DICAS DE VIAGEM | Gramado

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Mais uma viagem pra conta, um novo destino conhecido e a sensação que fica é uma que já estamos cansados de repetir, mas que é sempre bom lembrar: o Brasil é do caralho! Petrolões e Mensalões a parte, não consigo imaginar um país no mundo capaz de despertar experiências tão diferentes a partir de uma variedade de cenários únicos como o nosso. E isso é uma das coisas que faz com que Gramado seja um roteiro obrigatório (assim como muitos outros) dentro dessa salada mista de ótimos temperos e sabores encantadores.

Antes de tudo é importante dizer que foi uma viagem onde vimos várias coisas legais, mas que sabemos que ficaram outras tantas sem ver. Gramado e a Serra Gaúcha como um todo apresentam uma variedade muito grande de atrativos e conhecer as regiões próximas enriquece muito o roteiro. Como fomos no sábado pela manhã e voltamos na terça a noite, tivemos apenas 4 dias para curtir o máximo possível. Portanto, é legal se você puder ir com um pouco mais de tempo.

ROTEIRO DE VIAGEM

1º dia – sábado

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Saímos de BH às 6h30 da manhã e desembarcamos em Porto Alegre às 9. De lá, pegamos um ônibus às 10h15 dentro do próprio aeroporto e fomos para Gramado. A passagem do busão foi R$ 45 cada e o percurso de cerca de 120 km foi feito em 2h30 de subida pela serra e bela paisagem.

(Obs.: Não tinha essa dica, mas hoje imagino que teria sido bom alugar um carro. Como a viagem é muito mais do que “apenas” Gramado, um carango facilitaria e muito o transporte até outros pontos e cidades. É claro que você pode fazer esses passeios com pacotes turísticos, mas a liberdade e autonomia seria um ponto bom, principalmente se você tiver pouco tempo. Caso queira, pode alugar o carro em Gramado ou Canela também.)

Gramado estava linda. Toda decorada para a Páscoa e bem vazia, o que nos permitiu curtir muitas coisas sem fila ou estresse (a cidade que possui menos de 40 mil habitantes recebe um milhão de pessoas para o famoso Natal Luz. Loucura!) e com precinhos de baixa temporada. Muito bom. Não estava tão frio como dois mineiros gostariam, 19 graus de dia e 14 a noite, mas deu pra usar as jaquetas.

Como chegamos à tarde, deixamos para curtir Gramado, conhecer a igreja, a Rua Coberta e a bela praça central, as casas de chocolate que distribuíam bombonzinhos na porta (Lugano, Caracol, Florybal), a arquitetura maravilhosa e única da cidade e sentar para tomar cerveja e descansar. A noite fomos na pizzaria Cara de Mau, com decoração pirata e que mesmo em baixa temporada foi preciso esperar 30 minutos na fila (pra você ter uma ideia do prestígio da parada). Mas valeu a pena. O rodízio (no valor de R$ 56 por pessoa) tem opções que não acabam mais e a decoração temática é muito legal.

Obs.: Ficamos no hotel Sky. O atendimento foi sensacional. Não está entre os luxuosos, mas tem um bom custo x benefício. E o principal que sempre avaliamos, a localização é ótima.

2º dia – domingo

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Para o domingo havíamos comprado um passeio para conhecer a região. O valor de R$ 150 reais por pessoa em baixa temporada pode parecer alto, mas não é se você pensar que saímos às 7 da manhã e só voltamos às 20 da noite, incluindo visitas a Malharia, Vinícola Tonet, Fábrica da Tramontina em Carlos Barbosa, almoço, Vinícola Garibaldi em Garibaldi, Vinícola Peterlongo, passeio de Maria Fumaça em Bento Gonçalves e praça Labirinto em Nova Petrópolis.

Pontos fortes: as vinícolas são ótimas. Além de conhecer um pouco da história do lugar, a degustação é liberada e depois de tomar vinho de graça e aos montes o dia inteiro você chega faceiro faceiro à Maria Fumaça. O legal ainda é poder comprar bons vinhos por ótimos preços. Trouxemos alguns que custaram R$ 9,00, outros R$ 15,00.

A Maria Fumaça também é o máximo. 1h30 de passeio por uma paisagem linda e com várias apresentações durante o trajeto, como música Gaúcha, números teatrais etc. Nas paradas, adivinhe, mais vinho. O guia Luciano que nos acompanhou o dia inteiro em mais de 200 km percorridos é uma figuraça gente boa.

Pontos fracos: a parada na Malharia é desnecessária. As malhas não são tão baratas assim e embora bonitas, não representaram muito pra gente. E o almoço foi caidão. Também por esse valor não dava pra esperar muito.

Pontos médios: conhecer a Tramontina e um pouco de sua história é legal. A loja é linda, enorme e moderna, mas pelo menos para nós ficar vendo utensílio doméstico não chamou muito a atenção. Os preços podem ser bons, mas não temos as melhores referências (nunca comprei uma panela na vida pra saber se aquele preço era alto ou baixo). Depois de uma volta pela loja toda saímos para conhecer a praça e provar os queijinhos de Carlos Barbosa.

3º dia – segunda-feira

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Na segunda fomos conhecer o Snowland na parte da manhã e Canela durante a tarde. O Snowland é um grande parque de neve indoor. A entrada foi R$ 100 por pessoa, o que lhe dava direito a várias atrações, não todas. Foi divertido. Patinamos (na verdade a Lu patinou, eu fiquei 20 minutos me segurando ao corrimão), descemos de skybunda, tomamos chocolate quente, rejeitamos o bate-bate no gelo. É um passeio legal. Esperávamos um pouco mais, mas foi bom ter ido. 3 horas são mais do que suficientes para ir, conhecer e querer ir embora.

Dica: para quem não tiver um pacote turístico ou não quiser gastar R$ 50 de táxi, pode ir até a rodoviária e pegar um ônibus sentido Nova Petrópolis. O ônibus tem um ponto em frente ao Snowland, em um trajeto de menos de 10 minutos e que não custa nem R$ 5,00.

Já Canela é passeio obrigatório. Ô cidade lindinha! Toda decorada com ovos de chocolate foi onde tiramos um milhão de fotos. Destaque para a famosa igreja central em estilo gótico, a Maria Fumaça preservada e o percurso que possui vários atrativos, como museu do carro, da moda, da máquina de vapor etc.

Voltando a Gramado jantamos na Taberna MF, um lugar que é um oásis para qualquer bebedor de cerveja. Dezenas de bebidas de vários sabores e de preparação própria e onde jantamos uma massa recheada com abóbora moranga e servida com molho de camarão (do tamanho de um polegar) que é irresistível.

4º dia – terça-feira

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Na terça, dia do último dia aproveitamos para ver pontos de Gramado que não conhecíamos, como o lindíssimo Lago Negro que mesmo chovendo é uma ótima pedida para casais que queiram um lugarzinho romântico, e almoçarmos. Depois do almoço descemos a serra e #partiu BH.

Vai deixar saudades, Gramado! <3