não gosto que ela ande descalça.

Mas tudo isso é totalmente solucionável, com pequenas adaptações valiosas para uma convivência em harmonia. Além disso, são parte interessante de encaixe e que discutimos, refletimos, corrigimos, policiamos e vamos vivendo em frente. Sem o mínimo estresse.

Novos prazeres são descobertos a partir de novos hábitos e formas de se fazer velhas situações tem uma nova cara. Muito mais empática. Dar faxina? Ok, não é meu hobby preferido para um sábado de manhã. Mas limpar a sua casa e os móveis que você escolheu com carinho para receber seus pais em um almoço junto de sua esposa, ouvindo música, já não parece um monstro tão grande, pelo contrário. Cozinhar a dois? Pode ser também muito divertido. Lavar a roupa (a máquina lava) enquanto o outro tira o lixo e arruma a cama? Tudo certo também. Lavar o banhei… (não, esse tópico ainda estamos em fase de negociação). Mas o certo é que uma divisão de tarefas equilibrada deixa tudo mais fácil, sem que nenhum possa jogar alguma coisa na cara do outro.

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E aquele papo de que você não conhece a pessoa até morar junto é a maior balela do mundo. Acho que é muito mais o fato de você não conhecê-la bem enquanto namoram, aí, naturalmente, quando se casarem vocês perceberão as diferenças, porque não se conheceram mesmo ora. Mas para nós, ainda mais depois de tanto tempo de namoro, cada defeito e virtude do outro são muito íntimos a nós. Reconhecemos aquilo que deixa o outro feliz; aquilo que o chateia; aquilo que simplesmente não importa; aquilo que importa muito. Então não há muito porque ter conflito de convivência. Para nós, por ora, o que temos é uma profunda afinidade reforçada pela proximidade e relação diária. Vivemos evitando os conflitos e buscando os momentos de felicidade, que muitas vezes são os mais simples, como acordar junto e fazer uma hora até levantar, esperar o outro para escovar os dentes dançando e, até, (pasmem) dar a terrível faxina.

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Por enquanto é isso. Como disse acima, são apenas 2 meses. O universo é pequeno para qualquer pesquisa mais profunda, mas sobrevivemos bem e seguimos adaptando da melhor forma como conseguimos. O casamento não é o monstro que as vezes tentam nos vender. Principalmente se você escolher a pessoa certa, como eu felizmente escolhi. Câmbio, desligo.

 

 

Nossos votos | Dela para ele

14370193_1742354612696624_6015580735023684667_n“Há mais de 12 anos atrás decidimos caminhar juntos. Mesmo tão jovens e sem entender o peso que essa decisão teria em nossas vidas embarcamos nessa linda jornada que nos trouxe até aqui.

E não é que aquele jovem casal de adolescentes estava certo?
Passamos por muitas fases juntos, amadurecemos e vimos o nosso amor florescer.
A ansiedade e intensidade da adolescência deu lugar a um amor tranquilo e sólido e fomos percebendo que já não fazia sentido caminhar sem o outro.
Eu desejo que sejamos sempre melhores juntos, que a paciência, respeito e amor reine em nosso lar. Que tenha leveza, que o amor nos transborde e nos transforme.
Que eu possa ser para você seu porto-seguro, sua melhor amiga, seu amparo nos momentos difíceis, sua alegria ao voltar para casa e ser seu eterno amor.
E se eu pudesse voltar há 12 anos atrás eu faria tudo novamente e escolheria você todas as vezes para ser meu par.
Amo muito você.
Lu”

Achamos nosso apê! E ele é tudo o que a gente quer

Sabe aquele amor a primeira vista? A sensação de que aquele cantinho nasceu pra ser sua morada, que faz seu coração bater mais forte, suas mãos suarem de emoção e você dizer, MEU DEUS, É ESSE?! Então, ela não acontece. Pelo menos não assim, com todo esse show pirotécnico, porque você pode até se apaixonar de cara, mas é a construção paulatina e a perspectiva de dar cor e forma a um sonho imaterial que vai deixando tudo mais empolgante. É como uma tela em branco. Ela pode ser ótima, ter as dimensões certas, o material perfeito, mas é quando você começa a pintar que aquela obra realmente toma corpo e te fascina. Acho que é por isso que nossos pais nunca “terminam” suas casas. Há sempre uma pincelada a mais a dar. E a verdade é que a medida que você visita novos apartamentos seu cérebro começa a fazer uma rápida perspectiva mental de como sua vida se encaixaria nesse novo espaço, como você pintaria o quadro de sua vida nessa tela encontrada. É como um tour virtual do futuro e é aí que você se vê, de fato, morando ali ou não.

Para nós, a sensação mais próxima a isso aconteceu logo em nosso primeiro apartamento visitado. Depois de uma vasta pesquisa na internê, selecionamos uns 3 ou 4 e fomos ligando para agendar. Marcamos dois para um sábado pela manhã e logo no primeiro que entramos, pimba! Curtimos! Nos vimos morando lá. Frequentando aquela vizinhança, cortando os poucos quarteirões e indo a pé para o trabalho, decorando nossa sala de estar, cozinhando na cozinha apertadinha. Numa escala de pontos que começa do “incrível!”, passa pelo “ok” e vai até o “não rola”, nada ficou abaixo do tolerável. Bom começo. Mas era só o primeiro. Não podíamos sair fechando com o primeiro que achamos. Então deixamos ele em stand by e fomos procurar por novos.

Em outras visitas, outros argumentos. Uns bons, outros ok. Um muito bom, mas também muito acima de nosso orçamento. E sempre com a referência do primeiro. Depois de quase uma dezena e de dias varrendo os zapmóveis da vida decidimos pelo que vimos lá no início da procura. Incrível. O primeiro. Gostamos de pensar que era pra ser o nosso.

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Depois da papelada regularizada (manda documento, preenche contrato, colhe assinatura, pede certidão, registra no cartório…!) pegamos a chave. A ansiedade já era grande e no último sábado, enfim, enchemos o carro de badulaque, uns presentinhos aqui, uns negocinhos ali e fomos pela primeira vez ao nosso apartamento, vendo-o, finalmente, como nosso lar pelo próximo período de nossa vida. E essa sensação é indescritível.

A estrutura ainda é mínima (só tem a cama e hoje chega o sofá \o/), o eco ainda ressoa pelas paredes de cômodos completamente vazios, o chuveiro e o armário ainda precisam de um reparo, mas tudo isso é diminuído pelo sentimento forte de construção de um sonho em conjunto. De algo completamente seu. Mas totalmente nosso.

E de repente, nosso eixo de rotação mudou 180 graus. Lojas de arquitetura e decoração entraram em nosso radar, de modo que se antes meu Facebook era lotado de anúncios distintos, agora o algoritmo do Tio Mark só mostra promoções da Etna, Magazine Luiza e afins. É um novo universo, que assume a prioridade de um lugar que nunca existiu. E estamos adorando descobri-lo juntos.

Quem casa quer casa | Em busca do apartamento perfeito

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Quem casa quer casa, já dizia mamãe Ana. E agora, faltando pouco mais de 30 dias pro casório esse tem sido nosso principal ponto de discussão. Confesso que esperávamos que fosse mais fácil, até pelo cenário econômico no qual a oferta é gigante e os preços tendem a diminuir, mas a verdade é que aliar a expectativa de tudo que sonhamos com a realidade do que encontramos é um desafio importante a superar. E olha que nosso perfil nem é tão difícil assim.

Desde muito cedo havíamos decidido pelo aluguel ao invés da compra. E por mais que seja difícil explicar pra quem sempre achou que “quem compra terra não erra” e que “alugar é dar dinheiro pros outros”, para nós parecia óbvio. Razões não faltam: primeiro por não nos agradar a possibilidade de acordar todo dia sabendo que temos a dívida de um financiamento altíssimo para pagar por 20 anos ou mais! É uma sentença pesadíssima! Sem contar o momento de alto juros do mercado. O aluguel, se passarmos por um período de desemprego ou coisa do tipo nos da a flexibilidade de buscar algo mais acessível sem um vínculo grandioso desses. Ah, a flexibilidade, inclusive, é o principal atrativo. Somos jovens de modo que não há nada perto do definitivo em nossas vidas. Se amanhã aparecer um emprego legal em outro canto do país ou do mundo simplesmente entregamos o apê e partimos pra outra. Sem estresse de parcela ou ter que procurar vender. Hoje valorizamos em absoluto nossa qualidade de vida, e isso inclui passar menos tempo no trânsito e mais tempo entre a gente. Então procuramos por um apê pequenininho, ajeitado e bem próximo do nosso trabalho, de modo que possamos ir a pé ou de bike. Já pensou no que isso representa? Poder acordar mais tarde, chegar do serviço mais cedo, não passar aperto com busão lotado na hora do rush e até almoçar em casa. É tudo o que queremos. E se amanhã tivermos um filhote, beleza, mudamos de um apê de 2 quartos pra um de 3, talvez mais distante, mas até lá vamos acumulando uma gordurinha para quando criar patrimônio for de fato uma real necessidade. Hoje, definitivamente, não é o caso. Entendemos quem pensa diferente, mas para nós essa é uma decisão felizmente acordada.

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Como amamos essa vista!

Com base em tudo isso juntamos os principais sites de aluguel da cidade e partimos a procura de um lar para chamar de nosso. A princípio, os itens imprescindíveis eram poucos: apartamento pequeno (já que seremos só nós 2 e passamos o dia todo fora), na região centro-sul (perto do trabalho), armários e pelo menos uma vaga de garagem livre e coberta. Só isso! Moleza, certo? Nem tanto. Já visitamos quase 10. Gostamos de uns 4 e apaixonamos por 2. Muitos são bonitos na foto, mas não tem nem uma Araújo por perto (se você mora em BH sabe que Araújo tem até no fim do mundo). Outros têm uma vista legal, mas o prédio por fora é meio caidão. E tem os lindos apaixonantes que geralmente são os mais caros e nos fazem repensar a verba disponível para moradia. Esses são f***, porque visitamos e amamos, de modo que já começamos a varrer o Pinterest pensando nas possibilidades de decoração até a imobiliária nos dar o retorno da proposta e fazer o sonho desmoronar. #triste

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Mas a saga continua! Com mais duas visitas agendadas seguimos atrás do nosso recanto do guerreiro. Afinal, semana que vem a cama já chega e ainda não temos um quarto para colocá-la.

 

Leia também: O primeiro móvel a gente nunca esquece

TENSÃO PRÉ- CASAMENTO | Por uma noiva ansiosa

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Teste de cabelo e maquiagem, reunião com decorador, contraprova de degustação, cerimonial, chá de panela, prova de vestido, escolha de acessórios… A lista de coisas para fazer parece interminável e realmente é. Só não parece tão monstruosa quanto para nossos queridos noivos que ficam com a “seleção da seleção”, aquele filtro dos últimos 3 fornecedores de uma lista com 40, afinal, quem vai confiar tarefas tão detalhistas a eles, os reis da praticidade?

Confesso, sou aloka da planilha do check list. Passo e repasso mil vezes o que ainda falta, mas fui tão prática em fechar diversos fornecedores só por Whatsapp que fico até espantada. Não conheço a cara de vários e espero que tudo saia conforme combinado! #OREMOS

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Imagino que as noivas sejam 98% iguais (Bridezillas kkkk). Todas nós queremos um casamento que saia como meticulosamente planejado, igualzinho os das princesas Disney (tirando o fato de que elas não devem contar com uma queda de energia em seus Castelos ou um buffet de salgadinhos frios e cervejas quentes). Seria muito  mais fácil se tivéssemos uma fada madrinha como elas. As vezes até temos (o que seria de nós sem um cerimonial atencioso?), mas como elas ainda não vêm com varinha encantada incluso no pacote, fico eu aqui, estressada e controladora.

Acho que isso é resquício de minha época como coordenadora de eventos, em que confiar em fornecedores nunca era fácil. Sei que muitas coisas podem e vão dar errado. A ansiedade aumenta, mas já estou tentando me preparar psicologicamente para isso e deixar mil planos B traçados. Será que existe um Santo das Noivas??

Diferentemente do Patrick, coloquei mais energia na comemoração do casamento e não no pós, na vida a dois. Não que eu não ache legal e nem queira muito isso, mas meu sonho de casar de véu, grinalda e uma festança já faz parte do meu imaginário desde sempre e acompanhar esse sonho se tornando realidade é uma satisfação muito grande. Quanto ao pós casório? Isso a gente vai construindo depois, lado a lado, focando no carinho, na paciência, no respeito e na parceria. Já fazemos isso há 12 anos, não é possível que seja tão difícil. Então, por ora, que venha a festança!

 

Tensão Pré-Casamento – por um noivo limitado

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Não sei como é para os outros noivos, mas para mim, o casamento é dividido em duas frentes. A primeira e tão celebrada é a cerimônia, com toda a sua festa, pompa e diversão. A segunda é o pós-cerimônia, com a mobília do apartamento e todo seu planejamento para uma vida diferente, casado, em uma nova família fora da casa dos pais. E dentre as duas, confesso, sempre me preocupei muito mais com a segunda.

A festa deve ser linda, afinal, está sendo preparada há mais de 18 meses e independente das coisas saírem ou não como esperado, deverá ser ótima. Ora, estaremos rodeados por pessoas que amamos, sentindo o carinho e a boa energia de amigos especiais, tomando Whisky, sorrindo, dançando e celebrando como nunca.

Já a vida de casado envolve algo que eu nunca vivi. Muito distante da minha realidade. Com novas responsabilidades administrativas que vão de lavar minha própria meia a ter de trocar o gás da cozinha (ou será que não troca? É encanado ou botijão?). O relacionamento também atinge uma nova escala, agora muito mais íntimo, físico e emocional. Isso parece o máximo, mas como toda grande mudança gera incertezas, cria dúvidas e motiva expectativas.

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Feira de noivos!

Por tudo isso e somado pelo fato de ter uma leonina ex-coordenadora de projetos ao meu lado, admito, até agora grande parte do trampo ficou com ela. Também pudera. Imbuída por esse sentimento arrebatador que contamina toda mulher em período pré-casamento, ela conseguia focar em 10 coisas diferentes ao mesmo tempo, enquanto eu, coitado, fazia de tudo para parecer entender aquela única função que ela tinha me passado. Mesmo porque, se não entendesse, tudo bem, ainda faltava tanto tempo para o evento.

Mas agora, faltando apenas 3 meses, finalmente me sinto próximo do casório. Ainda não ando com tantos checklists quanto ela, mas a TPC (tensão pré-casamento) está batendo. De modo que por mais que tenhamos feito tanto, ainda parece muito a se fazer. É reunião com fornecedor, tirar certidão de nascimento no cartório (por que, Deus?), reservar hotel, comprar as últimas bebidas, escolher o terno, fechar a lista de convidados (ah, a lista de convidados!!!). Pus, não vim com o modo noivo inserido em meu hardware como toda mulher parece vir. Isso porque ela, profissional do matrimônio, ainda absorve boa parte dos preparativos. Fico imaginando como seria um casamento meu comigo mesmo. É certo que seria um churrasco, no sábado, organizado na sexta, com um checklist de carne, carvão, cerveja, refri, um bom churrasqueiro e uma bandinha pra animar a rapaziada.

De todo modo, vamos tocando em frente. Com o foco agora quase que absoluto na maridança. Com a minha programação anotada, vou eliminando um item por vez, não com a destreza multitarefa dela, mas com a limitação mundana de um noivo em pré-pânico. E saiba, se alguma coisa não der certo no grande dia, muito provavelmente a culpa é desse reles mortal que vos escreve.

 

Filhos, interrogação.

Nascer, crescer, multiplicar e morrer. Desde que o mundo é mundo esse é o percurso natural da vida e da forma como ela é compreendida em sua maioria. Sim, maioria, mas não sua totalidade pois dessa equação um elemento ainda é facultativo, o multiplicar.

Giovana: afilhada de coração <3

Giovana: afilhada de coração <3

Casais que tomam a decisão de não terem filhos formam uma parcela cada vez maior da população. Um fenômeno mundial de pessoas que optam por não colocar uma criança no mundo. E se essa era uma escolha até então impensável para nós, hoje é totalmente compreensível. Os motivos são os mais variados e todos eles muito pertinentes.

Falta de segurança: as manchetes diárias dos jornais nos assustam. Todo dia um novo exemplo de violência, injustiça e intolerância ganha destaque na imprensa. O mundo não parece melhorar e colocar uma criança nesse ambiente truculento, poluído e viciado parece mesmo amedrontador.

Custo: um filho é fofo, mas também é caro. A cada ano surge um novo estudo com números que revelam o alto gasto com uma criança do nascimento até seus 18 anos. “Ah, mas não é assim, onde come um, comem dois”. Bem, pode até ser. Mas é certo que todo pai busca dar o máximo ao seu filho, tentando oferecer a ele mais do que teve quando criança. Dividir o pouco que tem e ter um bebê sem a consciência de que poderá dar a ele o que merece pode muitas vezes parecer irresponsável.

Tempo: sem dúvida para nós, hoje, o maior problema disparado! Em uma vida atribulada de compromissos que preenchem nossas agendas e que fazem da geração Y o maior exemplo de workaholic, é bastante difícil conciliar as variáveis “vida profissional bem sucedida” e “pais presentes e engajados com a criação do filho”. Um desafio para essa geração e um impacto grande para as próximas.

Escolha de vida: o casal tem dinheiro, tempo, não se preocupa com a violência, mas ainda sim não pensa em ser pai/mãe. Não querem acordar de madrugada com bebê chorando, não querem deixar de viajar a dois, não querem dividir o que conquistaram ou abrir mão de uma liberdade/autonomia que a vida em casal permite. Ou ainda, não gostam de crianças. Escolha. Pura e simples. E totalmente lícita e justa.

Em nosso caso, contudo, crianças complementam o imaginário de uma vida feliz. Somos filhos de famílias com casas cheias, com pai, mãe, irmãos (no plural), cachorro, gato, periquito. Talvez por isso nossa concepção de lar seja o formato “tradicional”, de modo que esperamos sim num futuro ter um par de guris correndo atrás da gente, puxando pela calça e pedindo um punhado de balas ou um brinquedo da loja.

Leia também: Eu namoro, tu casas, eles engravidam

Ainda é cedo. Tanto eu quanto a Lu adoramos crianças e ela sempre fala que acredita que só veio ao mundo mulher com o objetivo de ser mãe, e isso é algo que eu adoro nela, pois não vejo ninguém melhor para ser mãe dos filhos que eu espero ter. Mas a vida é uma caixinha de surpresas. Coisas acontecem, cenários se alteram e opiniões mudam. Filhos para nós é algo esperado, mas a ideia de não tê-los é também cada vez mais coerente de modo que nenhuma decisão seja irreversível. Como sempre, vamos vivendo por etapas. Planejando, mas também esperando o que a vida tem para nós.