11 pequenas descobertas da vida a dois

Passados pouco mais de 7 meses desde o “sim” definitivo, estamos experimentando um mar de descobertas a cada novo dia. Viver a dois dividindo uma casa é também dividir momentos de extrema felicidade, algumas frustrações e outras coisas menores que serão parte fundamental de sua vida sem que ao menos se dê conta, como tirar o lixo e fazer as compras no sábado. E isso definitivamente não é ruim (pelo menos a maior parte, as vasilhas da pia são ruim sim). É uma nova rotina, diferente e simples, mas com detalhes nos quais estão escondidas as pequenas alegrias de uma vida a dois.

Por isso, abaixo listamos algumas dos detalhes que percebemos nesse pouco tempo, desde que nos mudamos da casa dos nossos pais para o nosso novo home sweet home. Alguém se identifica?

1- A velocidade bizarra que uma geladeira se esvazia depois de fazer supermercado.

 

 


2- Tirar o lixo é bem importante, mas ainda nos esquecemos dele várias vezes. (E infelizmente a quantidade de lixo que um simples casal é capaz de produzir!)

 

 

3- Se o parceiro não entrar na dieta, você não vai emagrecer. (Um salve pra batata recheada do último domingo a noite com Neflix).

 

 

4- Acordar e dormir ao lado de quem se ama é uma das melhores coisas do MUNDO. Fato!

 

 

5- As contas nunca param de chegar, por mais que você as pague todos os meses.

 

 

6- A liberdade de não ter de dividir a TV com a novela da sua mãe é mágica (mas ainda sim às vezes tem o tal canal de futebol do marido. P.S.: alguém me explica a necessidade de ver um jogo repetido que você já sabe o resultado? )

 

 

7- Dar faxina não é tão romântico como nos filmes do cinema.

 

 

8- A personalidade do casal não muda. Somos exatamente iguais a antes do casamento, só que mais próximos, mais companheiros e mais apaixonados.

 

 

9- É difícil guardar dinheiro com tantos sonhos e possibilidades a realizar.

 

 

10- A saudade dos seus pais é um temperinho maravilhoso para os encontros com eles.

 

 

11- A sujeira das vasilhas é exponencial, nunca acaba. Pior do que as contas.

 

 

12- As plantas morrem se não regá-las. Essa descoberta foi bem triste na verdade.

Treinamento para filhos | Ter ou não ter um cãozinho?

Desde que eu me entendo por gente lembro-me de ter um cachorro em casa. Tinha vira-lata, cachorro de raça, filhotes e mais filhotes para doar. Com um quintal grande era fácil convencer meu pai de que eu queria mais um filhote. A Luna, nossa Poodle que hoje tem 18 anos, eu mesma escolhi. Se for pensar bem, ela fez parte de mais da metade da minha vida, e em praticamente todos os momentos ela estava presente.

Luna: velhinha cãopanheira.

Com o Patrick não foi diferente. Quintal grande, cachorros e mais cachorros: Vira-lata, Pastores (Belga, Alemão, Malinois), Dobermann, Rottweiler e uma infinidade de Nero e Nilo (não sei porque repetiam tanto os nomes, rsrs), de modo que crescer e viver na companhia de um amigão de 4 patas não é só normal, como faz parte da concepção de família dele.

Jolie, quanta delicadeza! Quem vê assim até pensa.

E foi assim, até nos casarmos. Antes de sairmos da casa dos pais eu vivia cercada pela onipresença da Luna com seus passinhos minúsculos ao lado da minha janela toda manhã e com a molecagem da nova habitante Jolie, nossa linda pastora alemão de energia interminável (sério, sabe o Marley do filme? Ela é 10x mais agitada, acredite). Já ele não desgarrava da doce Luna (sim, o mesmo nome da minha, eles tem esse probleminha), também pastora, mas uma lady totalmente diferente da Jolie e a Serena, vira-lata fofinha e peluda que não cansa de pular na gente.

Luna sendo Luna. Serena sendo Serena.

Quando nos casamos, toda essa ninhada ficou na casa dos pais. Afinal, é impossível conceber dois pastores dividindo espaço com a gente em um apê de 70 metros quadrados, enclausurados sozinhos durante o dia. Foi triste. Acho que até mais pra ele, já que sempre foi muito apegado. De modo que conversamos sobre, um dia, quem sabe, adotarmos um filhote.

Era uma vez um jardim. A verdadeira face da Jolie.

Esse é sempre um assunto em pauta. Ele sonha com um Beagle, eu penso em alguns mais dóceis e tranquilos. Mas a verdade é que decidimos, por ora, adiar esse sonho. Com 4 meses de casados estamos, enfim, se adaptando à nossa rotina e por mais que gostaríamos, não cabe um cachorrinho em nossas vidas agora. Não é só a falta de espaço/estrutura. É a falta de tempo de qualidade para ficar com ele. É a falta de humanidade em deixá-lo preso todo dia em um lugar em que ele mal terá como gastar sua energia, na solidão por 10, 12 horas. E é abrir mão de um estilo de vida que pela primeira vez estamos tendo um gostinho, de sermos livres, mesmo estando casados. De sermos desimpedidos para pegarmos o carro e viajar sem ter que avisar a ninguém ou conciliar com a família para ficar com ele. É não se ver obrigado a nenhuma responsabilidade que tire o nosso tempo de estar junto, uma das coisas que mais prezamos (porque é óbvio que se dedicar a cuidar de uma vida como a deles exige extrema responsabilidade). É querer não ter rotina dentro da própria rotina. (É também preservar todos os móveis novinhos de um lar recém-criado – Ai meu sofá branquinho!). Enfim, é aceitar que hoje precisamos priorizar, e priorizar significa abrir mão. Corta o coração vê-lo se despedir da Luna e tem horas que adoraria levar a Jolie pra casa, mas no momento escolhemos nos curtir e aproveitar a delícia de um período novo em nossas vidas, deixando o terceiro membro da família para daqui alguns anos. Quando isso acontecer, talvez nossa família seja mais completa (estilo a três?), e será um caminho natural percorrido com paciência e aceitação daquilo que podemos oferecer.

E você? Tem um animalzinho na família (gato, cachorro, periquito)? Casou e levou o cãozinho? Deu certo? Pensa em levá-lo se casar? Conta aí!

 

 

Diário de bordo | primeiros 60 dias de casados

15086460_1129609297089013_1923916875_n

Não sei como é para as mulheres, mas entre os homens é quase consenso:

– Casou? Puts! Prepare-se.

– Tenha calma e haja paciência!

– Sua vida será outra. Muda completamente!!

– Namorar é uma coisa, casar é ooooutraaa! Totalmente diferente.

– Prepare-se pra conhecer uma nova Luiza!

– Dormir sob o mesmo teto é muito diferente!! Bem mais difícil!

– Antes vocês discutiam e bastava deixá-la em casa. Agora tem que dormir com o inimigo. É complicado…

– Aproveita, meu amigo. Aproveita enquanto está namorando, porque no dia seguinte ao casamento, tudo começa a mudar.

E passados exatos dois meses do dia em que subimos ao altar, devo dizer: nada disso ainda foi verdade. Pelo contrário. Talvez esses tenham sido os dois meses mais divertidos de nosso relacionamento, pelo menos para mim.

Sim, algumas coisas mudam. É uma nova rotina, um novo lugar onde morar, uma nova forma de fazer as coisas, novas despesas, cozinhar, lavar, faxinar.

Sim, alguns conflitos existem. Ela não gosta que eu deixe as gavetas abertas e eu não gosto que ela ande descalça.

Mas tudo isso é totalmente solucionável, com pequenas adaptações valiosas para uma convivência em harmonia. Além disso, são parte interessante de encaixe e que discutimos, refletimos, corrigimos, policiamos e vamos vivendo em frente. Sem o mínimo estresse.

Novos prazeres são descobertos a partir de novos hábitos e formas de se fazer velhas situações tem uma nova cara. Muito mais empática. Dar faxina? Ok, não é meu hobby preferido para um sábado de manhã. Mas limpar a sua casa e os móveis que você escolheu com carinho para receber seus pais em um almoço junto de sua esposa, ouvindo música, já não parece um monstro tão grande, pelo contrário. Cozinhar a dois? Pode ser também muito divertido. Lavar a roupa (a máquina lava) enquanto o outro tira o lixo e arruma a cama? Tudo certo também. Lavar o banhei… (não, esse tópico ainda estamos em fase de negociação). Mas o certo é que uma divisão de tarefas equilibrada deixa tudo mais fácil, sem que nenhum possa jogar alguma coisa na cara do outro.

3f3ca80a-e577-4c8b-9bf7-a567026f8384

E aquele papo de que você não conhece a pessoa até morar junto é a maior balela do mundo. Acho que é muito mais o fato de você não conhecê-la bem enquanto namoram, aí, naturalmente, quando se casarem vocês perceberão as diferenças, porque não se conheceram mesmo ora. Mas para nós, ainda mais depois de tanto tempo de namoro, cada defeito e virtude do outro são muito íntimos a nós. Reconhecemos aquilo que deixa o outro feliz; aquilo que o chateia; aquilo que simplesmente não importa; aquilo que importa muito. Então não há muito porque ter conflito de convivência. Para nós, por ora, o que temos é uma profunda afinidade reforçada pela proximidade e relação diária. Vivemos evitando os conflitos e buscando os momentos de felicidade, que muitas vezes são os mais simples, como acordar junto e fazer uma hora até levantar, esperar o outro para escovar os dentes dançando e, até, (pasmem) dar a terrível faxina.

3135e58c-2b01-4e71-8df5-08256f7fa684

Por enquanto é isso. Como disse acima, são apenas 2 meses. O universo é pequeno para qualquer pesquisa mais profunda, mas sobrevivemos bem e seguimos adaptando da melhor forma como conseguimos. O casamento não é o monstro que as vezes tentam nos vender. Principalmente se você escolher a pessoa certa, como eu felizmente escolhi. Câmbio, desligo.

 

 

Tensão Pré-Casamento – por um noivo limitado

video

Não sei como é para os outros noivos, mas para mim, o casamento é dividido em duas frentes. A primeira e tão celebrada é a cerimônia, com toda a sua festa, pompa e diversão. A segunda é o pós-cerimônia, com a mobília do apartamento e todo seu planejamento para uma vida diferente, casado, em uma nova família fora da casa dos pais. E dentre as duas, confesso, sempre me preocupei muito mais com a segunda.

A festa deve ser linda, afinal, está sendo preparada há mais de 18 meses e independente das coisas saírem ou não como esperado, deverá ser ótima. Ora, estaremos rodeados por pessoas que amamos, sentindo o carinho e a boa energia de amigos especiais, tomando Whisky, sorrindo, dançando e celebrando como nunca.

Já a vida de casado envolve algo que eu nunca vivi. Muito distante da minha realidade. Com novas responsabilidades administrativas que vão de lavar minha própria meia a ter de trocar o gás da cozinha (ou será que não troca? É encanado ou botijão?). O relacionamento também atinge uma nova escala, agora muito mais íntimo, físico e emocional. Isso parece o máximo, mas como toda grande mudança gera incertezas, cria dúvidas e motiva expectativas.

feira dos noivos

Feira de noivos!

Por tudo isso e somado pelo fato de ter uma leonina ex-coordenadora de projetos ao meu lado, admito, até agora grande parte do trampo ficou com ela. Também pudera. Imbuída por esse sentimento arrebatador que contamina toda mulher em período pré-casamento, ela conseguia focar em 10 coisas diferentes ao mesmo tempo, enquanto eu, coitado, fazia de tudo para parecer entender aquela única função que ela tinha me passado. Mesmo porque, se não entendesse, tudo bem, ainda faltava tanto tempo para o evento.

Mas agora, faltando apenas 3 meses, finalmente me sinto próximo do casório. Ainda não ando com tantos checklists quanto ela, mas a TPC (tensão pré-casamento) está batendo. De modo que por mais que tenhamos feito tanto, ainda parece muito a se fazer. É reunião com fornecedor, tirar certidão de nascimento no cartório (por que, Deus?), reservar hotel, comprar as últimas bebidas, escolher o terno, fechar a lista de convidados (ah, a lista de convidados!!!). Pus, não vim com o modo noivo inserido em meu hardware como toda mulher parece vir. Isso porque ela, profissional do matrimônio, ainda absorve boa parte dos preparativos. Fico imaginando como seria um casamento meu comigo mesmo. É certo que seria um churrasco, no sábado, organizado na sexta, com um checklist de carne, carvão, cerveja, refri, um bom churrasqueiro e uma bandinha pra animar a rapaziada.

De todo modo, vamos tocando em frente. Com o foco agora quase que absoluto na maridança. Com a minha programação anotada, vou eliminando um item por vez, não com a destreza multitarefa dela, mas com a limitação mundana de um noivo em pré-pânico. E saiba, se alguma coisa não der certo no grande dia, muito provavelmente a culpa é desse reles mortal que vos escreve.

 

Filhos, interrogação.

Nascer, crescer, multiplicar e morrer. Desde que o mundo é mundo esse é o percurso natural da vida e da forma como ela é compreendida em sua maioria. Sim, maioria, mas não sua totalidade pois dessa equação um elemento ainda é facultativo, o multiplicar.

Giovana: afilhada de coração <3

Giovana: afilhada de coração <3

Casais que tomam a decisão de não terem filhos formam uma parcela cada vez maior da população. Um fenômeno mundial de pessoas que optam por não colocar uma criança no mundo. E se essa era uma escolha até então impensável para nós, hoje é totalmente compreensível. Os motivos são os mais variados e todos eles muito pertinentes.

Falta de segurança: as manchetes diárias dos jornais nos assustam. Todo dia um novo exemplo de violência, injustiça e intolerância ganha destaque na imprensa. O mundo não parece melhorar e colocar uma criança nesse ambiente truculento, poluído e viciado parece mesmo amedrontador.

Custo: um filho é fofo, mas também é caro. A cada ano surge um novo estudo com números que revelam o alto gasto com uma criança do nascimento até seus 18 anos. “Ah, mas não é assim, onde come um, comem dois”. Bem, pode até ser. Mas é certo que todo pai busca dar o máximo ao seu filho, tentando oferecer a ele mais do que teve quando criança. Dividir o pouco que tem e ter um bebê sem a consciência de que poderá dar a ele o que merece pode muitas vezes parecer irresponsável.

Tempo: sem dúvida para nós, hoje, o maior problema disparado! Em uma vida atribulada de compromissos que preenchem nossas agendas e que fazem da geração Y o maior exemplo de workaholic, é bastante difícil conciliar as variáveis “vida profissional bem sucedida” e “pais presentes e engajados com a criação do filho”. Um desafio para essa geração e um impacto grande para as próximas.

Escolha de vida: o casal tem dinheiro, tempo, não se preocupa com a violência, mas ainda sim não pensa em ser pai/mãe. Não querem acordar de madrugada com bebê chorando, não querem deixar de viajar a dois, não querem dividir o que conquistaram ou abrir mão de uma liberdade/autonomia que a vida em casal permite. Ou ainda, não gostam de crianças. Escolha. Pura e simples. E totalmente lícita e justa.

Em nosso caso, contudo, crianças complementam o imaginário de uma vida feliz. Somos filhos de famílias com casas cheias, com pai, mãe, irmãos (no plural), cachorro, gato, periquito. Talvez por isso nossa concepção de lar seja o formato “tradicional”, de modo que esperamos sim num futuro ter um par de guris correndo atrás da gente, puxando pela calça e pedindo um punhado de balas ou um brinquedo da loja.

Leia também: Eu namoro, tu casas, eles engravidam

Ainda é cedo. Tanto eu quanto a Lu adoramos crianças e ela sempre fala que acredita que só veio ao mundo mulher com o objetivo de ser mãe, e isso é algo que eu adoro nela, pois não vejo ninguém melhor para ser mãe dos filhos que eu espero ter. Mas a vida é uma caixinha de surpresas. Coisas acontecem, cenários se alteram e opiniões mudam. Filhos para nós é algo esperado, mas a ideia de não tê-los é também cada vez mais coerente de modo que nenhuma decisão seja irreversível. Como sempre, vamos vivendo por etapas. Planejando, mas também esperando o que a vida tem para nós.

Se 12 anos fossem 12 meses

Tempo. Talvez seja esse o recurso mais importante da vida. Aquele que ao final, independente de raça, credo ou gênero, independente do que ficou de saldo em sua conta corrente, será, sem dúvida, o remédio pelo qual clamaremos. Mais tempo. Nem que sejam alguns minutinhos. Apenas para realizar o que faltou em nossa lista de prioridades, ou para fazer de novo aquilo que nos marcou a ponto de querer repetir.

De todas as invenções humanas, a ideia de dividir um determinado período em horas, depois dias, meses e anos provavelmente foi a melhor forma de criar ciclos e marcar recomeços, nos dando a oportunidade de reiniciar sempre, com novas expectativas, interesses e objetivos. Independente do caminho que tomou, você sempre poderá recomeçar e tentar novamente, pois um novo dia se inicia.

E hoje, ao completar 12 anos de namoro, um novo ciclo está para começar. É o nosso último aniversário que comemoramos “solteiros”. A partir do próximo ano começamos uma nova contagem, uma experiência diferente, marcada como tempo de casado. Zeramos uma volta no ponteiro e começamos outra. Só possível por causa de 12 anos de entrega que deixaram marcas e nos prepararam para essa nova jornada.

12998473_981428841911747_897498935486030177_n

12 anos. 12 anos não são 12 meses, pensamos. Mas e se fossem? Se fossem, estaríamos hoje marcando o fim de um ciclo, mas já comemorando o início de outro. E não é exatamente isso o que estamos fazendo?

Se fossem, teríamos vivido os primeiros anos de relacionamento na temperatura dos primeiros meses do ano. Um verão incandescente de maravilhosas descobertas a dois. Tempo onde a diversão era o nosso único e maior objetivo. De uma vida adolescente, sem trabalho ou grandes preocupações. Um período de férias na praia, de carnaval, descompromissado e por isso tão gostoso e ainda vivo em nossa memória. (Afinal não é sempre nas férias onde tiramos a maior quantidade de fotos?). Um trimestre que forjou nossa relação, selando almas tão diferentes a ponto das duas escolherem caminharem juntas. O início. Até que as águas de março fecharam o verão.

Se 12 anos fossem 12 meses, abril marcaria justamente uma fase de amadurecimento do relacionamento que passou a conviver com novas prioridades. A escola dava lugar a faculdade. O ócio dava lugar ao compromisso profissional. Outono começava com dias cinzentos ainda não vistos, mas com sua beleza “desabrochante” de algo que recomeça. Agora mais maduro, mas nem por isso menos intenso. Abril, maio e junho representaram a transição entre um namoro adolescente e a expectativa de uma vida a dois adulta. Brigas aconteceram. Algumas sérias. Mas serviram para cimentar o lugar que o relacionamento levaria em nossa vida. Nem excessivamente sufocante, nem como um mero coadjuvante. A busca pelo equilíbrio em um caminho no qual folhas e excessos se perdem, para renascerem mais belos na frente.

Junho começou tempestuoso. Quem não conhece a fatídica briga dos sete anos? O relacionamento estava consolidado, ao mesmo tempo em que a fase das grandes descobertas já se fora. O novo só é novo quando acontece pela primeira vez e depois disso, já não é mais tão fácil se impressionar. O inverno trouxe outros questionamentos. Mas foi também a época que nos exigiu buscar razões para continuar. E elas estavam lá. Por trás da crosta de amenidades a essência se mantinha a mesma do verão de outrora. Duas almas que eram só uma e que apesar de buscarem coisas diferentes, queriam buscar juntas. Alguns chamariam isso de amor. Provavelmente era. Muito maior do que a paixão, foi esse o sentimento que nos deu fôlego para buscar a primavera.

E assim ela surgiu. Chegamos a um amor sereno. Redescoberto. Com a beleza do carinho da primavera. Nem tudo são flores, é verdade, mas do 9º até hoje, quando completamos o décimo segundo ano, foi quando nos sentimos mais conectados. Máscaras não existem mais. A cobrança já não vem se não tiver importância. E nada é mais importante do que nós, em plenitude. Todos os nossos interesses, desejos e emoções buscam caminhar juntos e só dessa forma fazem algum sentido. Meu Deus, como isso é claro agora.

E hoje, nesse 12 anos, vivemos um período de festas. Superamos o renascimento do Natal e estamos vivendo o foguetório de réveillon, nos despedindo de um ano velho e especial, e nos preparando para novos 12 meses de uma fase encantadora. Talvez ela sofra das mesmas adversidades de dias passados. Mas se assim for, eu aceito de corpo e alma.  Porque ao seu lado todo o tempo do mundo será sempre pouco tempo. E eu não posso deixar de apreciá-lo.

Feliz 12 anos.

Com amor.

 

Patrick

MODA FEMININA | Dicas de looks em Gramado

looks gramado1

A viagem à Gramado foi um verdadeiro teste para um fazedora de malas como eu. Isso porque era um lugar que poderia esfriar bastante durante a noite, mas que não apresentava baixas temperaturas em nenhum Clima Tempo que procurei, o que me deixava sem saber o que esperar. Roupas para frio (normalmente grandes e pesadas)? Roupas confortáveis para longos passeios? Roupas leves? Botas, tênis ou salto? Enfim. Tudo isso com um grande limitador, sem despachar bagagem, portanto, tudo deveria ir em uma mala pequena, com nada de excessos. Passado o temor inicial, o resultado foi uma seleção extremamente versátil de combinações que me permitiam variar entre dois ou mais cenários, com peças-chaves, e que foram a chave (tsc) para o meu quebra-cabeças.

looks gramado2 Esse foi o look que escolhi para a viagem. Tinha de ser confortável por causa da correria de aeroporto e versátil, para permitir a possibilidade de trocar uma peça caso esfriasse/esquentasse. Por isso escolhi um look jeans, botinha baixa que usei muito durante a viagem e uma jaqueta caramelo de cor coringa que combinava com tudo.

looks gramado3Comprei esse vestido floral longo na Forever 21 e estava doida para inaugurar. Felizmente vi em um dos passeios a oportunidade perfeita. Coloquei com a jaqueta caramelo quando fazia um friozinho e um chapéu floppy que amo! A botinha (guerreira de sempre) confortável para aguentar um dia inteiro de andanças.

looks gramado4Olha elaaaaaaaa! A botinha de novo! Usei no dia em que fomos ao Snowland e em Canela, com calça jeans básica, uma blusa de manga princesa de cor neutra e um coletinho de pelos que amo muito – tem post no blog dando dicas de como usar, veja aqui.

looks gramado6Para um passeio ao Lago Negro no último dia e voltar para BH optei por uma calça bandage flare preta, que veste muito bem, a tal da botinha (juro que levei um tênis e outra bota que vocês verão daqui a pouco! Fui super econômica dessa vez!), um tricô branco que adoro, chapéu fedora e acessórios para compor o look.

looks gramado5Aqui são alguns looks que usei a noite. Levei um macaquinho de mangas compridas, usei com uma botinha de salto médio e o colete de pelos. Já o outro look usei um casaquinho 3/4 todo de paetê com a calça flare preta.

Como vocês viram o meu objetivo era otimizar as peças e usá-las o máximo possível em looks diferentes. Foi difícil deixar tanta coisa legal de fora, mas no final o resultado deu certo. E você, tem alguma dica secreta pra montar a mala perfeita? Conta aí!

Eu namoro, tu casas, eles engravidam

casamento-blog-debora-martins

Você nasce. Cresce. Quando adolescente curte os primeiros rolês no shopping, o primeiro porre com sua tribo. De repente está trocando os primeiros beijinhos. Nessa nova fase você descobre infinitas possibilidades. A partir daí, todo passeio, festa, sala de aula e reunião com os primos passam pela paquera. Pelo flerte. Que evolui para o sexo (também a primeira vez) ou não.  Você amadurece mais um pouco e começa então a namorar. A mina é legal. O cara é engraçado. Por aí vai. Namora mais um pouco. Termina. Começa com outro. Termina. Volta. E a vida caminha. De repente pular de galho em galho não te agrada tão mais. Você tem menos tempo devido aos compromissos da vida e então opta por qualidade ao invés de quantidade. As coisas caminham bem. Vocês se gostam, se respeitam, a vida profissional também evolui e o dinheiro não está transbordando mas já te oferece um pouco mais de estabilidade. Nesse momento as pessoas começam a perguntar. Vocês começam a se perguntar. Está na hora de casar? Decidem que sim. E casam-se. Vivem. Viajam. Estão felizes. Realizados. Ou não. Começam a sentir falta de algo que ainda não tem. Como? Pois é. Um próximo passo. E de repente é isso que é esperado de vocês. Natural. Os métodos contraceptivos começam a ser negligenciados. Vocês não estão oficialmente tentando. Mas também não estão tão preocupados em impedir.  Até que um dia recebem a notícia. Vocês estão oficialmente grávidos. Uma alegria nunca antes sentida. Mas um medo proporcional à responsabilidade de colocar um novo ser no mundo. Uma forma diferente de encarar a vida e mais uma etapa cumprida.

Essa não é uma história real. Mas pode muito bem ser para alguns. E isso, definitivamente, não representa um problema. É algo natural, cultural e talvez até mesmo fisiológico, já que o corpo humano é movido por hormônios que muitas vezes influenciam diretamente em nossos hábitos. Mas confesso que nos últimos meses temos refletido mais sobre como a vida parece ser claramente dividida em fases e como nós nos guiamos (ou somos guiados) por elas.

Veja só que curioso. Hoje, entre os 25 e 30 anos, temos grande parte de nossos amigos com a mesma faixa etária e em uma fase da vida similar. Somente em 2016 temos, além do nosso, 4 outros casamentos, todos eles de casais semelhantes. Isso já aconteceu com você? Aposto que sim.

gravidez - coimbra

Paralelamente a isso temos outra remessa de amigos, de mesma idade ou um pouco mais velhos que optaram por casar antes. Esses, normalmente acima de dois anos de casados, estão já em outra fase e pensando na maternidade, seja de maneira mais distante ou num futuro bem próximo. Final de semana passado fizemos as contas e descobrimos que temos ao todo, 7 (S-E-T-E) casais de amigos grávidos. Incrível! Teremos que ter drinks sem álcool para as gestantes ou espaço kids para os babys em nossa festa. Eles já estão no next level da brincadeira.

Pode parecer coincidência, mas é inegável que temos um padrão. Uma geração que se comporta com base nessas referências. Daqui alguns anos seremos nós a pensarmos em filhos e muito provavelmente nossa criança nascerá no mesmo ano do filho de nossos amigos que estão se casando agora.

Talvez para as próximas gerações esse senso linear e quase previsível de construção de família possa se esvair. Mesmo porque a concepção de família tem mudado, uma vez que elas são cada vez mais diversas e cheias de possibilidades. Essa representará uma mudança significativa da formas como nos relacionamos com o mundo ao nosso redor e para com aquilo que entendemos que sejam nossas obrigações. Mas isso é papo para um próximo post. Por ora, continuemos nos preocupando com os casórios de 2016 e em ninar essa leva de neném gostoso que está para nascer.

P.S.: Se você é o detentor dos créditos de alguma das imagens utilizadas nesse post, entre em contato. Teremos o maior prazer em creditá-las à você.

O que esperar da vida de casado?

12782489_947395291977082_924261015_n

Com o casamento marcado e se aproximando a passos largos o imaginário distante começa a tomar contornos de realidade. É fato: uma nova etapa está para se iniciar. Com todas as cores, sabores e humores que muita gente fala, mas que só quem é casado pode mesmo afirmar. Para nós, no momento, o desconhecido parece aguardar. Será?

Esse embate, confesso, muitas vezes me deixa intrigado. É como aquela série que termina com seu personagem preferido estatelado no chão com cara de morto e que faz sua expectativa sobre a próxima temporada ir lá em cima, com você apreensivo e com medo pela morte inerente do herói, mas também em êxtase e esperançoso de que era só um jogo de cena e que ele reaparecerá Vivão da Silva, pronto para destruir os Outros e conquistar Westeros. Nesse caso, as duas hipóteses são possíveis. No casamento, também. E como tudo aquilo que não se sabe, um misto de alegria e frio na barriga que nos deixa ainda mais ansiosos toma conta.

12782020_947395701977041_1304648505_n

De uma lado a teoria que parece ser a mais popular e que cansamos de ouvir nos últimos meses. A que fala que só conhecemos verdadeiramente uma pessoa depois de vivermos com ela sob o mesmo teto. Esse argumento tem força. Fatores como a convivência quase onipresente, choque de cultura e criação e falta de liberdade são campeões na geração de conflitos quase indissolúveis e pauta de reclamações no cafezinho da empresa no dia seguinte. Realmente não deve ser fácil. Hoje, por exemplo, quando chegamos a discutir podemos tranquilamente ir cada um para sua casa, dormir sozinhos e esfriar a cabeça para no dia seguinte, com mais calma, resolver os problemas anteriores com mais razão e menos emoção.

Do outro a corrente menos frequente, mas que ainda sim é ouvida e é um alento e tanto para nossas previsões. A que com algum tempo de namoro tão intenso (e ainda com tantos anos juntos, como o nosso) você inevitavelmente acaba por conhecer sim a pessoa que escolheu pra dividir o coração e que a vida a dois só diminui a distância e aumenta a sintonia do casal. Confrontos continuarão existindo, mas a proximidade poderá reforçar a parceria e melhorar o diálogo de forma que só o sentimento de família (algo difícil enquanto solteiro) pode oferecer.

Para qualquer casal em nossa posição é fácil imaginar qual time tem a maior torcida. A ideia de se unir para somar, buscando na vida conjugal uma experiência terrestre mais feliz e realizada para mim é a única justificativa pela qual as pessoas deveriam se casar. Logo, por mais sedutora, romântica e até ingênua que possa parecer, é também a que faz mais sentido. Mas sabemos também que na prática nem sempre o melhor time leva. É preciso ter calma para encontrar a batida perfeita e entender que em momentos de mudanças como esse, todos precisam de um tempo para se adaptar e é justamente durante esse período de encaixe que a divergência deverá aparecer com maior força.

Sob alguns aspectos não casaremos enganados (Lu não gosta de arrumar a cama, Patrick não sabe cozinhar/Lu dorme antes de acabar a novela, Patrick dorme após o Programa do Jô/Lu só toma leite desnatado, Patrick faz questão do cafezinho). Sob outros, só o tempo dirá. Tempo, tempo, tempo. Só nos resta aguardar.

collage

 

E você, o que acha? É casado? Melhor ainda. Conta pra gente.

O primeiro móvel a gente nunca esquece

Dizem que o prazer sentido após uma compra é explicado pela liberação automática de doses de endorfina, um neuro-hormônio conhecido por despertar sensações de alegria e bem-estar em nosso corpo. Se há de fato uma explicação médica para o fenômeno da compra, pouco importa, o que vale é que todo mundo sai mais feliz carregando uma sacolinha cheia de um bem recém-comprado.

Mas na última semana, ao sair do shopping, descobrimos uma nova forma de sentir sensações já tão comuns. Um misto de cumplicidade e união, mas muito mais palpável, quase físico, de que tudo aquilo planejado e tão presente em ideia está, finalmente, se materializando. Foi quando compramos nosso primeiro móvel. Nossa cama de casal.

Seria mais uma compra. Um produto comum pra muita gente. Mas pra nós foi o primeiro de muitos primeiros que estão por vir. O primeiro móvel, o primeiro apê, nossa primeira concepção de casal enquanto família, e tudo isso construído em dupla, com duas cabeças, mas um só coração e a alegria de saber que não estamos fazendo isso para ele ou para ela, mas para nós, definitivamente, e isso muda tudo. De repente não me vejo mais querendo comprar o meu frequencímetro ou a minha bicicleta, mas sim o nosso sofá ou a nossa TV.

É engraçado. Apenas a mudança de perspectiva faz com que as mesmas coisas sejam vistas de forma diferente. Por mais que o casório seja uma realidade, com planejamento de cerimônia etc, depois que deitamos umas 7 vezes sobre o colchão, afofamos os travesseiros, escolhemos a cor do baú e fechamos a compra, o contexto do evento ganhou novos contornos. E o casamento deixa de ser a festa, a missa, a bênção, pra ser uma escolha, uma construção, de tijolinho sobre tijolinho, e uma cama deixa de ser uma cama qualquer, mas sim a nossa cama, o nosso sofá, o nosso quarto, a nossa casa, e por mais simples que seja, a nossa vida.

Nossa casinha ainda não tem nada, na verdade ela nem sequer existe, mas a partir de agora ela já tem um ponto inicial, uma cama, dois travesseiros, um edredom e um par de noivos empolgados, doidos pra continuarem escrevendo juntos o início dessa vida a dois.