Filhos, interrogação.

Nascer, crescer, multiplicar e morrer. Desde que o mundo é mundo esse é o percurso natural da vida e da forma como ela é compreendida em sua maioria. Sim, maioria, mas não sua totalidade pois dessa equação um elemento ainda é facultativo, o multiplicar.

Giovana: afilhada de coração <3

Giovana: afilhada de coração <3

Casais que tomam a decisão de não terem filhos formam uma parcela cada vez maior da população. Um fenômeno mundial de pessoas que optam por não colocar uma criança no mundo. E se essa era uma escolha até então impensável para nós, hoje é totalmente compreensível. Os motivos são os mais variados e todos eles muito pertinentes.

Falta de segurança: as manchetes diárias dos jornais nos assustam. Todo dia um novo exemplo de violência, injustiça e intolerância ganha destaque na imprensa. O mundo não parece melhorar e colocar uma criança nesse ambiente truculento, poluído e viciado parece mesmo amedrontador.

Custo: um filho é fofo, mas também é caro. A cada ano surge um novo estudo com números que revelam o alto gasto com uma criança do nascimento até seus 18 anos. “Ah, mas não é assim, onde come um, comem dois”. Bem, pode até ser. Mas é certo que todo pai busca dar o máximo ao seu filho, tentando oferecer a ele mais do que teve quando criança. Dividir o pouco que tem e ter um bebê sem a consciência de que poderá dar a ele o que merece pode muitas vezes parecer irresponsável.

Tempo: sem dúvida para nós, hoje, o maior problema disparado! Em uma vida atribulada de compromissos que preenchem nossas agendas e que fazem da geração Y o maior exemplo de workaholic, é bastante difícil conciliar as variáveis “vida profissional bem sucedida” e “pais presentes e engajados com a criação do filho”. Um desafio para essa geração e um impacto grande para as próximas.

Escolha de vida: o casal tem dinheiro, tempo, não se preocupa com a violência, mas ainda sim não pensa em ser pai/mãe. Não querem acordar de madrugada com bebê chorando, não querem deixar de viajar a dois, não querem dividir o que conquistaram ou abrir mão de uma liberdade/autonomia que a vida em casal permite. Ou ainda, não gostam de crianças. Escolha. Pura e simples. E totalmente lícita e justa.

Em nosso caso, contudo, crianças complementam o imaginário de uma vida feliz. Somos filhos de famílias com casas cheias, com pai, mãe, irmãos (no plural), cachorro, gato, periquito. Talvez por isso nossa concepção de lar seja o formato “tradicional”, de modo que esperamos sim num futuro ter um par de guris correndo atrás da gente, puxando pela calça e pedindo um punhado de balas ou um brinquedo da loja.

Leia também: Eu namoro, tu casas, eles engravidam

Ainda é cedo. Tanto eu quanto a Lu adoramos crianças e ela sempre fala que acredita que só veio ao mundo mulher com o objetivo de ser mãe, e isso é algo que eu adoro nela, pois não vejo ninguém melhor para ser mãe dos filhos que eu espero ter. Mas a vida é uma caixinha de surpresas. Coisas acontecem, cenários se alteram e opiniões mudam. Filhos para nós é algo esperado, mas a ideia de não tê-los é também cada vez mais coerente de modo que nenhuma decisão seja irreversível. Como sempre, vamos vivendo por etapas. Planejando, mas também esperando o que a vida tem para nós.

Se 12 anos fossem 12 meses

Tempo. Talvez seja esse o recurso mais importante da vida. Aquele que ao final, independente de raça, credo ou gênero, independente do que ficou de saldo em sua conta corrente, será, sem dúvida, o remédio pelo qual clamaremos. Mais tempo. Nem que sejam alguns minutinhos. Apenas para realizar o que faltou em nossa lista de prioridades, ou para fazer de novo aquilo que nos marcou a ponto de querer repetir.

De todas as invenções humanas, a ideia de dividir um determinado período em horas, depois dias, meses e anos provavelmente foi a melhor forma de criar ciclos e marcar recomeços, nos dando a oportunidade de reiniciar sempre, com novas expectativas, interesses e objetivos. Independente do caminho que tomou, você sempre poderá recomeçar e tentar novamente, pois um novo dia se inicia.

E hoje, ao completar 12 anos de namoro, um novo ciclo está para começar. É o nosso último aniversário que comemoramos “solteiros”. A partir do próximo ano começamos uma nova contagem, uma experiência diferente, marcada como tempo de casado. Zeramos uma volta no ponteiro e começamos outra. Só possível por causa de 12 anos de entrega que deixaram marcas e nos prepararam para essa nova jornada.

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12 anos. 12 anos não são 12 meses, pensamos. Mas e se fossem? Se fossem, estaríamos hoje marcando o fim de um ciclo, mas já comemorando o início de outro. E não é exatamente isso o que estamos fazendo?

Se fossem, teríamos vivido os primeiros anos de relacionamento na temperatura dos primeiros meses do ano. Um verão incandescente de maravilhosas descobertas a dois. Tempo onde a diversão era o nosso único e maior objetivo. De uma vida adolescente, sem trabalho ou grandes preocupações. Um período de férias na praia, de carnaval, descompromissado e por isso tão gostoso e ainda vivo em nossa memória. (Afinal não é sempre nas férias onde tiramos a maior quantidade de fotos?). Um trimestre que forjou nossa relação, selando almas tão diferentes a ponto das duas escolherem caminharem juntas. O início. Até que as águas de março fecharam o verão.

Se 12 anos fossem 12 meses, abril marcaria justamente uma fase de amadurecimento do relacionamento que passou a conviver com novas prioridades. A escola dava lugar a faculdade. O ócio dava lugar ao compromisso profissional. Outono começava com dias cinzentos ainda não vistos, mas com sua beleza “desabrochante” de algo que recomeça. Agora mais maduro, mas nem por isso menos intenso. Abril, maio e junho representaram a transição entre um namoro adolescente e a expectativa de uma vida a dois adulta. Brigas aconteceram. Algumas sérias. Mas serviram para cimentar o lugar que o relacionamento levaria em nossa vida. Nem excessivamente sufocante, nem como um mero coadjuvante. A busca pelo equilíbrio em um caminho no qual folhas e excessos se perdem, para renascerem mais belos na frente.

Junho começou tempestuoso. Quem não conhece a fatídica briga dos sete anos? O relacionamento estava consolidado, ao mesmo tempo em que a fase das grandes descobertas já se fora. O novo só é novo quando acontece pela primeira vez e depois disso, já não é mais tão fácil se impressionar. O inverno trouxe outros questionamentos. Mas foi também a época que nos exigiu buscar razões para continuar. E elas estavam lá. Por trás da crosta de amenidades a essência se mantinha a mesma do verão de outrora. Duas almas que eram só uma e que apesar de buscarem coisas diferentes, queriam buscar juntas. Alguns chamariam isso de amor. Provavelmente era. Muito maior do que a paixão, foi esse o sentimento que nos deu fôlego para buscar a primavera.

E assim ela surgiu. Chegamos a um amor sereno. Redescoberto. Com a beleza do carinho da primavera. Nem tudo são flores, é verdade, mas do 9º até hoje, quando completamos o décimo segundo ano, foi quando nos sentimos mais conectados. Máscaras não existem mais. A cobrança já não vem se não tiver importância. E nada é mais importante do que nós, em plenitude. Todos os nossos interesses, desejos e emoções buscam caminhar juntos e só dessa forma fazem algum sentido. Meu Deus, como isso é claro agora.

E hoje, nesse 12 anos, vivemos um período de festas. Superamos o renascimento do Natal e estamos vivendo o foguetório de réveillon, nos despedindo de um ano velho e especial, e nos preparando para novos 12 meses de uma fase encantadora. Talvez ela sofra das mesmas adversidades de dias passados. Mas se assim for, eu aceito de corpo e alma.  Porque ao seu lado todo o tempo do mundo será sempre pouco tempo. E eu não posso deixar de apreciá-lo.

Feliz 12 anos.

Com amor.

 

Patrick

Eu namoro, tu casas, eles engravidam

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Você nasce. Cresce. Quando adolescente curte os primeiros rolês no shopping, o primeiro porre com sua tribo. De repente está trocando os primeiros beijinhos. Nessa nova fase você descobre infinitas possibilidades. A partir daí, todo passeio, festa, sala de aula e reunião com os primos passam pela paquera. Pelo flerte. Que evolui para o sexo (também a primeira vez) ou não.  Você amadurece mais um pouco e começa então a namorar. A mina é legal. O cara é engraçado. Por aí vai. Namora mais um pouco. Termina. Começa com outro. Termina. Volta. E a vida caminha. De repente pular de galho em galho não te agrada tão mais. Você tem menos tempo devido aos compromissos da vida e então opta por qualidade ao invés de quantidade. As coisas caminham bem. Vocês se gostam, se respeitam, a vida profissional também evolui e o dinheiro não está transbordando mas já te oferece um pouco mais de estabilidade. Nesse momento as pessoas começam a perguntar. Vocês começam a se perguntar. Está na hora de casar? Decidem que sim. E casam-se. Vivem. Viajam. Estão felizes. Realizados. Ou não. Começam a sentir falta de algo que ainda não tem. Como? Pois é. Um próximo passo. E de repente é isso que é esperado de vocês. Natural. Os métodos contraceptivos começam a ser negligenciados. Vocês não estão oficialmente tentando. Mas também não estão tão preocupados em impedir.  Até que um dia recebem a notícia. Vocês estão oficialmente grávidos. Uma alegria nunca antes sentida. Mas um medo proporcional à responsabilidade de colocar um novo ser no mundo. Uma forma diferente de encarar a vida e mais uma etapa cumprida.

Essa não é uma história real. Mas pode muito bem ser para alguns. E isso, definitivamente, não representa um problema. É algo natural, cultural e talvez até mesmo fisiológico, já que o corpo humano é movido por hormônios que muitas vezes influenciam diretamente em nossos hábitos. Mas confesso que nos últimos meses temos refletido mais sobre como a vida parece ser claramente dividida em fases e como nós nos guiamos (ou somos guiados) por elas.

Veja só que curioso. Hoje, entre os 25 e 30 anos, temos grande parte de nossos amigos com a mesma faixa etária e em uma fase da vida similar. Somente em 2016 temos, além do nosso, 4 outros casamentos, todos eles de casais semelhantes. Isso já aconteceu com você? Aposto que sim.

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Paralelamente a isso temos outra remessa de amigos, de mesma idade ou um pouco mais velhos que optaram por casar antes. Esses, normalmente acima de dois anos de casados, estão já em outra fase e pensando na maternidade, seja de maneira mais distante ou num futuro bem próximo. Final de semana passado fizemos as contas e descobrimos que temos ao todo, 7 (S-E-T-E) casais de amigos grávidos. Incrível! Teremos que ter drinks sem álcool para as gestantes ou espaço kids para os babys em nossa festa. Eles já estão no next level da brincadeira.

Pode parecer coincidência, mas é inegável que temos um padrão. Uma geração que se comporta com base nessas referências. Daqui alguns anos seremos nós a pensarmos em filhos e muito provavelmente nossa criança nascerá no mesmo ano do filho de nossos amigos que estão se casando agora.

Talvez para as próximas gerações esse senso linear e quase previsível de construção de família possa se esvair. Mesmo porque a concepção de família tem mudado, uma vez que elas são cada vez mais diversas e cheias de possibilidades. Essa representará uma mudança significativa da formas como nos relacionamos com o mundo ao nosso redor e para com aquilo que entendemos que sejam nossas obrigações. Mas isso é papo para um próximo post. Por ora, continuemos nos preocupando com os casórios de 2016 e em ninar essa leva de neném gostoso que está para nascer.

P.S.: Se você é o detentor dos créditos de alguma das imagens utilizadas nesse post, entre em contato. Teremos o maior prazer em creditá-las à você.

O que esperar da vida de casado?

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Com o casamento marcado e se aproximando a passos largos o imaginário distante começa a tomar contornos de realidade. É fato: uma nova etapa está para se iniciar. Com todas as cores, sabores e humores que muita gente fala, mas que só quem é casado pode mesmo afirmar. Para nós, no momento, o desconhecido parece aguardar. Será?

Esse embate, confesso, muitas vezes me deixa intrigado. É como aquela série que termina com seu personagem preferido estatelado no chão com cara de morto e que faz sua expectativa sobre a próxima temporada ir lá em cima, com você apreensivo e com medo pela morte inerente do herói, mas também em êxtase e esperançoso de que era só um jogo de cena e que ele reaparecerá Vivão da Silva, pronto para destruir os Outros e conquistar Westeros. Nesse caso, as duas hipóteses são possíveis. No casamento, também. E como tudo aquilo que não se sabe, um misto de alegria e frio na barriga que nos deixa ainda mais ansiosos toma conta.

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De uma lado a teoria que parece ser a mais popular e que cansamos de ouvir nos últimos meses. A que fala que só conhecemos verdadeiramente uma pessoa depois de vivermos com ela sob o mesmo teto. Esse argumento tem força. Fatores como a convivência quase onipresente, choque de cultura e criação e falta de liberdade são campeões na geração de conflitos quase indissolúveis e pauta de reclamações no cafezinho da empresa no dia seguinte. Realmente não deve ser fácil. Hoje, por exemplo, quando chegamos a discutir podemos tranquilamente ir cada um para sua casa, dormir sozinhos e esfriar a cabeça para no dia seguinte, com mais calma, resolver os problemas anteriores com mais razão e menos emoção.

Do outro a corrente menos frequente, mas que ainda sim é ouvida e é um alento e tanto para nossas previsões. A que com algum tempo de namoro tão intenso (e ainda com tantos anos juntos, como o nosso) você inevitavelmente acaba por conhecer sim a pessoa que escolheu pra dividir o coração e que a vida a dois só diminui a distância e aumenta a sintonia do casal. Confrontos continuarão existindo, mas a proximidade poderá reforçar a parceria e melhorar o diálogo de forma que só o sentimento de família (algo difícil enquanto solteiro) pode oferecer.

Para qualquer casal em nossa posição é fácil imaginar qual time tem a maior torcida. A ideia de se unir para somar, buscando na vida conjugal uma experiência terrestre mais feliz e realizada para mim é a única justificativa pela qual as pessoas deveriam se casar. Logo, por mais sedutora, romântica e até ingênua que possa parecer, é também a que faz mais sentido. Mas sabemos também que na prática nem sempre o melhor time leva. É preciso ter calma para encontrar a batida perfeita e entender que em momentos de mudanças como esse, todos precisam de um tempo para se adaptar e é justamente durante esse período de encaixe que a divergência deverá aparecer com maior força.

Sob alguns aspectos não casaremos enganados (Lu não gosta de arrumar a cama, Patrick não sabe cozinhar/Lu dorme antes de acabar a novela, Patrick dorme após o Programa do Jô/Lu só toma leite desnatado, Patrick faz questão do cafezinho). Sob outros, só o tempo dirá. Tempo, tempo, tempo. Só nos resta aguardar.

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E você, o que acha? É casado? Melhor ainda. Conta pra gente.

O primeiro móvel a gente nunca esquece

Dizem que o prazer sentido após uma compra é explicado pela liberação automática de doses de endorfina, um neuro-hormônio conhecido por despertar sensações de alegria e bem-estar em nosso corpo. Se há de fato uma explicação médica para o fenômeno da compra, pouco importa, o que vale é que todo mundo sai mais feliz carregando uma sacolinha cheia de um bem recém-comprado.

Mas na última semana, ao sair do shopping, descobrimos uma nova forma de sentir sensações já tão comuns. Um misto de cumplicidade e união, mas muito mais palpável, quase físico, de que tudo aquilo planejado e tão presente em ideia está, finalmente, se materializando. Foi quando compramos nosso primeiro móvel. Nossa cama de casal.

Seria mais uma compra. Um produto comum pra muita gente. Mas pra nós foi o primeiro de muitos primeiros que estão por vir. O primeiro móvel, o primeiro apê, nossa primeira concepção de casal enquanto família, e tudo isso construído em dupla, com duas cabeças, mas um só coração e a alegria de saber que não estamos fazendo isso para ele ou para ela, mas para nós, definitivamente, e isso muda tudo. De repente não me vejo mais querendo comprar o meu frequencímetro ou a minha bicicleta, mas sim o nosso sofá ou a nossa TV.

É engraçado. Apenas a mudança de perspectiva faz com que as mesmas coisas sejam vistas de forma diferente. Por mais que o casório seja uma realidade, com planejamento de cerimônia etc, depois que deitamos umas 7 vezes sobre o colchão, afofamos os travesseiros, escolhemos a cor do baú e fechamos a compra, o contexto do evento ganhou novos contornos. E o casamento deixa de ser a festa, a missa, a bênção, pra ser uma escolha, uma construção, de tijolinho sobre tijolinho, e uma cama deixa de ser uma cama qualquer, mas sim a nossa cama, o nosso sofá, o nosso quarto, a nossa casa, e por mais simples que seja, a nossa vida.

Nossa casinha ainda não tem nada, na verdade ela nem sequer existe, mas a partir de agora ela já tem um ponto inicial, uma cama, dois travesseiros, um edredom e um par de noivos empolgados, doidos pra continuarem escrevendo juntos o início dessa vida a dois.

Um breve 2015 e um leve 2016

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Caros leitores,

2015 foi um ano duro. Sim, duro. Onde duro não quer dizer bom ou ruim, apenas duro. Não conheço uma definição melhor. Difícil talvez seja um sinônimo suficientemente bom, mas não quero soar negativista. Mesmo porque não foi um ano negativo. Tivemos vários momentos positivos e são justamente esses motivos que nos fazem escrever a vocês no último post do ano.

Primeiro, devemos desculpas. Saímos do ar (não literalmente) sem explicações. E isso não foi certo. Mas nos acumulamos em várias funções e obrigações de modo que estava praticamente impossível escrever, além de dificuldades externas. Por mais que pareça simples, ter um blog não é fácil. Sobretudo se você quiser fazer bem feito, engajado e com conteúdo interessante, como sempre tentamos, conseguindo ou não. Em todo o caso, pedimos desculpas pelo “sumiço”.

2015 talvez tenha sido o ano de mais mudanças bruscas em nossas vidas, tanto no que tange à nossa vida de casal quanto nos laços envoltos de nossas famílias. Do profissional, pessoal, emocional, familiar, todos os campos tiveram seus dias de vitórias maravilhosas e de derrotas incalculáveis, como em nenhum outro ano, acredito. Tantas novidades que até um sobrinho ganhamos, acreditam?! Filho de um nosso casal leitor/irmão/amigo/beijo pra eles.

Nesse meio tempo que passou, algumas coisas que merecem destaque aconteceram. Uma das mais legais delas é que finalmente, depois de longos 11 anos da Lu me enrolando (não fique brava, amor), ficamos noivos. Os amigos próximos já sabem. Foi no dia 17 de Outubro, um fim de semana emocionante e cheio de surpresas (depois se a Lu quiser contar sua versão de como foi, faremos um post a respeito), que marcou um novo ponto em nossa história. Confesso que ainda estamos nos acostumando. Ainda é comum frases como “Gostaria de uma reserva para mim e minha namorad… noiva”. Ou “Levarei meu namorad… noivo”. Ainda chegaremos lá. Embora é provável que quando nos lembrarmos dos noivos, já esteja na hora de trocarmos por marido e esposa. Essa é outra novidade. A data está marcada e estamos a todo o vapor com o planejamento do casório (não estamos grávidos! rs). O filósofo que cunhou o ditado “É só marcar que chega” estava mais do que certo e Setembro de 2016 já está quase aí para nos provar. São milhões de coisas para orçar, analisar, visitar, experimentar, orçar de novo e fechar, mas é uma etapa muuuito legal.

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No mais é só isso tudo mesmo. Não poderíamos deixar virar o ano sem agradecer por todas as mensagens maravilhosas que recebemos de leitores tão queridos e que ainda visitam o blog mesmo há meses sem conteúdo. Ter qualidade à quantidade é uma regra absoluta nos meios de social media e o engajamento de vocês só contribui com a verdade disso. Desejamos a cada um de vocês um Natal maravilhoso, no qual os verdadeiros sentimentos de alegria, renovação e amor sejam cultivados entre vocês e suas famílias. E que o 2016 marque um ano de felicidade e realizações para todos nós. Agora é festa! Divirtam-se.

Um beijo.

Patrick e Lu

Crônica sobre um relacionamento perfeito

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– Eu e as meninas marcamos um encontro de casais para a próxima quinta. Já coloque na agenda.

Sair na quinta não era o que ele queria. Mas ele era o companheiro dela. Iria, não pela sua vontade, mas pela parceria. Mesmo que precisasse matar seu futebol pra isso.

– Tudo bem, amor.

– Veja se não vai com aquela sua calça azul de sempre. O Dani da Carol está sempre cheiroso e bem arrumado.

Ele não se vestia como o “Dani”. Gostava de suas roupas simples. Não se considerava desleixado e vestia aquilo que achava combinar com seu modo de ser. O mesmo que ela já conhecia desde que saíram pela primeira vez.

– Claro, amor. Vou com aquela calça nova que você me deu.

– Vá mesmo! Coitado de você se não fosse eu..

– É…

– É por quê? Não concorda?

– Concordo, amor.

– Ah bom.

Minutos em silêncio. Ele tenta.

– Tenho uma novidade. Sabe aquele curso de gastronomia que te falei? Passei hoje na porta e resolvi entrar pra saber dos detalhes. Estou querendo me inscrever.

– Essa de novo? Você não sabe fazer nem um ovo frito. E agora está com essa de querer ser Chef só porque viu na TV? Não inventa moda pra gastar nosso dinheiro.

– Mas… mas, era o meu dinheiro.

– Não existe essa de “meu dinheiro”, queridinho. Seu dinheiro é nosso dinheiro, esqueceu? Ou vou ter que pegar o contrato do casamento pra te lembrar?

– Mas é o meu sonho.

– Sonho? Essa bobagem de aprender a cozinhar? Vá ler receita na internet, se é isso que quer. Só não me peça para provar suas gororobas. Seu sonho é irmos pra Miami ao final do ano.

Ele respirou. Sabia que a batalha estava perdida. E lhe incomodava saber que o termo batalha não era apenas uma metáfora. A viagem, naturalmente, não era o sonho dele, mas ele cederia mais uma vez.

– Ah, só lembrando. Amanhã tenho tênis com a Flavinha. Devo chegar tarde. Não me espere.

– Mas a aula de tênis não termina às 20h30?

– Xiii, que ciúmes é esse? Deu pra isso agora, homem?

– Não, amor. Só estou perguntando.

– Então não me pergunte mais. E apague essa luz. Quero dormir.

No outro dia, depois de ouvir a Flavinha reclamando das implicâncias de seu namorado, ela falava:

– Ainda bem que não existe nada disso entre eu e meu lindo. Ele me ama e é impressionante como a gente sempre concorda em tudo. Quase não discutimos. É ótimo ter um relacionamento perfeito.

 

P.S.: Se você é o detentor dos créditos de alguma das imagens utilizadas nesse post, entre em contato. Teremos o maior prazer em creditá-las à você.

RELACIONAMENTO | 5 Indícios de que vocês estão prontos para casar

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Quem namora, sobretudo quem namora há muuuito tempo sabe que mais dia menos dia chegará a hora de levar a relação ao próximo nível e iniciar os preparativos para, finalmente, juntar as escovas de dente. Acontece que nem sempre o prazo para essa mudança tão importante na vida do casal é percebida em sintonia e pode acontecer de um achar que é o momento certo e o outro pensar que pode esperar mais um pouquinho, afinal, (afinal, sempre é possível encontrar alguma desculpa, não é mesmo?)…

Evidentemente, essa é uma questão muito particular em que cada um deverá procurar entender o outro e a si mesmo para não acabar tomando uma decisão precipitada ou baseada em pressões externas de quem não estará vivenciando o casamento. Em todo o caso, preparamos uma listinha com 5 sintomas que, se identificados, podem ser sinais de que o grande dia está chegando para o seu relacionamento. Veja:

 

1)  O respeito prevalecerespeito

Com amor é fácil, é mole, é lindo, mas nenhuma relação sobrevive se não houver respeito mútuo. Isso serve para tudo e todos, do cara que pega ônibus com você, à futura mãe dos seus filhos. Nenhum relacionamento de longa data da certo sem a certeza de que cada um sabe respeitar os hábitos, conflitos e diferenças do parceiro.

 

2)   Rotina não é mais pejorativo

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É comum ouvir que a rotina é o mal de qualquer relação. Não acredito nisso. Em uma vida de 30, 40 anos juntos como a dos nossos pais o que mais vai existir é a rotina, afinal, é impossível sair pra jantar em um restaurante novo a cada dia. Encontre beleza e divertimento nas coisas simples de sua relação, pois isso será a maior parte dela. Se acha passar um sábado à noite comendo brigadeiro e assistindo séries com o love tão ou mais interessante que uma balada, vocês com certeza estão no caminho.

 

3)  Os sonhos são sonhados juntos

 

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Os opostos se atraem? Nem tanto. Se almejam compartilhar os muitos anos que virão, o ideal é que tenham um plano de vida relativamente próximo. Planejar é uma das coisas mais divertidas de um relacionamento e isso dificilmente dará certo se você espera comprar o apê próprio daqui há 15 anos, mas ele quer andar de carro novo todo semestre. Se traçam planos juntos em que os dois apoiam e tenham como objetivo, pule 10 casas.

 

4)  O dinheiro não é um problema

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É incrível o número de casais que se separam por dificuldade em conciliar a vida financeira. Quando há uma disparidade entre os salários, pior ainda. Se a disparidade for em favor dela, as estatísticas, infelizmente, triplicam. Controlar bem o dinheiro e usá-lo sempre a favor do casal é um dos maiores desafios da vida a dois. Ter bom senso e flexibilidade para lidar com isso, respeitando os objetivos e conciliando as despesas é prova cabal de amadurecimento. Se ambos já têm esse controle, parabéns!

 

5)  Não há pressão

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Acredite: quando se tem 11 anos de namoro como nós você irá perceber que um dos principais assuntos nas rodinhas em família será o seu casamento. Pra piorar, todos os seus amigos estão se casando e até aquele brother putão que sempre se imaginou como um solteirão convicto decide lhe encaminhar um convite pra padrinho. A pressão será grande, tanto que vocês mesmos começam a se pressionar. Parem! Depois de casado, nenhum desses irá mear uma conta de luz ou servir de terapeuta do casal se as coisas não derem certo. A decisão deverá ser tomada exclusivamente por vocês. Se sozinhos, ungidos de paz e serenidade chegaram à conclusão de que é o momento, então meu amigo, vá fundo. Ela/ele tem tudo pra ser a pessoa certa.

 

P.S.: Se você é o detentor dos créditos de alguma das imagens utilizadas nesse post, entre em contato. Teremos o maior prazer em creditá-las à você.

PLAYLIST | Música pra namorar

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Estávamos repassando o conteúdo do blog e pensamos: há quanto tempo não temos uma playlist?

E com o tanto de música boa que temos ouvido, pensamos em levantar hoje algumas das que gostamos de ouvir juntinho. Aquelas que são um convite a uma carícia, um chamego, um dengo… e por aí vai.

Se tem alguma da sua playlist de românticas que faltou aqui, conte pra gente. Afinal, quem não gosta de música pra namorar?

 


Echosmith – Cool Kids


James Blunt – Bonfire Heart


Phillip Phillips – Ranging Fire


Vance Joy – Riptide


Maroon 5 – Daylight


Sam Smith – I´m not the only one


Jason Mraz – We can take the long way


Ed Sheeran – Lego House


Coldplay – Yellow


Michael Bublé – Home

RELACIONAMENTO | Futebol também é programa de casal

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Aristóteles, baluarte do conhecimento filosófico e letrado que era em assuntos do coração já dizia: “case com uma mulher que reconheça um impedimento no jogo de futebol”. Invejosos dirão que é mentira, mas certo é que aquele negócio de mulher e futebol não combinar já deixou de ser verdade há muito tempo. Cada vez mais elas fazem parte do universo que é paixão nacional, seja assistindo aos jogos, comprando uniformes e (sim) indo ao estádio torcer pelo seu time.

Preferências clubísticas à parte (que o autor aqui não faz a menor questão em esconder) o foco do post é chamar a atenção para uma realidade que só tende a aumentar: ir ao campo também pode ser um programa de casal. Tá certo que assistir futebol para o homem representa mais do que um mero evento de fim de semana. É um ritual. Não se trata simplesmente de sair de casa às 15 para chegar ao estádio 15h30, assistir ao jogo que começa 16 e voltar às 18. Há toda uma preparação que envolve um planejamento minucioso e começa bem cedo, antes do horário do almoço. E em muitos casos, vale mais a resenha do pré-jogo, regado a cerveja e churrasco do que propriamente assistir a peleja.

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Mas se engana quem pensa que esse é um lugar de confrarias masculinas onde a mulher não pode entrar. Pelo contrário. Inserir a amada nesse contexto é uma excelente forma de unir lado a lado duas paixões que não precisam viver separadas. Além disso, reforçará ainda mais a afinidade entre os dois, que terão bons momentos para dividir, vibrando e chorando juntos, com cada um tendo no outro seu grande parceiro. Digo isso por experiência própria. Eu, como frequentador assíduo de estádio, sempre tento levar a Lu. Nem sempre é fácil (o ingresso não é barato e às vezes fica difícil explicar a ela a importância de um Galo x Joinvile), mas sempre quando ela anima é uma delícia. Um domingo diferente, no qual não é necessário escolhermos entre duas opções. Ambas se completam e deixam tudo muito mais divertido. Além do mais, caro Aristóteles, ela ainda sabe o que é um impedimento e é pé quente. É ou não é pra casar?

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No nosso caso deu certo. As duas famílias carregam no coração a bandeira do mesmo clube. Mas nem tudo são flores. Casais de torcedores de times rivais devem viver uma situação mais delicada. Em todo o caso, como diz o poeta, “o futebol é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes”, logo, certamente isso não deverá ser motivo de briga e a rivalidade pode até aquecer ainda mais o relacionamento. Quem sabe? Afinal, Vander Lee já cantava:

Ela finge que não, mas no seu coração

ainda sou artilheiro.

Só faz isso porque, meu irmão,

eu sou Galo e ela é Cruzeiro.