CULTURA | O poder do Netflix e suas séries irresistíveis

Quem nunca ficou diante da TV por horas, vendo vários episódios seguidos de alguma série intrigante que jogue a primeira pedra! Esse é um dos nossos momentos a dois favoritos e acompanhamos tantos seriados ao mesmo tempo que às vezes perdemos a conta de em qual episódio na verdade estamos. Inclusive, descobrir onde paramos é um exercício de dar play, assistir um pedaço, mudar o episódio, adiantar uma casa, enfim. Mas nos encontramos na nossa bagunça.

O Netflix muito espertinho e percebendo esse maravilhoso nicho no mercado, decidiu então parar de apenas transmitir série dos outros para lançar suas próprias produções com praticamente uma nova temporada de algum título a cada dois meses. E agora, José?

Com tanta novidade assim, fica até difícil escolher o que assistir. Por isso, selecionamos algumas das produções de 2015 para você pegar a sua pipoca e se perder no sofá nos próximos meses. (Ainda não vimos todas, mas certamente estão em nossa listinha.)

 

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Between – 21 de maio
Todos os habitantes acima de 21 anos de uma cidade são mortos por uma misteriosa epidemia. Quando o governo federal declara o isolamento e quarentena do entorno da cidade, as crianças e adolescentes ficam à deriva e precisam encontrar soluções num vácuo de autoridade e normalidade.

 

 

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Wet Hot American Summer: First Day of Camp- 17 de julho
Revisite o famoso verão de 1981 nesta hilária série que volta no tempo para mostrar as origens cult do clássico filme Wet Hot American Summer. Tudo começa no primeiro dia do acampamento: rivalidades e segredos vêm à tona, corações se partem e hormônios surtam.

 

 

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Grace e Frankie – 8 de maio
Jane Fonda e Lily Tomlin juntam-se numa série original Netflix como a elegante e aristocrática Grace e a despachada e excêntrica Frankie. Seus maridos (Martin Sheen e Sam Waterston) são sócios há décadas, mas elas nunca foram amigas. Quando seus respectivos decidem juntar os trapinhos, as agora ex-mulheres decidem que é hora de se unir. Do jeito delas.

 

 

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Orange Is The New Black – 12 de junho
Uma de nossas preferidas! Ainda bem que está voltando. A resenha rasteira da série é bem simples. Um crime cometido na juventude bate à porta, e Piper Chapman troca a vida de Nova York pela penitenciária, onde ela encontra amizades e conflito dentre um grupo de detentas desbocadas. #EstamosAnsiosos 

 

 

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Narcos – em 2015
A história real do tráfico na Colômbia inspira esta nova série original Netflix. A ascensão do cartel de Medellín, chefiado por Pablo Escobar, é o estopim de uma guerra entre as forças colombianas, a CIA e um inimigo disposto a tudo para manter seu império comercial. O cartel se multiplica e a violência ameaça gente dos dois lados. Nesta saga contemporânea de uma realidade não tão longe, todos correm perigo. Wagner Moura será o protagonista e a direção de José Padilha. Essa tem a cara do Patrick.

 

 

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Sense8 – 5 de junho
Um disparo. Uma morte. Um instante no tempo em que seis mentes em seis continentes são interligadas para sempre. Seis pessoas vivem suas vidas, segredos e ameaças como uma. São pessoas comuns, renascidas com um mesmo inimigo e destino. Misteriosa! Parece interessante.

 

 

Já pegou a pipoca?

Cultura | Better Call Saul

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Para qualquer amante de séries que se preze todo começo de ano é uma tristeza danada. Como quase todos os grandes sucessos param as filmagens ou encerram suas temporadas no fim do segundo semestre, esse costuma ser o período em que você se pega assistindo até ao Caldeirão do Hulk ou BBB por falta de opção melhor na TV. Ainda bem que já passamos pelo pior e alguns de nossos queridões, como The Walking Dead, Homeland, House of Cards (no meu caso) e The Vampires Diaries (no caso da Lu) já estão de volta. Outros como GoT e Orange is The New Black ainda não voltaram, mas graças a Deus nem só de recomeços nós vivemos. Por isso, hoje vou falar de uma série que estreou em 2015 e já com toda a pompa do mundo conquistou um lugar em nossa prateleira: Better Call Saul.

Derivada do sucesso estrondoso de Breaking Bad (ou A Química do Mal para a Record rs), Better Call Saul conta como Jimmy McGill, um advogado fracassado e de casos medíocres se transformará em Saul Goodman, homem capaz de manter até grandes criminosos “dentro da lei” e um dos maiores parceiros de Walter White. A trama, aliás, se passa 6 anos antes dos dois protagonistas se conhecerem e traz muitas referências de sua irmã mais velha, como alguns personagens que aparecerão logo de cara.

Dirigido pelo talento raro de Vince Gilligan (também diretor de BB), Better Call mantém os ótimos planos e enquadramentos que já fazem sucesso, além de uma narrativa parecida com Breaking Bad, de começo arrastado, mas que vai esquentando ao longo dos episódios. O início do primeiro episódio, aliás, traz um flash ahead mostrando a nova vida de Saul logo após seu final em BB.

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Mas se as referências existem (e são muitas) Bob Odenkirk tem tudo pra ser o ponto de diferenciação entre as duas séries. Com suas caras, bocas e tiradas engraçadíssimas o personagem tem talento pra viver seu próprio caminho sem ficar à sombra do sucesso de Mr. White. Isso porque o ator é muuuito bom. E o personagem, com suas fragilidades e inconsistências, mas mesmo assim muita determinação tem uma capacidade enorme de gerar um carisma imediato.

Com poucos episódios lançados pela AMC e distribuído no Brasil pelo Netflix, ainda é cedo para dizer se Better Call Saul poderá se tornar tão grande quanto sua irmã. Mas certo é que seu começo promissor e cheio de expectativas já garantiu a ela um lugarzinho entre nossas sequências preferidas.

P.S. E Vince, dê o seu jeito de colocar logo o Sr White e o Pinkman nessa história, mesmo que só um minutinho. Todo mundo tá louco pra ver, ora!

 

 

 

Séries – House of Cards

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Uma das melhores coisas de ser aficionado por séries de TV é que elas se proliferam como coelhos e sempre aparece outra legal depois que aquela que você ama termina, te dando a chance de descobrir novas e boas histórias. Depois do luto pelo fim de Breaking Bad e aguardando o início da terceira temporada de Orange is The New Black e a quinta de The Walking Dead (que está voltando, para nossa alegriiiaaa), começamos a assistir mais um grande sucesso do Netflix, o drama político do poder, House of Cards.

Com duas temporadas disponíveis, House of Cards é uma série para os fortes. Ambientada em Washington, centro político americano, a série gira em torno do congressista Frank Underwood e mostra os movimentos de sua corrida estratégica para derrubar seus oponentes políticos em busca do poder absoluto. Tudo começa quando Frank, depois de trabalhar duramente na eleição do Presidente dos EUA recebe uma promessa (ser promovido a Secretário de Estado) que não é cumprida pelo presidente após sua eleição, estourando aí um desejo brutal de vingança pelo deputado. Um a um, Frank está à caça e como jogador nato que conhece como poucos as regras do jogo político, ele não descasará enquanto não conseguir o que quer.

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Mas não se preocupe. Embora a força motriz do seriado seja a vingança, ele não se assemelha a Revenge. Nesse caso, outros elementos estão em jogo e a apresentação do lado sujo da política movida pelo desejo mais puro de ambição é que darão o tempero necessário a House Of Cards e que fazem dela uma série vencedora.

Quer outros argumentos para assistir? Então leia abaixo.

– O deputado Frank, protagonista da série é interpretado simplesmente por um atorzinho chamado Kevin Spacey, o homem que tem na estante da sala entre os porta-retratos da família duas estatuetas do Oscar.

– A técnica narrativa do seriado faz com que Underwood interaja várias vezes com o telespectador, como em Alfie – O Sedutor. Porém, nesse caso não é apenas uma questão de estilo, é uma escolha consciente que valoriza o caráter vencedor do personagem. É como se Frank virasse para nós e falasse: “vou engolir aquele merdinha. Assista e aprenda!”

– House of Cards tem ainda uma ótima sequencialidade da história. Não há “buracos” na trama, mas o alto número de personagens exige de você atenção aos milhares de jogos de cena que estão acontecendo ao mesmo tempo em cada episódio.

– A produção é fantástica. Muito bem trabalhada e digna dos melhores filmes do gênero. Nesse caso, por exemplo, é mais verossímil do que Homeland.

– A mulher de Frank, Claire Underwood (Robin Wright), representa a extensão do poder do deputado e além de linda, imponente e classuda está maravilhosa no papel.

Se gosta do gênero de séries políticas e inteligentes com disputa pelo poder, House Of Cards tem tudo pra entrar na sua lista das queridinhas. Assista e nos fale o que achou.

 

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Séries – Orange Is The New Black

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Você já deve ter ouvido falar de um seriado que está bombando por aí: Orange Is The New Black. Se não, está perdendo uma das melhores séries do momento. Depois de ouvir muito zumzumzum na internet sobre OITNB, resolvemos dar uma chance e acrescentar mais esse seriado a grande lista que estamos seguindo, como GOT, The Walking Dead, Homeland, Revenge e outras que o Patrick não assiste comigo, como The Vampire Diaries e The Originals. E até agora, posso dizer, está valendo super à pena!

Orange é uma série de comédia produzida diretamente pelo Netflix, (assim como House of Cards que também estamos loooucos pra assistir) e acaba de ganhar 12 indicações no Emmy. Com duas temporadas já disponíveis no serviço de streaming, o Netflix já produz a terceira temporada, dado a grande aceitação do público pela série.

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Ainda estamos no final da primeira temporada, mas pelo que vimos até agora, OITNB narra o cotidiano da hilária Piper Chapman (Taylor Schilling), uma nova iorquina comum de classe média que foi mandada para a cadeia por 15 meses devido a um crime cometido no passado. Com boa parte das histórias passadas de dentro da prisão feminina onde Chapman se encontra, o seriado mostra também a vida de várias outras detentas de destaque na trama, como Alex Vause (Laura Prepon), Red Reznikov (Kate Mulgrew) e Nick Nichols (Natasha Lyonne), traçando um pequeno paralelo entre a vida das personagens dentro e fora da prisão. É engraçado, mas você MORRE de curiosidade para saber o que elas faziam antes de estarem presas.

A série é baseada no livro Piper Kerman, que conta a história real de sua vida na cadeia durante um ano por um crime cometido na juventude e contribui para a grande lição do seriado: os pré julgamentos que fazemos das pessoas (no caso, as detentas), sem ao menos saber como foram suas vidas antes de chegar até ali. #fikaadica

Você já conhece? Se não, experimente. Com certeza valerá a pena.

Uma série com S maiúsculo

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Sabe aquele seriado em que ao terminar de assistir o tão aguardado episódio você solta um espontâneo, extravasante e gutural P-U-T-A Q-U-E P-A-R-I-U!! Oh meu Deus!!?? Pois é, Game of Thrones é o próprio. Não que isso seja característica exclusiva desse fenômeno que arrebata milhões de GoTFans pelo mundo, mas é que porque nesse, diferentemente de outros seriados, o dono da história é um sanguinário sem dó nem piedade, seja de vilões ou, especialmente, de mocinhos.

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O nome desse serial killer? George R. R. Martin. Escritor da sequência em 5 volumes de As Crônicas de Gelo e Fogo, cujo primeiro livro, Game of Thrones,  deu nome a série produzida desde 2010 pela HBO. Com uma trama passada na longínqua Europa Medieval, denominada Sete Reinos de Westeros (e outros mais), GOT vive um mundo fantástico, onde a busca pelo famigerado Trono de Ferro, a linguagem ácida, a desconfiança generalizada e boas doses de erotismo (diga-se de passagem, muito mais presente na TV do que nos livros e tidos por alguns como desnecessária), compõem uma história alucinante, capaz de fazer o velho Tolkien se orgulhar nas catacumbas do além.

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Com um time de atores de nível em papéis de tanta personalidade fica difícil encontrar um personagem apenas que se destaque. Muito mais fácil é escolher pessoalmente o seu preferido. O nosso é o Jon, embora não tenha como não gostar também do sagaz Tyrion e da poderosa Daenerys. E você, gosta de quem da trupe de Westeros?

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P.S.: Evite assistir na sala de casa com a (o) namorada (o) onde os pais ou os sogros poderão circular espontaneamente. Por experiência própria, GOT parece ter sido feita com o time exato para expor as cenas mais quentes durante aqueles 10 segundos em que as mamães decidem parar na sala e perguntar o que você está assistindo.

P.S.2: A quarta temporada já está prontinha e sua estreia mundial está prevista para dia 06 de abril, embora os privilegiados nova-iorquinos poderão assistir a pré estreia dia 20 de março no estádio Barclays Center, no Brooklyn. Até lá, vá delirando no último trailer liberado pela HBO.  Se ainda não começou, volte 3 casas e comece a assistir do princípio. Confie, valerá a pena!

Imagens: divulgação HBO