Relato de viagem | Lisboa

No final do ano passado tivemos a oportunidade de conhecer dois lindos lugares que já estavam em nosso roteiro faz tempo: Lisboa e Barcelona. E pra não deixar passar batido, vamos dividir em dois posts o que nós achamos das duas cidades. Não é nossa pretensão falar aqui sobre os pontos ou dicas de cada uma, já que isso você acharia facilmente em blogs e veículos especializados em viagens, e cujos quais usamos bastante. Mas apenas um relato do que foram Lisboa e Barcelona na visão DELA e na visão DELE. Já adianto: 1) a cidade preferida de cada um foi diferente. 2) Está planejando uma viagem à Europa? Não pule Lisboa. Seria um grande pecado. Venha ler porquê.

 

Lisboa por ela

A primeira impressão foi um UAU! Tudo nessa cidade é grande, tem história, detalhes cuidadosos e preparada para o turista.

A facilidade do idioma de cara já deixa tudo mais familiar. A comida é próxima do que gostamos então foi delicioso experimentar sempre que podíamos um prato novo de bacalhau, doces típicos feitos de nata, vinhos portugueses excelentes… Ah os vinhos! Estes foram um capítulo à parte da viagem, pois queríamos trazer tantos, mas tantos para casa que tivemos problemas com o excesso de bagagem.

Utilizamos muito os meios de transporte público como ônibus, trens e metrôs subterrâneos. É muito fácil entender como funciona o eficiente e onipresente sistema de metrô, com ele era possível chegar em praticamente todos os principais pontos turísticos da cidade em pouco tempo e gastando muito pouco.

Conhecemos os principais pontos turísticos da cidade como o Mosteiro dos Jerônimos, os famosos Pastéis de Belém, Castelo de São Jorge, a Praça do Comércio, o lindo Oceanário de Lisboa, além de fazer dois bate-volta incríveis para Sintra e Óbidos.

Lisboa, assim como suas localidades próximas, é uma cidade limpa, organizada, barata e maravilhosa com suas belas ladeiras cheias de histórias.

 

Lisboa por ele

Quando planejamos a viagem o meu foco principal era conhecer Barcelona. Linda, cosmopolita e pulsante, a cidade espanhola sempre esteve em meus sonhos. Mas ao chegar a Lisboa percebi a injustiça de não ter sonhado com a capital portuguesa também. Absolutamente surpreendente, com suas ruelas estreitas em calçamento, subidas e descidas com uma vista mais linda do que a outra, bondinhos, tuk-tuks e restaurantes com apenas 5 ou 6 mesas extremamente aconchegantes. Lisboa é, diferente de outras metrópoles globais, intimista e encantadora e de longe a cidade mais charmosa que já conheci.

Há ainda o contraste entre a atmosfera sedutora pelos detalhes e a grandiosidade de obras que refletem a nobreza de uma nação que foi centro do mundo por quase dois séculos, no qual seus castelos, palácios e monumentos enfeitam diferentes cantos da cidade e das zonas vizinhas. É possível perceber a nobreza e a elegância de uma forte senhora, que já desfrutou dos maiores sucessos em seus tempos de glória. Lisboa é ainda um museu a céu aberto, repleta de história e de nossa história, e que nos faz sentir, ao final, também um pouco lisboeta.

Em breve um novo relato sobre nossas impressões de Barça!

MODA FEMININA | Dicas de looks em Gramado

looks gramado1

A viagem à Gramado foi um verdadeiro teste para um fazedora de malas como eu. Isso porque era um lugar que poderia esfriar bastante durante a noite, mas que não apresentava baixas temperaturas em nenhum Clima Tempo que procurei, o que me deixava sem saber o que esperar. Roupas para frio (normalmente grandes e pesadas)? Roupas confortáveis para longos passeios? Roupas leves? Botas, tênis ou salto? Enfim. Tudo isso com um grande limitador, sem despachar bagagem, portanto, tudo deveria ir em uma mala pequena, com nada de excessos. Passado o temor inicial, o resultado foi uma seleção extremamente versátil de combinações que me permitiam variar entre dois ou mais cenários, com peças-chaves, e que foram a chave (tsc) para o meu quebra-cabeças.

looks gramado2 Esse foi o look que escolhi para a viagem. Tinha de ser confortável por causa da correria de aeroporto e versátil, para permitir a possibilidade de trocar uma peça caso esfriasse/esquentasse. Por isso escolhi um look jeans, botinha baixa que usei muito durante a viagem e uma jaqueta caramelo de cor coringa que combinava com tudo.

looks gramado3Comprei esse vestido floral longo na Forever 21 e estava doida para inaugurar. Felizmente vi em um dos passeios a oportunidade perfeita. Coloquei com a jaqueta caramelo quando fazia um friozinho e um chapéu floppy que amo! A botinha (guerreira de sempre) confortável para aguentar um dia inteiro de andanças.

looks gramado4Olha elaaaaaaaa! A botinha de novo! Usei no dia em que fomos ao Snowland e em Canela, com calça jeans básica, uma blusa de manga princesa de cor neutra e um coletinho de pelos que amo muito – tem post no blog dando dicas de como usar, veja aqui.

looks gramado6Para um passeio ao Lago Negro no último dia e voltar para BH optei por uma calça bandage flare preta, que veste muito bem, a tal da botinha (juro que levei um tênis e outra bota que vocês verão daqui a pouco! Fui super econômica dessa vez!), um tricô branco que adoro, chapéu fedora e acessórios para compor o look.

looks gramado5Aqui são alguns looks que usei a noite. Levei um macaquinho de mangas compridas, usei com uma botinha de salto médio e o colete de pelos. Já o outro look usei um casaquinho 3/4 todo de paetê com a calça flare preta.

Como vocês viram o meu objetivo era otimizar as peças e usá-las o máximo possível em looks diferentes. Foi difícil deixar tanta coisa legal de fora, mas no final o resultado deu certo. E você, tem alguma dica secreta pra montar a mala perfeita? Conta aí!

DICAS DE VIAGEM | Gramado

gramado1

Mais uma viagem pra conta, um novo destino conhecido e a sensação que fica é uma que já estamos cansados de repetir, mas que é sempre bom lembrar: o Brasil é do caralho! Petrolões e Mensalões a parte, não consigo imaginar um país no mundo capaz de despertar experiências tão diferentes a partir de uma variedade de cenários únicos como o nosso. E isso é uma das coisas que faz com que Gramado seja um roteiro obrigatório (assim como muitos outros) dentro dessa salada mista de ótimos temperos e sabores encantadores.

Antes de tudo é importante dizer que foi uma viagem onde vimos várias coisas legais, mas que sabemos que ficaram outras tantas sem ver. Gramado e a Serra Gaúcha como um todo apresentam uma variedade muito grande de atrativos e conhecer as regiões próximas enriquece muito o roteiro. Como fomos no sábado pela manhã e voltamos na terça a noite, tivemos apenas 4 dias para curtir o máximo possível. Portanto, é legal se você puder ir com um pouco mais de tempo.

ROTEIRO DE VIAGEM

1º dia – sábado

gramado2

Saímos de BH às 6h30 da manhã e desembarcamos em Porto Alegre às 9. De lá, pegamos um ônibus às 10h15 dentro do próprio aeroporto e fomos para Gramado. A passagem do busão foi R$ 45 cada e o percurso de cerca de 120 km foi feito em 2h30 de subida pela serra e bela paisagem.

(Obs.: Não tinha essa dica, mas hoje imagino que teria sido bom alugar um carro. Como a viagem é muito mais do que “apenas” Gramado, um carango facilitaria e muito o transporte até outros pontos e cidades. É claro que você pode fazer esses passeios com pacotes turísticos, mas a liberdade e autonomia seria um ponto bom, principalmente se você tiver pouco tempo. Caso queira, pode alugar o carro em Gramado ou Canela também.)

Gramado estava linda. Toda decorada para a Páscoa e bem vazia, o que nos permitiu curtir muitas coisas sem fila ou estresse (a cidade que possui menos de 40 mil habitantes recebe um milhão de pessoas para o famoso Natal Luz. Loucura!) e com precinhos de baixa temporada. Muito bom. Não estava tão frio como dois mineiros gostariam, 19 graus de dia e 14 a noite, mas deu pra usar as jaquetas.

Como chegamos à tarde, deixamos para curtir Gramado, conhecer a igreja, a Rua Coberta e a bela praça central, as casas de chocolate que distribuíam bombonzinhos na porta (Lugano, Caracol, Florybal), a arquitetura maravilhosa e única da cidade e sentar para tomar cerveja e descansar. A noite fomos na pizzaria Cara de Mau, com decoração pirata e que mesmo em baixa temporada foi preciso esperar 30 minutos na fila (pra você ter uma ideia do prestígio da parada). Mas valeu a pena. O rodízio (no valor de R$ 56 por pessoa) tem opções que não acabam mais e a decoração temática é muito legal.

Obs.: Ficamos no hotel Sky. O atendimento foi sensacional. Não está entre os luxuosos, mas tem um bom custo x benefício. E o principal que sempre avaliamos, a localização é ótima.

2º dia – domingo

gramado4

Para o domingo havíamos comprado um passeio para conhecer a região. O valor de R$ 150 reais por pessoa em baixa temporada pode parecer alto, mas não é se você pensar que saímos às 7 da manhã e só voltamos às 20 da noite, incluindo visitas a Malharia, Vinícola Tonet, Fábrica da Tramontina em Carlos Barbosa, almoço, Vinícola Garibaldi em Garibaldi, Vinícola Peterlongo, passeio de Maria Fumaça em Bento Gonçalves e praça Labirinto em Nova Petrópolis.

Pontos fortes: as vinícolas são ótimas. Além de conhecer um pouco da história do lugar, a degustação é liberada e depois de tomar vinho de graça e aos montes o dia inteiro você chega faceiro faceiro à Maria Fumaça. O legal ainda é poder comprar bons vinhos por ótimos preços. Trouxemos alguns que custaram R$ 9,00, outros R$ 15,00.

A Maria Fumaça também é o máximo. 1h30 de passeio por uma paisagem linda e com várias apresentações durante o trajeto, como música Gaúcha, números teatrais etc. Nas paradas, adivinhe, mais vinho. O guia Luciano que nos acompanhou o dia inteiro em mais de 200 km percorridos é uma figuraça gente boa.

Pontos fracos: a parada na Malharia é desnecessária. As malhas não são tão baratas assim e embora bonitas, não representaram muito pra gente. E o almoço foi caidão. Também por esse valor não dava pra esperar muito.

Pontos médios: conhecer a Tramontina e um pouco de sua história é legal. A loja é linda, enorme e moderna, mas pelo menos para nós ficar vendo utensílio doméstico não chamou muito a atenção. Os preços podem ser bons, mas não temos as melhores referências (nunca comprei uma panela na vida pra saber se aquele preço era alto ou baixo). Depois de uma volta pela loja toda saímos para conhecer a praça e provar os queijinhos de Carlos Barbosa.

3º dia – segunda-feira

gramado5

Na segunda fomos conhecer o Snowland na parte da manhã e Canela durante a tarde. O Snowland é um grande parque de neve indoor. A entrada foi R$ 100 por pessoa, o que lhe dava direito a várias atrações, não todas. Foi divertido. Patinamos (na verdade a Lu patinou, eu fiquei 20 minutos me segurando ao corrimão), descemos de skybunda, tomamos chocolate quente, rejeitamos o bate-bate no gelo. É um passeio legal. Esperávamos um pouco mais, mas foi bom ter ido. 3 horas são mais do que suficientes para ir, conhecer e querer ir embora.

Dica: para quem não tiver um pacote turístico ou não quiser gastar R$ 50 de táxi, pode ir até a rodoviária e pegar um ônibus sentido Nova Petrópolis. O ônibus tem um ponto em frente ao Snowland, em um trajeto de menos de 10 minutos e que não custa nem R$ 5,00.

Já Canela é passeio obrigatório. Ô cidade lindinha! Toda decorada com ovos de chocolate foi onde tiramos um milhão de fotos. Destaque para a famosa igreja central em estilo gótico, a Maria Fumaça preservada e o percurso que possui vários atrativos, como museu do carro, da moda, da máquina de vapor etc.

Voltando a Gramado jantamos na Taberna MF, um lugar que é um oásis para qualquer bebedor de cerveja. Dezenas de bebidas de vários sabores e de preparação própria e onde jantamos uma massa recheada com abóbora moranga e servida com molho de camarão (do tamanho de um polegar) que é irresistível.

4º dia – terça-feira

gramado6

Na terça, dia do último dia aproveitamos para ver pontos de Gramado que não conhecíamos, como o lindíssimo Lago Negro que mesmo chovendo é uma ótima pedida para casais que queiram um lugarzinho romântico, e almoçarmos. Depois do almoço descemos a serra e #partiu BH.

Vai deixar saudades, Gramado! <3

 

Dicas de Viagem | Paraty – RJ

paraty

Sabe aquele lugar lindo que você fica namorando por séculos até que finalmente decide ir e chegando lá vê que não é nada do que você pensava… mas muito mais? Então, assim foi conosco quando decidimos ir à Paraty nas férias desse fim de ano. A cidade litorânea com jeitinho da Tiradentes mineira já permeava nosso roteiro imaginário por toda sua efervescência cultural, sua arquitetura charmosa e sua localização estratégica, pertinho de inúmeros paraísos. E foi com base nisso que num dia qualquer reservamos 5 diárias na Pousada Doce Paraty (ótima estrutura, bom preço e muito bem localizada, dentro do centro histórico), colocamos nossas coisas no carro e partimos.

paraty2

Para quem não conhece a cidade é importante dizer que Paraty tem meio que duas partes, sendo o centro histórico pequeno e mais próximo do cais e da praia, com ruelas pequenas de pedra e casinhas em estilo colonial, cheias de bares, restaurantes, pousadas e lojas de artesanatos super legais, e a parte “nova” na entrada da cidade em que sua estrutura com supermercados, farmácias, Subway e asfalto lembra o de uma cidade pequena qualquer.

paraty3

Obs.: Por que ir de carro? Após várias pesquisas decidimos que a melhor forma de ir para lá saindo de BH era mesmo de carro. Primeiro, não é assim tão looonge (600 Km, cerca de 9 horas indo devagar e parando ao longo do caminho pra almoçar e curtir a paisagem). Aliás a paisagem foi um item decisivo. Optamos pela BR 040 sentido Rio. Meu grande interesse era por percorrer a BR 101, famosa Rio-Santos e tida como uma das estradas mais bonitas do Brasil, por possuir kilômetros de cara pro mar com paisagens deslumbrantes. E valeu a pena demais. Outro fato é que Paraty não tem lá muita praia “nadável”. Assim, a opção é pegar um barco e fazer um dos vários passeios oferecidos pelas agências ou ir até regiões próximas, como Trindade (30 km de Paraty sentido SP) que conta com praias maravilhosas como a Caixad’aço e sua piscina natural ou São Gonçalo e São Gonçalinho (25 km de Paraty sentido Angra).

paraty4

Acima a Praia de Caixad’aço, uma das maiores maravilhas de Trindade. Abaixo, sua piscina natural.

Paraty é uma cidade com um número incrível de visitantes estrangeiros e boa parte de sua estrutura é, portanto, voltada para o turismo. Assim sendo, não é necessariamente barata. É comum encontrar uma opção de jantar para duas pessoas por volta de R$ 140,00. Mas há uma grande variedade de restaurantes e cardápios, o que ajuda a equilibrar as despesas. Assim fazemos, comendo um dia num lugar mais legal e outro em um mais simples. Dessa forma, R$ 200,00 por dia era o suficiente para comer bem, considerando o casal.

bloco

Cidade em festa e uma vida noturna agitada na Paraty pré-reveillon.

Ficamos na cidade 5 dias e deu pra conhecer boa parte do que queríamos e principalmente viver sua vida noturna, um dos principais diferenciais da cidade. A noite ninguém fica em casa e nessa época do ano então tinham bandas e palcos improvisados pelas ruas que dão toda uma atmosfera festeira para a região. O que deve se contrastar com outros períodos do ano. Com certeza Paraty entrou para aquele grupo de cidades em que vale a pena voltar. Como Ilha Grande, sequência dessa viagem e onde passamos um reveillon mágico. Mas esse é papo para outra história.

paraty6

 

VIAGENS | O paraíso de Ilha Grande

titulo

Finalmente estamos de volta! Depois de lindos dias de férias voltamos para comprovar tudo aquilo que todo mundo fala (ou deveria falar) desse paraíso: Ilha Grande é com certeza um dos lugares mais lindos do planeta.

E não precisa visitar o mundo inteiro para saber disso. Basta olhar a infinidade de gringos que encontramos pela terrinha. Seja num passeio de lancha, restaurante, pousada ou supermercado, lá estavam eles. Talvez pela época do ano, mas juro que durante a semana parecia ter 80, 90% de gringos. Se ouvia pouco português. Americanos, franceses, alemães, suecos, argentinos, todos eles já descobriram essa maravilha que vários brasileiros ainda não conhecem. Muitos gringos, inclusive, estão morando por lá.

Também não é pra menos. Depois de passear por céu, terra e mar para chegar a esse paraíso, você imagina ter entrado num portal de maravilhas e a última coisa que pensa é em voltar. Enfim, melhor do que ler sobre isso é ver um pouco, um pouquinho só, desse lugar lindo e tão pertinho que deveria ser destino obrigatório para todos nós. Um lugar apaixonante e que não deve em nada pras belezas estrangeiras.

1

Acredite, a cor da água é assim mesmo, sem filtro nem Photoshop. Um verde lindo e em alguns pontos um azul incrível. Fizemos mergulho com snorkel e vimos muitas espécies de peixinhos que não tinham medo de nos cercar.

2

Fizemos o passeio Super Sul que passava pelas praias Caxadaço, Feiticeira, Lopes Mendes, Ilha de Jorge Grego e Dois Rios, além do Meia Volta à Ilha que vai nos principais pontos turísticos do norte, Lagoa Verde (<3 <3), Lagoa Azul, Japariz e Praia do Amor.

3

Lopes Mendes é a praia mais famosa, eleita a segunda mais bonita do Brasil (ficando atrás somente duma em Fernando de Noronha), mas para nós a Dois Rios foi a mais impressionante. O nome é justamente pelo encontro de dois rios com o mar, formando um espelho d’água maravilhoso.

4

 

5

11798343_856494007733878_1828986222_n

11793889_856493507733928_961571238_o

Demais, né?!

DESTINO DE FÉRIAS | Ilha Grande

Venho por meio dessa avisar que é oficial: as férias finalmente chegaram! \o/ Depois de mais um semestre daqueles (graças a Deus), é hora de dar uma pausa, relaxar e se preparar para a segunda parte de 2015. E para aproveitar da melhor maneira possível estamos fazendo as malas para um destino que já há algum tempo estávamos doidos pra conhecer: Ilha Grande, no Rio de Janeiro.

roteiro ilha grande

Ilha grande faz parte de Angra dos Reis, costa oeste do Rio de Janeiro. Como o nome já diz, a ilha é realmente enorme, com dezenas de praias e algumas acessadas apenas por trilhas na mata. A curiosidade de lá é que, diferentemente de Ilha Bela (onde fomos e também é lindo) não se pode entrar de carro, tudo por lá é ou a pé ou de barcos/lanchas. Talvez por isso o local seja tão bem preservado, com inúmeras belezas naturais, animais silvestres e águas cristalinas.

ilha grande

É verdade que o start dessa viagem foi dado meio de uma hora pra outra, quando vimos coincidentemente uma matéria no Globo.com falando que a praia de Lopes Mendes, uma das maravilhas da ilha, estava entre as 10 praias mais bonitas do mundo. Com uma fachada dessa, não deu pra resistir. Compramos passagens, reservamos pousada e lá vamos nós.

Mas como todo mundo sabe, a parte boa da viagem começa muito mesmo antes do embarque. O planejamento de onde ficar, o quê visitar, como comer, vestir e se divertir é uma das partes mais legais do roteiro. Por isso, fizemos um guiazinho rápido sobre a ilha e que pretendemos estudar até a próxima semana, que é a data da viagem.

Estamos contando as horas. Em todo o caso, se você tiver ainda alguma dica, sugestão ou informação que acha interessante, compartilhe com a gente. É sempre o máximo saber de pessoas que já conhecem o destino. Na volta, com certeza, vamos ter um post com nossa opinião sobre a ilha e esperamos poder contar muitas coisas boas de lá.

we

 

See you!

Dicas de viagem | Lavras Novas

lavras

Final de semestre é assim: você vai colocando tudo em marcha lenta e fica na expectativa de aproveitar qualquer tempinho disponível para descansar da extenuante primeira metade do ano. E na falta de algo melhor (que começa com e termina com RIAS), um final de semana pode ser a oportunidade perfeita para dar aquela pausa da rotina e fugir para um lugarzinho buscando sossego e tranquilidade. Foi mais ou menos isso que fizemos no último sábado. Na companhia de mais três casais, saímos de BH cedinho pra aproveitar o fim de semana em Lavras Novas, uma cidadezinha a cerca de 120 km de BH, colado em Ouro Preto.

Lavras é conhecida pelas suas lindas paisagens, como os mares de morros, pelas cachoeiras, pela cultura nativa e toda uma atmosfera romântica que invade as ruelas e poucos restaurantes locais (é incrível a quantidade de casais turistando pela cidade). Outra peculiaridade famosa é o frio. E esse último não frustrou nenhuma expectativa. Estava de lascar, com temperaturas entre 7 e 11 graus, com sensação térmica de paleteca esquecida no fundo do congelador. O que foi bom, porque como mineiro já tem a mania de tirar o casaco do guarda-roupa com qualquer “20 graus”, Lavras foi a oportunidade perfeita para as meninas montarem toda aquela produção de inverno europeu que não tem clima para vestir por aqui. Foi um festival de gorro, luvas, jaquetas e cachecóis para todos os lados.

lavras1

Como o frio inviabilizava qualquer chance de curtir as cachoeiras (há controvérsias), o jeito foi aproveitar a área urbana de Lavras. Confesso que esperava mais das opções de entretenimento. Não são muitos os bares e restaurantes que chamam a atenção, aqueles que só pela fachada lhe convidam a entrar. Embora, no domingo foi possível tomarmos uma cerveja na Taberna Casa Antiga, um restaurante temático ao lado da famosa (e ryca) Pousada Carumbé que é show. Se um dia voltarmos, com certeza começaremos o passeio por lá. Em todo o caso, foi possível aproveitarmos um belo fondue de carne e queijo no restaurante Palavras Novas, que além de acessível (a conta com os fondues mais vinhos e outras bebidas ficou em R$ 150 por casal) é bem aconchegante. Curtimos também o restaurante medieval Santo Graal (do Vaxxcão) com boas cervejas artesanais. A decoração e os trajes dos garçons são um detalhe bem-vindo à parte.

Para se hospedar Lavras possui um leque diverso de alternativas. Das mais simples até a top das tops é possível encontrar opções para todos os gostos e bolsos. Nós optamos pela Bem Querer. Definitivamente não era uma pousada chique, mas possuía estacionamento, quartos honestos e um café da manhã ok (que poderia ser melhor). Como ficamos apenas de um dia pro outro e mais na rua do que na pousada, não há o que reclamar e atendeu bem as nossas expectativas em uma acomodação de R$ 180 a diária por casal.

lavras2

Por fim, as companhias merecem um capítulo à parte. Vocês já devem ter percebido que não somos muito de viajar acompanhados. Isso por um motivo simples: nós dois nos bastamos. Não no sentido pretensioso da palavra, mas é incrível como mesmo namorando há 11 anos conseguimos nos divertir tanto juntos, curtindo muito a companhia um do outro. Não existe uma rotina ou um momento entediante preenchido por um silêncio constrangedor, e nunca precisamos de outras pessoas pra extrair boas lembranças dos lugares em que fomos. Mas dessa vez foi divertido curtir a experiência ao lado de bons amigos. Ter outras pessoas com quem conversar, brincar, beber foi uma delícia e trouxe boas energias para o passeio. Se a máxima que diz que “ao viajar entre amigos os laços se apertam ainda mais ou se rompem completamente” é verdade, essa viagem provou que, definitivamente, voltamos ainda mais próximos e é ótimo ter a certeza disso.

lavras3

RELACIONAMENTO | Dicas para comemorar o Dia dos Namorados

brigadeira4

Uma coisa é verdade: das incontáveis delícias dos dias dos namorados, as melhores delas não podem ser compradas em shoppings como a publicidade insiste em nos mostrar durante esse período do ano. Se o que vale no aguardado 12 de junho é a presença do (a) amado (a), então existem várias outras formas de aproveitar bem o momento, curtindo o clima de romance e sem precisar gastar horrores. Aliás, nós mesmos somos adeptos dessa prática. Na maioria das vezes optamos por um programa (passeio ou viagem) a dois, no lugar de um presente caro. Coisas simples, mas que no final terá muito mais valor. Olha só.

 

PIQUENIQUE NO PARQUE

13_n

Já fizemos várias vezes e adoramos! Esse final de semana, por exemplo, descobrimos um ótimo lugar em BH, super arborizado e com a grama fofinha e aparada para um belo piquenique, o Parque Ecológico da Pampulha! Fomos para passear, mas da próxima vez que voltarmos será com nossa cestinha de quitutes! O melhor é que não precisa de muita coisa, basta uma toalha ou lençol grande para forrar, algumas guloseimas favoritas e não se esqueça de guardanapos, talheres (pode ser de plástico) e copos. Geralmente esses parques ficam cheios de famílias e casais, o que deixa o clima ainda mais gostoso. É ou não é uma ótima forma de celebrar o amor?

 

JANTAR ROMÂNTICO EM CASA

diadosnamorados
Se os dois gostam de cozinhar, acredito que a melhor maneira de preparar um jantar especial seja os dois preparando juntos o cardápio escolhido. Mas se ele ou ela não é muito de cozinhar, coloque as mãos na massa você mesmo e prepare um delicioso jantar com entradinhas, prato principal e uma sobremesa. Acrescente velas, guardanapos de pano, taças e uma boa música que o romance já estará no ar! No nosso caso dividimos quase sempre entre eu cozinhando e o Patrick cuidando da louça. Funciona e nossas noite japas são sempre um grande sucesso.

 

CINEMINHA À DOIS

diadosnamorados4
Outra alternativa mega viável e democrática, o cinema quase sempre agrada a todos. No nosso caso, uma noite feliz é uma noite com os olhos grudados na telona, um balde de pipoca de um lado e o milk shake do outro. E em casa, vale? Mas é claro, na intimidade do seu cafofo é ainda mais gostoso! Vai me dizer que não é um programa agradável para fazer a dois?!

 

UMA MINI-VIAGEM

10984675_781844171865529_436202872_n

Esse dia dos namorados cairá numa sexta feira. Tem dia melhor pra pegar a estrada rumo a uma cidadezinha gostosa com seu Love? Se você pode pagar uma diária em uma pousadinha aconchegante perto de onde você mora, ótimo! Mas se não, não precisa deixar de fazer essa aventura. Vá cedinho no sábado com seu amor e volte ao final do dia. Próximo a BH existem várias cidades lindas e históricas como Ouro Preto, Tiradentes, Lavras, Macacos… Roteiro é o que não falta.

#FICAADICABH | Delícia de Inhotim

inhotim1

No final de janeiro eu e o Patrick finalmente fomos conhecer o maior Centro de Arte Contemporânea a céu aberto da América Latina, o museu de Inhotim, que fica em Brumadinho (uns 50 km de BH). Como estávamos de pernas pro ar e curtindo as férias, fomos em uma terça-feira, dia em que a entrada era gratuita (hoje esse dia passou para quarta feira).

inhotim2

O dia estava muito muito, muito quente e percebemos que roupas confortáveis são essenciais para aproveitar bem o passeio (vi uma menina de salto que me chocou, mas há gosto pra tudo nesse mundo). O lugar é enorme, tanto que tem opção de pagar uma taxa e pegar carrinhos de golf disponíveis por todo o parque com motoristas. É muita ladeira, um sobe e desce danado, tudo muito distante, embora sempre com atrações e cenários lindos pelo caminho que valem a pena. Em todo o caso, é quase impossível visitar tudo em um só dia.

inhotim3

Há algumas lanchonetes e dois restaurantes no museu, porém estavam tão cheios (férias e entrada gratuita) que decidimos ir embora e comer em outro lugar. Fiquei bastante impressionada com o paisagismo e muito intrigada com a cor da água dos lagos, um tom de verde maravilhoso e incomum. Aliás, o que não falta é variação de tons de verde. Um oásis! O paisagismo é impressionante, tudo muito bem planejado e cuidado.

inhotim4

Vimos várias galerias enquanto conseguimos andar. Inhotim tem galerias de artistas do mundo inteiro e gostei mais da Galeria Adriana Varejão e os quadros de Luiz Zerbini (com muita vida e cores). O Patrick adorou as galerias sonoras, com caixas acústicas de som espalhadas pelo galpão. É lindo mesmo. Mas confesso que algumas atrações eu não achei tão interessante. Existem algumas piscinas espalhadas, para quem quiser levar traje de banho e se refrescar um pouco. Em todas as galerias tem guias que explicam sobre a obra e dão informações gerais sobre o local.

inhotim5

Se você tiver procurando um passeio diferente e interessante para fazer no fim de semana, Inhotim é uma dica excelente. Além de lindo e rico em cultura, é uma oportunidade de valorizarmos algo que é nosso e que trás turistas do mundo inteiro todos os meses do ano.

Aberto: Terça a sexta-feira: 9h30 às 16h30
Sábado, domingo e feriado: 9h30 às 17h30

Ingressos: Terça e quinta-feira: R$ 25,00
Quarta-feira (exceto feriado): entrada gratuita
Sexta, sábado, domingo e feriado: R$ 40,00
Fechado às segundas-feiras.

www.inhotim.org.br

DICAS DE VIAGEM | Macacos – São Sebastião das Águas Claras

dicas macacos

Sexta feira já é um dia estimulante por natureza. Apenas sua proximidade com o sábado já faz com que a expectativa de sua chegada inunda as horas mais cansativas da semana. E quando se tem um descanso programado que foge à rotina então, é só alegria. Foi assim que nos preparamos na última sexta para nossa fugidinha pra mata. Não chegou a ser uma viaaaagem, mesmo porque Macacos (ou São Sebastião das Águas Claras) fica só a uns 20 minutinhos de BH.  Mas mesmo assim, a possibilidade que o vilarejo oferece de mudar completamente de atmosfera em pouco mais de 20 km é fascinante. É praticamente como entrar em um portal, da metrópole pulsante a mata com grilo cantante na janela em dois palitos. Por essas e outras Macacos  – conhecido por seu ecoturismo e diversas pousadas – sempre estará na listinha de nossos recantos preferidos.

Mas o passeio não é apenas o passeio e sim sua expectativa e planejamento. Escolhemos cuidadosamente nossa pousada, e fiz questão de uma que tivesse varanda bem localizada entre as arvores, totalmente no meio do mato. Isso não era difícil (já que a cidade tem apenas uma rua principal que a corta), mas quando soubemos que além da varanda tinha também uma redinha de frente pra lua, tivemos a certeza: era essa. Reservamos, preparamos a mochila (a minha, a da Lu era uma senhora mala que ocupou 50% do bagageiro do carro), passamos no nosso supermercado favorito para comprarmos uns beliscos e partimos.

dicas macacos1

Antes mesmo de terminar 1/4 da playlist, chegamos. Como tínhamos comprado temakis, sushis, cervejas e sucos para uma família de 6 pessoas, fizemos uma noite japa e curtimos a sexta mais relax do ano conversando, namorando e ouvindo os sons das rajadas de vento que passavam pelas árvores, indicando forte chuva no dia seguinte. No sábado, contrariando a expectativa de 10 entre 10 aplicativos clima/tempo, abriu um belo dum sol, mais radiante do que quente e que permitiu que passássemos boa parte do dia na área da piscina aquecida, saindo só depois dos dedinhos já totalmente enrugados. Que delícia de sábado! 

A noite foi de música, em um bar/restaurante que descobrimos chamado Planeta Macacos. Com decoração intimista, iluminada por pendentes e arandelas, além de uma linda jabuticabeira um menu de pizza gourmet e uma bandinha tocando Red Hot a noite passou breve, leve e suave. Jantamos um Calzone de Filet Mignon com gorgonzola e cogumelos, além de caldos de feijão. Valeu a pedida.

dicas macacos2

No domingo, dia da volta, a programação foi a mesma, dessa vez fechando num almoço charmosíssimo no também a nós desconhecido Café Cultura Bar – espaço de gastronomia, arte e cultura localizado bem no centrinho de Macacos.

dicas macacos7

Criado para comercializar alguns produtos do Instituto Kairós o lugar é acanhado, mas tão aconchegante que é impossível ignorar. Pães quentinhos saídos do forno, Picanha desfiada no azeite (com um nome mais sofisticado do que esse, mas que esqueci) e Escondidinho de Carne Seca no final.

dicas macacos4

Foi breve e foi pouco. Mas foi tão gostoso que só de lembrar da vontade de voltar.

 

P.S.: Luanna, eu estava de biquini tomara-que caia, tá? rsrs (Assinado Luiza)